
Relatório de emprego fraco nos EUA impulsiona ouro e ações globais
Dados abaixo do esperado reduziram expectativas de alta de juros, enfraqueceram o dólar e animaram mercados na Ásia e Europa.
O preço do ouro subiu 1,3% na sexta-feira, para US$ 4.174 por onça, acumulando ganho semanal de 2% e interrompendo uma sequência de quedas, após um relatório de emprego nos Estados Unidos mostrar a criação de apenas 57 mil vagas em junho, bem abaixo das 110 mil esperadas. O dado provocou uma rápida reavaliação das apostas para a política monetária: a probabilidade de novo aumento de juros pelo Federal Reserve em setembro caiu de 66% para 54%, segundo a ferramenta FedWatch.
A deterioração do mercado de trabalho reduziu a pressão sobre os ativos sem rendimento, como o ouro, e enfraqueceu o dólar, que registrou sua maior queda semanal desde abril. Ao mesmo tempo, os índices acionários asiáticos recuperaram parte das perdas recentes, com destaque para o Kospi sul-coreano, que saltou mais de 5%, e para o Nikkei japonês, que avançou 1,5%. A volatilidade das ações de tecnologia, especialmente as ligadas à inteligência artificial, é vista por analistas como uma correção que pode abrir oportunidades de entrada, dado que os lucros de muitas empresas do setor também cresceram mais de 100% no primeiro trimestre.
Apesar do alívio momentâneo, persistem riscos. O banco J.P. Morgan revisou para baixo sua projeção para o ouro, de US$ 6.000 para US$ 4.500 até o final de 2026, alertando que um eventual endurecimento monetário nos EUA ainda pode pressionar os preços. A redução das tensões geopolíticas com o cessar-fogo entre Irã e potências ocidentais também retirou parte do prêmio de segurança que impulsionava o metal. Por outro lado, a demanda estrutural de bancos centrais, que adicionaram 41 toneladas às reservas em maio, oferece um piso para as cotações.
Na Europa, os índices acionários foram favorecidos pela rotação de investidores para papéis com avaliações mais baixas e menor exposição ao ciclo de inteligência artificial. O Stoxx 600 renovou máximas e caminha para o melhor desempenho semanal desde meados de maio. O foco agora se volta para a próxima reunião do Fed, em setembro, e para a temporada de balanços do segundo trimestre das empresas de tecnologia, que dará pistas sobre a rentabilidade dos pesados investimentos em infraestrutura de IA.
| Imprensa africana subsaariana | +0.30 | aligned |
|---|---|---|
| Imprensa latino-americana | −0.50 | critical |
| Imprensa iraniana e afins | +0.30 | aligned |
Global markets celebrate the slowdown in US rate hikes; gold and tech stocks are the darlings of the week.
It universalizes a North American market reaction as a global trend, ignoring regional divergences (e.g., Asia).
It omits stock corrections in China and J.P. Morgan's bearish gold forecast.
The market forces a downgrade of gold forecasts; the tech stock rally is a tactical window, not a trend reversal.
It builds a hierarchy of threats: macro risks (rates, demand) outweigh gold's upward momentum; for tech, it calls for tactical caution.
It ignores the bullish World Gold Council forecast (4100-5000) and the positive Kitco sentiment.
The world acknowledges gold's value; the Iranian market holds steady despite national mourning.
It projects the global gold rally as confirmation of domestic market strength, omitting that international forecasts are divided.
It omits that J.P. Morgan cut its estimates and that the local market was semi-paralyzed by mourning, not just stable.
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