
Marrocos elimina Países Baixos nos pênaltis e avança no Mundial
Com defesa decisiva de Bounou e golo de Saibari, os marroquinos venceram por 3-2 nas penalidades após empate 1-1, num jogo marcado pela emoção de Gakpo e pela intensidade física.
O guarda-redes Yassine Bounou defendeu o remate de Crysencio Summerville e Ismael Saibari converteu a penalidade decisiva, selando a vitória de Marrocos por 3-2 nos penáltis sobre os Países Baixos, esta segunda-feira em Monterrey, e garantindo a passagem aos oitavos de final do Mundial de 2026. Após 120 minutos de um jogo físico e emotivo, que terminou empatado 1-1, a seleção norte-africana impôs-se na lotaria das grandes penalidades, apesar de ter começado em desvantagem.
O encontro parecia decidido a favor dos neerlandeses quando Cody Gakpo, aos 72 minutos, finalizou uma jogada rápida iniciada por Wout Weghorst e assistida por Summerville. O avançado do Liverpool, que jogava dias depois de ter anunciado a perda do filho ainda por nascer, foi abraçado por todo o banco num momento de grande carga emocional. Contudo, já no período de descontos, Issa Diop cabeceou um cruzamento de Chemsdine Talbi para restabelecer a igualdade e forçar o prolongamento.
No tempo extra, ambas as equipas tiveram oportunidades, com o guarda-redes neerlandês Bart Verbruggen a negar o golo a Soufiane Rahimi numa defesa apertada. Nas penalidades, Marrocos falhou o primeiro remate, mas recuperou com erros consecutivos dos Países Baixos: Justin Kluivert e Quinten Timber atiraram ao poste e ao lado, respetivamente. Bounou, eleito a figura do encontro, deteve o quinto remate neerlandês, permitindo a Saibari fechar o marcador em 3-2.
A eliminação dos Países Baixos, sétimos no ranking mundial, constitui a sua saída mais precoce de um Campeonato do Mundo desde 1994, segundo analistas europeus. Marrocos, sexto classificado, confirma o bom momento do futebol africano, depois de ter alcançado as meias-finais em 2022. Na perspetiva de observadores em Rabat, a vitória reforça a ambição de repetir ou superar esse feito. O jogo, disputado perante milhares de adeptos marroquinos e mexicanos que apoiaram a equipa africana, foi também marcado pela intensidade física, com vários choques e uma cotovelada de Saibari em Jan Paul van Hecke que não foi sancionada.
Marrocos segue agora para Houston, onde enfrentará o Canadá, um dos anfitriões do torneio, no sábado, nos oitavos de final. A equipa de Walid Regragui procura manter o ímpeto numa competição que já viu outras surpresas, como a eliminação da Alemanha pelo Paraguai, também nas penalidades.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A imprensa do Golfo enquadra a vitória de Marrocos como um momento de orgulho regional, com líderes políticos parabenizando publicamente os Leões do Atlas. A dramática disputa de pênaltis é retratada como um feito heroico que une o mundo árabe, enfatizando o apoio da liderança dos Emirados. A narrativa destaca o triunfo do azarão e as celebrações emocionantes em toda a região.
A mídia da África Subsaariana celebra a classificação de Marrocos como uma conquista histórica para todo o continente, sendo a primeira equipe africana a chegar às oitavas de final. A vitória é enquadrada como uma demonstração da força crescente do futebol africano, com os holandeses retratados como o mais recente gigante europeu a cair. Os heroísmos nos pênaltis de Bounou e Saibari são saudados como um momento de orgulho coletivo africano.
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