
Kane resgata Inglaterra de virada sobre RD Congo e marca duelo com México no Azteca
Com dois gols do capitão, ingleses revertem desvantagem e avançam às oitavas, onde enfrentarão os anfitriões em estádio mítico.
A Inglaterra evitou uma eliminação precoce na Copa do Mundo de 2026 ao reverter uma desvantagem inicial e vencer a República Democrática do Congo por 2 a 1, em Atlanta. O resultado, construído com dois gols de Harry Kane no segundo tempo, classificou os Três Leões para um confronto de oitavas de final contra o México, no Estádio Azteca, no próximo domingo. O time europeu sofreu um gol logo aos sete minutos, quando Brian Cipenga aproveitou uma falha defensiva para bater Jordan Pickford, e passou mais de uma hora a esbarrar nas defesas do goleiro Lionel Mpasi, cuja atuação foi descrita pelo técnico Thomas Tuchel como “fora deste mundo”.
A virada inglesa só ganhou corpo na reta final. Kane empatou de cabeça aos 75 minutos, após cruzamento de Anthony Gordon, e selou a reviravolta aos 86, com um chute forte da entrada da área depois de rebote de Mpasi. Foi a primeira vez desde a final de 1966 que a Inglaterra conseguiu vencer um jogo eliminatório de Mundial saindo atrás no marcador. Tuchel comparou a insistência da equipa a “bater numa rocha até que ela se parta” e elogiou a resiliência do grupo, mas admitiu que a pressão agressiva nos minutos iniciais abriu espaços que o Congo soube explorar.
O duelo com o México, no domingo, projeta-se como um dos mais exigentes do torneio. A seleção anfitriã chega invicta, com quatro vitórias e nenhum gol sofrido, e jogará no Azteca, estádio que a Inglaterra não visita há 40 anos — desde a derrota para a Argentina de Maradona nos quartos de final de 1986. Tuchel reconheceu que a altitude da Cidade do México será uma “grande desvantagem”, impossível de compensar em quatro dias. Kane, que chegou a 13 gols em Copas e se isolou como maior artilheiro inglês na história da competição, afirmou que “se queres ser campeão do mundo, tens de passar por partidas complicadas”.
No Brasil, a partida é acompanhada com atenção redobrada: o vencedor do confronto entre México e Inglaterra enfrentará nas quartas de final quem avançar do duelo entre Brasil e Noruega. Analistas brasileiros notam que a Inglaterra voltou a exibir fragilidades na lateral direita — Declan Rice chegou a atuar improvisado no setor — e que a solidez defensiva mexicana, aliada ao fator casa, pode expor as limitações do conjunto de Tuchel. Observadores em Lisboa sublinham que a seleção inglesa, apesar do estatuto de favorita, sofreu para furar retrancas bem organizadas, um problema que já se manifestara na fase de grupos.
A partida de domingo encerrará a participação do Estádio Azteca como sede deste Mundial, diante de mais de 80 mil torcedores. Tuchel, em tom leve, pediu aos adeptos ingleses que escrevam “uma desculpa para a escola e deixem as crianças ver futebol”. O desfecho definirá um dos quadrantes mais pesados da chave, com Argentina e França como possíveis adversários nas semifinais.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O bloco relata a partida Bélgica-Senegal como uma virada dramática, focando no pênalti e na prorrogação. Trata a Copa do Mundo como uma série de jogos emocionantes, sem investimento emocional particular em nenhuma equipe.
O bloco enquadra a partida Inglaterra-México através de uma maldição histórica, sugerindo que a Inglaterra está condenada quando joga no México. Também destaca preocupações de segurança após a morte de torcedores, retratando o governo mexicano como despreparado.
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