
Marrocos elimina Países Baixos nos pênaltis e avança às oitavas do Mundial 2026
Após empate em 1 a 1 no tempo normal e prorrogação, os Leões do Atlas venceram por 3 a 2 na disputa de pênaltis, com defesa decisiva de Bono, e enfrentarão o Canadá nas oitavas de final.
O estádio BBVA, em Monterrey, foi palco de uma noite de tensão máxima. Aos 90+1 minutos, quando a eliminação parecia consumada, o zagueiro Issa Diop cabeceou com precisão um cruzamento de Chemsdine Talbi e empatou o jogo em 1 a 1, forçando a prorrogação. Nos pênaltis, o goleiro Yassine Bounou defendeu a cobrança de Crysencio Summerville e Ismael Saibari converteu o disparo decisivo: Marrocos venceu por 3 a 2 e avançou às oitavas de final do Mundial de 2026, eliminando os Países Baixos.
O duelo foi intenso desde o início. Aos 20 minutos, o goleiro neerlandês Bart Verbruggen já havia feito duas defesas importantes, em cabeçada de Neil El Aynaoui e chute de Achraf Hakimi. Marrocos controlou a posse de bola e criou as melhores chances, mas foi a Holanda quem abriu o placar, aos 72 minutos, num contra-ataque fulminante. Cody Gakpo, que dias antes perdera um filho durante a gestação da companheira, finalizou com a direita e, ajoelhado no gramado, chorou ao dedicar o gol ao bebê. O momento comoveu até os adversários.
A reação marroquina foi imediata. A equipa africana, que não perdia há 33 jogos e vinha de um quarto lugar no Catar-2022, pressionou até o último minuto. Diop, do Fulham, subiu mais alto que a defesa e desviou de cabeça para o fundo das redes. No tempo extra, Soufiane Rahimi teve a chance da vitória, mas Verbruggen voltou a brilhar. A decisão foi para os penáltis, onde Bono, herói da campanha de 2022, voltou a ser decisivo ao deter o remate de Summerville. Pela Holanda, Justin Kluivert e Quinten Timber também erraram, enquanto Hakimi e El Aynaoui acertaram a trave para Marrocos.
A imprensa mexicana sublinhou o apoio maciço da torcida local a Marrocos, que ecoou o grito de “no era penal” em alusão à eliminação do México para a Holanda em 2014. Achraf Hakimi agradeceu publicamente o carinho: “Quero agradecer ao México por todo o apoio”. Já a análise europeia destacou a fragilidade defensiva neerlandesa nos minutos finais, com Virgil van Dijk a admitir que “no tempo de compensação, recuamos demais”.
Com a classificação, Marrocos enfrentará o Canadá, um dos anfitriões, no próximo sábado, 4 de julho, em Houston. Os canadenses eliminaram a África do Sul e agora tentarão barrar o ímpeto africano. Para os Países Baixos, a eliminação precoce reacende o debate sobre a renovação da seleção, que não chega a uma semifinal desde 2014.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Em uma noite dramática em Monterrey, Marrocos realizou um feito épico, eliminando os Países Baixos nos pênaltis com o apoio ensurdecedor de uma torcida mexicana sedenta por vingança. Os Leões do Atlas viraram um destino que parecia selado, presenteando a América Latina com uma alegria intensa e transformando o estádio em um carnaval de emoções.
Os Países Baixos saem da Copa do Mundo de forma amarga, incapazes de segurar a vantagem até os acréscimos e depois desmoronando nos pênaltis diante de um Marrocos mais determinado. A eliminação precoce levanta questões sobre a resiliência mental da equipe e a gestão dos momentos-chave, numa noite em que faltou frieza.
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