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Economia e Mercadosterça-feira, 30 de junho de 2026

Mercados imobiliários globais dão sinais de arrefecimento, com quedas na Austrália e desaceleração na Europa

O valor das habitações na Austrália registou a maior queda mensal desde 2022, enquanto Espanha vê subida de preços apesar da retração nas vendas, e a Rússia prepara o regresso a mecanismos de mercado.

O mercado imobiliário australiano entrou em declínio generalizado em junho, com uma descida de 0,4% no valor nacional das habitações — a maior contração mensal desde dezembro de 2022, segundo a empresa de dados Cotality. Sydney liderou as perdas, com uma queda de 1,2%, e Melbourne recuou 1,0%, num movimento que os analistas locais atribuem a uma “tempestade perfeita” de fatores: três subidas das taxas de juro pelo banco central desde fevereiro, o agravamento da acessibilidade e as alterações fiscais aprovadas pelo governo federal, que reduziram a capacidade de endividamento dos investidores. O mercado de Adelaide, que subira durante 15 meses consecutivos, também começou a ceder na segunda metade do mês.

Em Espanha, os dados revelam um cenário paradoxal. O preço da habitação acelerou 15,2% em termos homólogos no segundo trimestre, o ritmo mais intenso desde o pico da bolha imobiliária em 2006, de acordo com a tasadora Tinsa. Contudo, as compraventas caíram 10,2% em abril face ao ano anterior, conforme o Conselho Geral do Notariado, num contexto de forte défice de obra nova e de taxas de juro mais elevadas. A pressão da procura deslocou-se para pequenas capitais como Albacete e Soria, e para municípios periféricos acessíveis próximos de grandes cidades, enquanto Barcelona e Madrid registam subidas abaixo da média nacional.

Na Rússia, a agência de notação NKR projeta que a quota dos créditos hipotecários bonificados poderá cair para 50% até ao final do ano, o que representaria o regresso a “mecanismos de mercado” pela primeira vez desde 2022. O endurecimento da política monetária e as recentes restrições às condições da hipoteca familiar são apontados como fatores que podem reduzir ainda mais o peso dos programas estatais. Já no Brasil, o setor da construção civil manteve em 2025 um ritmo positivo de lançamentos e vendas, apesar dos juros elevados. Em mercados regionais dinâmicos como Uberlândia, a pontualidade na entrega tornou-se um fator decisivo para compradores e investidores, refletindo uma maior exigência de previsibilidade num contexto de custos pressionados e escassez de mão de obra qualificada.

O arrefecimento em várias geografias coincide com um momento de reavaliação do papel das políticas públicas e da política monetária. O banco central australiano manteve a taxa diretora em 4,35% em junho e, segundo as atas da reunião, está atento a um eventual “enfraquecimento material” dos preços. Em Espanha, o Banco Central Europeu continua a avaliar os efeitos do endurecimento monetário, enquanto na Rússia o banco central pondera novos ajustamentos. O próximo marco factual a observar será a evolução dos índices de preços no terceiro trimestre, que confirmará se a desaceleração se consolida ou se permanece circunscrita a mercados específicos.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa atlântica / anglosferaImprensa russa e CEI
Imprensa atlântica / anglosfera/ Econômica
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O mercado imobiliário australiano registrou a queda mais acentuada em três anos, liderada por Sydney e Melbourne. Mesmo com a queda dos preços, a acessibilidade continua sendo um problema crítico, com as taxas de juros e as mudanças fiscais pesando sobre os compradores. A desaceleração sinaliza um arrefecimento mais amplo dos mercados imobiliários globais.

Imprensa russa e CEI/ Negócios
PragmatismoCeticismo

À medida que os mercados imobiliários globais esfriam, o setor hipotecário russo está retornando a mecanismos de mercado, com a parcela de empréstimos subsidiados devendo cair pela metade. Os analistas veem isso como um retorno à normalidade após anos de apoio estatal, embora uma política monetária mais apertada possa retardar a transição. A estagnação do mercado britânico é notada como parte da mesma tendência global.

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terça-feira, 30 de junho de 2026

Mercados imobiliários globais dão sinais de arrefecimento, com quedas na Austrália e desaceleração na Europa

O valor das habitações na Austrália registou a maior queda mensal desde 2022, enquanto Espanha vê subida de preços apesar da retração nas vendas, e a Rússia prepara o regresso a mecanismos de mercado.

O mercado imobiliário australiano entrou em declínio generalizado em junho, com uma descida de 0,4% no valor nacional das habitações — a maior contração mensal desde dezembro de 2022, segundo a empresa de dados Cotality. Sydney liderou as perdas, com uma queda de 1,2%, e Melbourne recuou 1,0%, num movimento que os analistas locais atribuem a uma “tempestade perfeita” de fatores: três subidas das taxas de juro pelo banco central desde fevereiro, o agravamento da acessibilidade e as alterações fiscais aprovadas pelo governo federal, que reduziram a capacidade de endividamento dos investidores. O mercado de Adelaide, que subira durante 15 meses consecutivos, também começou a ceder na segunda metade do mês.

Em Espanha, os dados revelam um cenário paradoxal. O preço da habitação acelerou 15,2% em termos homólogos no segundo trimestre, o ritmo mais intenso desde o pico da bolha imobiliária em 2006, de acordo com a tasadora Tinsa. Contudo, as compraventas caíram 10,2% em abril face ao ano anterior, conforme o Conselho Geral do Notariado, num contexto de forte défice de obra nova e de taxas de juro mais elevadas. A pressão da procura deslocou-se para pequenas capitais como Albacete e Soria, e para municípios periféricos acessíveis próximos de grandes cidades, enquanto Barcelona e Madrid registam subidas abaixo da média nacional.

Na Rússia, a agência de notação NKR projeta que a quota dos créditos hipotecários bonificados poderá cair para 50% até ao final do ano, o que representaria o regresso a “mecanismos de mercado” pela primeira vez desde 2022. O endurecimento da política monetária e as recentes restrições às condições da hipoteca familiar são apontados como fatores que podem reduzir ainda mais o peso dos programas estatais. Já no Brasil, o setor da construção civil manteve em 2025 um ritmo positivo de lançamentos e vendas, apesar dos juros elevados. Em mercados regionais dinâmicos como Uberlândia, a pontualidade na entrega tornou-se um fator decisivo para compradores e investidores, refletindo uma maior exigência de previsibilidade num contexto de custos pressionados e escassez de mão de obra qualificada.

O arrefecimento em várias geografias coincide com um momento de reavaliação do papel das políticas públicas e da política monetária. O banco central australiano manteve a taxa diretora em 4,35% em junho e, segundo as atas da reunião, está atento a um eventual “enfraquecimento material” dos preços. Em Espanha, o Banco Central Europeu continua a avaliar os efeitos do endurecimento monetário, enquanto na Rússia o banco central pondera novos ajustamentos. O próximo marco factual a observar será a evolução dos índices de preços no terceiro trimestre, que confirmará se a desaceleração se consolida ou se permanece circunscrita a mercados específicos.

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AlarmeCeticismo

O mercado imobiliário australiano registrou a queda mais acentuada em três anos, liderada por Sydney e Melbourne. Mesmo com a queda dos preços, a acessibilidade continua sendo um problema crítico, com as taxas de juros e as mudanças fiscais pesando sobre os compradores. A desaceleração sinaliza um arrefecimento mais amplo dos mercados imobiliários globais.

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À medida que os mercados imobiliários globais esfriam, o setor hipotecário russo está retornando a mecanismos de mercado, com a parcela de empréstimos subsidiados devendo cair pela metade. Os analistas veem isso como um retorno à normalidade após anos de apoio estatal, embora uma política monetária mais apertada possa retardar a transição. A estagnação do mercado britânico é notada como parte da mesma tendência global.

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