
Iván Barton, o árbitro da polémica regra antirracismo, apita França-Espanha
Salvadorenho que expulsou jogador por tapar a boca em campo dirige a primeira semifinal do Mundial 2026, num duelo que opõe a experiência francesa à renovação espanhola.
A FIFA designou o salvadorenho Iván Barton, de 35 anos, para arbitrar a primeira semifinal do Mundial de 2026, entre França e Espanha, na terça-feira (14), no AT&T Stadium, em Arlington. Será auxiliado pelo compatriota David Moran e pelo nicaraguense Antonio Pupiro, com o sueco Glenn Nyberg como quarto árbitro. A nomeação representa um marco para a arbitragem da América Central: Barton é o primeiro juiz da região a dirigir uma semifinal de um Campeonato do Mundo.
O nome do árbitro ganhou notoriedade nesta edição do torneio ao aplicar, pela primeira vez, a nova regra que pune jogadores por cobrirem a boca ao falar com adversários, medida adotada na sequência de casos de racismo como os sofridos pelo brasileiro Vinícius Júnior. Na fase de grupos, Barton expulsou o paraguaio Miguel Almirón por esse motivo, num gesto que dividiu opiniões. A imprensa desportiva espanhola, citando o diário AS, recorda que o juiz tem um historial de tolerância zero: em 189 jogos, mostrou 950 cartões amarelos e 41 vermelhos, uma média de cinco advertências por partida. O diário Mundo Deportivo classificou-o como 'árbitro implacável'.
Barton já apitou três encontros no Mundial 2026 — Turquia-Paraguai, Japão-Suécia e Suíça-Colômbia —, exibindo cinco amarelos e um vermelho. A sua trajetória cruza-se com o futebol brasileiro: esteve no triunfo do Brasil sobre a Alemanha (4-2) nos Jogos Olímpicos de Tóquio, na vitória brasileira sobre a Suíça (1-0) no Mundial do Qatar e em partidas de Flamengo e Fluminense no último Mundial de Clubes. Para observadores no Brasil, a sua presença não é estranha, mas o perfil disciplinador acende alertas.
O duelo coloca frente a frente duas potências europeias com ambições distintas. A França, campeã em 2018 e vice em 2022, procura uma terceira final consecutiva, ancorada em Kylian Mbappé. A Espanha, que não chega à final desde o título de 2010, aposta na juventude de Lamine Yamal e num futebol de posse que encantou no torneio. O vencedor garante lugar na final de 19 de julho; o derrotado disputa o terceiro lugar.
| Imprensa africana subsaariana | 0.00 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa do Golfo árabe | −0.20 | neutral |
| Imprensa latino-americana | 0.00 | neutral |
| Imprensa iraniana e afins | −0.80 | critical |
A FIFA anuncia a nomeação do árbitro para a semifinal.
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