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Economia e Mercadosquinta-feira, 23 de julho de 2026

Marrocos eleva previsão de crescimento para 5,3% em 2026, enquanto Gana enfrenta ceticismo político sobre contas públicas

Projeções contrastantes em economias africanas: Rabat revê PIB em alta com recuperação agrícola, Acra debate sustentabilidade da dívida e Brasília mantém expansão moderada de 2%.

A economia marroquina deverá crescer 5,3% em 2026, uma revisão em alta de 0,7 pontos face à previsão inicial da lei de finanças, anunciou a ministra das Finanças, Nadia Fettah, perante o parlamento em Rabat. A aceleração assenta na forte recuperação do valor acrescentado agrícola, estimado em 15,1%, após anos de seca, e na resiliência das atividades não agrícolas, com expansão de 4,2%. A inflação média recuou para 0,4% no primeiro semestre, sustentada pela melhoria das condições de abastecimento e pelas medidas de apoio aos produtos básicos, devendo fixar-se em 1,5% no conjunto do ano. O banco central manteve a taxa diretora em 2,25%, num contexto de crédito ao investimento em aceleração.

Em Acra, a apresentação da Revisão Orçamental Intercalar de 2026, prevista para esta quinta-feira, é antecedida por um coro de críticas da oposição. O deputado Kojo Oppong Nkrumah, do Partido Novo Patriótico (NPP), questionou a qualidade do excedente primário de 2,6% do PIB em 2025, argumentando que resultou de uma compressão da despesa de 13,8% e não de um reforço da receita, que ficou 4,7% abaixo da meta revista. A oposição exige ainda explicações sobre a queda de 1,2 mil milhões de dólares nas reservas internacionais e sobre a dependência das contas públicas em relação aos preços elevados do ouro, classificando o modelo como uma “economia de galamsey”. O rácio de crédito malparado dos bancos desceu para 16,1% em junho, mas o risco de crédito permanece uma vulnerabilidade central.

No Brasil, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) manteve a projeção de crescimento do PIB em 2% para 2026, impulsionado pela indústria extrativa, pelo agronegócio e pelo setor de serviços. Contudo, a entidade reviu em alta a estimativa de inflação, de 4,4% para 5%, e elevou a projeção para a taxa Selic no final do ano de 12,75% para 13,75%, sinalizando uma política monetária restritiva por mais tempo. O défice primário é estimado em 55,3 mil milhões de reais e a dívida pública em 82% do PIB, num quadro de fragilidade fiscal que, na perspetiva de Brasília, limita uma recuperação mais robusta.

Os próximos marcos incluem a divulgação do quadro orçamental trienal 2027-2029 por Rabat, que projeta crescimentos de 4,1% a 4,2% e um preço do petróleo de 70 dólares, e a reação dos mercados à Revisão Orçamental de Acra, onde o governo deverá reiterar o compromisso com a consolidação fiscal sem introduzir novos impostos.

Divergência — quem conta como
Eixo: Stabilità vs. contestazione
65%Alta
2 blocos · posições de −0.60 a +0.70
Critici di bilancio ghanesiOttimismo economico marocchino
ALMAFR
Divergência entre blocos de imprensa
Imprensa árabe Levante-Magrebe+0.70aligned
Imprensa africana subsaariana−0.60critical
Imprensa árabe Levante-Magrebe+0.70
Voz

O governo marroquino anuncia com confiança o crescimento de 5,3%, fruto de políticas pró-ativas e da recuperação agrícola.

Mecanismotrionfalismo tecnico

Apresenta os números oficiais como prova irrefutável de sucesso, excluindo qualquer incerteza externa, criando uma imagem de estabilidade inevitável.

TriunfoPragmatismo
Imprensa africana subsaariana−0.60
Voz

A oposição do Gana denuncia uma falsa consolidação: o excedente vem de cortes, não de receitas, e as reservas estão a cair.

Mecanismoinversione di narrazione

Reinterpreta os dados oficiais como sinais de fraqueza, transformando os sucessos declarados (excedente, crescimento) em problemas estruturais, usando análise técnica para minar a credibilidade do governo.

CeticismoAlarmeIndignaçãoVozes divididas

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quinta-feira, 23 de julho de 2026

Marrocos eleva previsão de crescimento para 5,3% em 2026, enquanto Gana enfrenta ceticismo político sobre contas públicas

Projeções contrastantes em economias africanas: Rabat revê PIB em alta com recuperação agrícola, Acra debate sustentabilidade da dívida e Brasília mantém expansão moderada de 2%.

A economia marroquina deverá crescer 5,3% em 2026, uma revisão em alta de 0,7 pontos face à previsão inicial da lei de finanças, anunciou a ministra das Finanças, Nadia Fettah, perante o parlamento em Rabat. A aceleração assenta na forte recuperação do valor acrescentado agrícola, estimado em 15,1%, após anos de seca, e na resiliência das atividades não agrícolas, com expansão de 4,2%. A inflação média recuou para 0,4% no primeiro semestre, sustentada pela melhoria das condições de abastecimento e pelas medidas de apoio aos produtos básicos, devendo fixar-se em 1,5% no conjunto do ano. O banco central manteve a taxa diretora em 2,25%, num contexto de crédito ao investimento em aceleração.

Em Acra, a apresentação da Revisão Orçamental Intercalar de 2026, prevista para esta quinta-feira, é antecedida por um coro de críticas da oposição. O deputado Kojo Oppong Nkrumah, do Partido Novo Patriótico (NPP), questionou a qualidade do excedente primário de 2,6% do PIB em 2025, argumentando que resultou de uma compressão da despesa de 13,8% e não de um reforço da receita, que ficou 4,7% abaixo da meta revista. A oposição exige ainda explicações sobre a queda de 1,2 mil milhões de dólares nas reservas internacionais e sobre a dependência das contas públicas em relação aos preços elevados do ouro, classificando o modelo como uma “economia de galamsey”. O rácio de crédito malparado dos bancos desceu para 16,1% em junho, mas o risco de crédito permanece uma vulnerabilidade central.

No Brasil, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) manteve a projeção de crescimento do PIB em 2% para 2026, impulsionado pela indústria extrativa, pelo agronegócio e pelo setor de serviços. Contudo, a entidade reviu em alta a estimativa de inflação, de 4,4% para 5%, e elevou a projeção para a taxa Selic no final do ano de 12,75% para 13,75%, sinalizando uma política monetária restritiva por mais tempo. O défice primário é estimado em 55,3 mil milhões de reais e a dívida pública em 82% do PIB, num quadro de fragilidade fiscal que, na perspetiva de Brasília, limita uma recuperação mais robusta.

Os próximos marcos incluem a divulgação do quadro orçamental trienal 2027-2029 por Rabat, que projeta crescimentos de 4,1% a 4,2% e um preço do petróleo de 70 dólares, e a reação dos mercados à Revisão Orçamental de Acra, onde o governo deverá reiterar o compromisso com a consolidação fiscal sem introduzir novos impostos.

Divergência — quem conta como
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Divergência entre blocos de imprensa
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Imprensa africana subsaariana−0.60critical
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O governo marroquino anuncia com confiança o crescimento de 5,3%, fruto de políticas pró-ativas e da recuperação agrícola.

Mecanismotrionfalismo tecnico

Apresenta os números oficiais como prova irrefutável de sucesso, excluindo qualquer incerteza externa, criando uma imagem de estabilidade inevitável.

TriunfoPragmatismo
Imprensa africana subsaariana−0.60
Voz

A oposição do Gana denuncia uma falsa consolidação: o excedente vem de cortes, não de receitas, e as reservas estão a cair.

Mecanismoinversione di narrazione

Reinterpreta os dados oficiais como sinais de fraqueza, transformando os sucessos declarados (excedente, crescimento) em problemas estruturais, usando análise técnica para minar a credibilidade do governo.

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