
Marrocos elimina Holanda nos pênaltis e avança às oitavas do Mundial 2026
Com defesa decisiva de Bounou e cobrança certeira de Saibari, os Leões do Atlas venceram por 3-2 nas penalidades após empate em 1-1, em jogo marcado pela emoção de Gakpo e pelo apoio da torcida mexicana.
O desfecho da partida no Estádio BBVA, em Monterrey, foi selado quando Ismael Saibari converteu a cobrança decisiva, após Yassine Bounou defender o remate de Crysencio Summerville. Marrocos venceu os Países Baixos por 3-2 nos pênaltis, depois de um empate em 1-1 no tempo regulamentar e na prorrogação, e garantiu vaga nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. O adversário será o Canadá, um dos anfitriões, no próximo sábado, em Houston.
A partida foi intensa e física desde o início. Os neerlandeses abriram o placar aos 27 minutos do segundo tempo, quando Cody Gakpo finalizou de primeira após jogada de Summerville. O atacante do Liverpool, que dias antes anunciara a perda do filho que esperava com a companheira, caiu em lágrimas no gramado, abraçado pelos colegas. O Marrocos, que dominara a posse de bola e criara as melhores oportunidades — com Achraf Hakimi acertando o travessão e o goleiro Bart Verbruggen fazendo defesas importantes —, buscou o empate no primeiro minuto dos acréscimos. O zagueiro Issa Diop cabeceou cruzamento de Chemsdine Talbi e levou a decisão para o tempo extra.
Na prorrogação, Verbruggen voltou a brilhar ao parar um chute de Soufiane Rahimi, mas a igualdade persistiu. Nos pênaltis, os erros se acumularam: Justin Kluivert e Quinten Timber desperdiçaram para os Países Baixos, enquanto Neil El Aynaoui e Hakimi falharam para Marrocos. A defesa de Bounou no quarto tiro neerlandês abriu caminho para Saibari selar a classificação.
A vitória marroquina ecoa de forma distinta em diferentes regiões. No mundo árabe e em África, o resultado é visto como a confirmação de que a semifinal de 2022 não foi um acaso — a seleção, agora sexta no ranking da FIFA, impôs seu ritmo e forçou os Países Baixos a uma postura defensiva incomum, com cinco defensores, o que o técnico Mohamed Ouahbi interpretou como “uma forma de respeito”. Na Europa, a eliminação precoce reacende o debate sobre o trauma neerlandês nas penalidades: é a quarta derrota em Copas nesse desempate, igualando a Espanha. Já na Indonésia, a falha de Justin Kluivert, filho do ex-treinador da seleção local Patrick Kluivert, mobilizou as redes sociais. No México, a torcida local abraçou Marrocos, entoando o “No era penal” em alusão à polémica eliminação mexicana para os Países Baixos em 2014.
Com a classificação, Marrocos mantém acesa a expectativa de repetir ou superar o feito do Catar. O confronto com o Canadá, que eliminou a África do Sul, será mais um teste para uma equipa que, segundo Ouahbi, “já conquistou o respeito de todos”.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A imprensa do Golfo enquadra a vitória de Marrocos como um momento de orgulho regional, com líderes políticos parabenizando publicamente os Leões do Atlas. A dramática disputa de pênaltis é retratada como um feito heroico que une o mundo árabe, enfatizando o apoio da liderança dos Emirados. A narrativa destaca o triunfo do azarão e as celebrações emocionantes em toda a região.
A mídia da África Subsaariana celebra a classificação de Marrocos como uma conquista histórica para todo o continente, sendo a primeira equipe africana a chegar às oitavas de final. A vitória é enquadrada como uma demonstração da força crescente do futebol africano, com os holandeses retratados como o mais recente gigante europeu a cair. Os heroísmos nos pênaltis de Bounou e Saibari são saudados como um momento de orgulho coletivo africano.
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