
Eixo Pequim-Moscou aprofunda laços militares com exercícios navais e treinamento de drones
Manobras conjuntas no Mar Amarelo e revelações de que a China treina soldados russos em drones evidenciam a crescente integração operacional, enquanto Taiwan realiza exercícios de defesa e a Indonésia envia tropas para treinar na Rússia.
A cooperação militar entre China e Rússia atingiu um novo patamar com a realização de exercícios navais conjuntos no Mar Amarelo e a revelação de que Pequim treina soldados russos em táticas de drones, incluindo pessoal que posteriormente combateu na Ucrânia. Paralelamente, Taiwan iniciou manobras defensivas com o deslocamento de fuzileiros para reforçar a área metropolitana de Taipé, enquanto a Indonésia enviou um navio de guerra e forças especiais para um exercício bilateral com a Rússia em Vladivostok, o Orruda 2026.
Os exercícios 'Interação Marítima-2026', que decorreram de 6 a 13 de julho, envolveram o cruzador russo Varyag, o contratorpedeiro chinês Anshan e outras embarcações, que simularam a repulsão de ataques com drones e embarcações não tripuladas, além de manobras antissubmarino e de salvamento. Moscou e Pequim descrevem estas manobras como defensivas e não dirigidas contra terceiros, inserindo-as num programa anual de cooperação que, segundo o jornal Kommersant, incluirá patrulhas marítimas conjuntas no Oceano Pacífico. Taiwan, por sua vez, enquadra o seu exercício de cinco dias como um teste de comando descentralizado e de integração das forças armadas para proteger centros governamentais e económicos.
A dimensão mais sensível da parceria sino-russa foi exposta pelo jornal alemão Frankfurter Allgemeine Zeitung, que noticiou, com base em fontes de serviços de inteligência ocidentais, que a China treina militares russos em território chinês — e vice-versa — em áreas como pilotagem de drones, engenharia de minas e telemedicina. Cerca de 200 soldados russos terão recebido formação na China no final de 2025, e alguns foram depois enviados para a frente ucraniana. A Força de Libertação Popular incorpora rapidamente as lições do campo de batalha, como a instalação de gaiolas protetoras em blindados e novos sistemas antidrone. Na perspetiva de Brasília, que mantém laços estratégicos com ambos os países e preside os BRICS em 2026, o adensamento do eixo militar sino-russo é observado como um elemento de reconfiguração da ordem global, embora possa gerar atritos com os Estados Unidos, parceiro histórico do Brasil. Em Lisboa, a revelação é recebida com alarme por analistas de defesa, que veem na transferência de conhecimento operacional um desafio direto à segurança da NATO, especialmente no flanco leste.
Para os países africanos de língua portuguesa, como Angola e Moçambique, que têm parcerias de defesa com a China e a Rússia, o aprofundamento desta cooperação pode traduzir-se em novas oportunidades de treinamento e aquisição de equipamento, mas também numa maior pressão para alinhamento geopolítico. Enquanto Taiwan conclui o seu exercício e a Indonésia se prepara para o Orruda até agosto, a diplomacia ocidental acompanha com atenção os próximos passos: a patrulha conjunta sino-russa no Pacífico e a eventual expansão dos programas de instrução militar, que permanecem sem comentário oficial detalhado por parte de Pequim.
| Imprensa russa e CEI | +1.00 | aligned |
|---|---|---|
| Imprensa europeia continental | −0.80 | critical |
| Imprensa do Sudeste Asiático | 0.00 | neutral |
Russia and China jointly repel modern threats, demonstrating seamless interoperability and growing strategic partnership.
By focusing on technical details of successful joint operations and using terms like 'repelling attack', the narrative normalizes the alliance as a routine defensive measure.
The Russian bloc omits any mention of covert drone training or the parallel Taiwan-Indonesia exercises, which would complicate the narrative of purely defensive cooperation.
China is secretly training Russian soldiers on drone warfare, expanding the war in Ukraine and threatening European security.
By citing exclusive intelligence sources and using the word 'covert', the narrative constructs a hidden threat that requires urgent Western response.
The European bloc omits the Indonesian perspective and the routine nature of some drills, focusing only on the most alarming aspects.
Indonesia strengthens its naval discipline and deepens military ties with Russia through joint exercises and internal competitions.
By reporting on internal sports events and routine joint drills in a factual tone, the narrative depoliticizes the cooperation.
The Indonesian bloc omits any reference to the Taiwan exercises or the covert training allegations, presenting its own activities as isolated.
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