
Israel anuncia morte de comandantes do Hamas e revela que grupo mantém 25 mil combatentes
Apesar dos ataques seletivos, uma avaliação dos serviços de segurança israelitas indica que o Hamas conserva a maior parte da sua força militar, enquanto o cessar-fogo é violado repetidamente.
As Forças de Defesa de Israel (IDF) reivindicaram, em meados de julho, a morte de vários comandantes do Hamas em ataques aéreos na Faixa de Gaza, ao mesmo tempo que uma avaliação dos serviços de segurança israelitas, divulgada pela emissora pública Kan, estima que o grupo ainda dispõe de cerca de 25 mil combatentes, incluindo 2.500 membros da unidade de elite Nukhba. Entre os visados estão Nihad Riyad Abdul Rahim Arouq, comandante de pelotão do batalhão Shati que participou na incursão de 7 de outubro de 2023, Omar Ahmad Abu Qasim, responsável pela unidade de atiradores, e Anas Mahmoud Ahmad, comandante da inteligência militar na brigada de Khan Younis. As IDF afirmaram ainda ter destruído quatro arsenais no centro do enclave.
Segundo os comunicados militares israelitas, os ataques tiveram como alvo indivíduos que representavam uma ameaça iminente para as forças destacadas no terreno e que estavam envolvidos no planeamento de novas operações. O major-general Avi Bluth, comandante do Distrito Militar Central, declarou que as IDF controlam atualmente mais de 60% da Faixa de Gaza, uma zona de segurança junto à fronteira que, na sua avaliação, torna impossível uma incursão como a de 2023. A mesma fonte indicou que o Hamas mantém presença em parte do território e continua a desejar a destruição de Israel. A avaliação dos serviços de segurança israelitas aponta ainda para um aumento de execuções secretas levadas a cabo pelo Hamas contra pessoas acusadas de colaboracionismo, frequentemente em caves de hospitais ou outros locais ocultos.
A imprensa iraniana, citando o “exército do regime de ocupação”, deu destaque às alegações israelitas, mas sublinhou que o Hamas não confirmou nenhuma das mortes. Os relatos iranianos enquadram as ações como “assassinatos” e inserem-nas num padrão de violações do cessar-fogo por parte de Israel. Em paralelo, a emissora Kan noticiou que dirigentes do Hamas se reuniram com responsáveis iranianos à margem do funeral do líder supremo Ali Khamenei e entregaram um documento com pedidos a Teerão, entre os quais a criação de um “guarda-chuva diplomático” para apoiar a posição do grupo em futuras negociações e o uso da influência regional iraniana para reforçar a sua capacidade negocial.
O cessar-fogo em vigor desde outubro de 2025 tem sido marcado por repetidas denúncias de violações. O Ministério da Saúde de Gaza reporta que, desde o início da trégua, 1.108 palestinianos foram mortos e 3.578 ficaram feridos em ataques israelitas, elevando o total de vítimas desde 7 de outubro de 2023 para 73.231 mortos e 173.686 feridos. Alguns analistas israelitas, citados pela imprensa iraniana, consideram que as operações recentes podem servir os interesses eleitorais do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu. O Hamas não emitiu declarações sobre os comandantes visados, e não há indicações de que as partes estejam a encetar novas rondas negociais. O dossiê permanece em aberto, com a situação humanitária a agravar-se e a estrutura militar do Hamas a mostrar resiliência, apesar da expansão do controlo territorial israelita.
| Imprensa iraniana e afins | −0.70 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa atlântica / anglosfera | +0.20 | neutral |
| Imprensa do Sudeste Asiático | 0.00 | neutral |
| Imprensa russa e CEI | 0.00 | neutral |
O regime sionista mente e viola o cessar-fogo para fins políticos.
Ao repetir a palavra 'alegação' e ligar as operações às eleições israelenses, insinua que as declarações são propaganda.
Não menciona que o Hamas é designado como organização terrorista por muitos países, nem o ataque de 7 de outubro como contexto.
Israel elimina um terrorista do Hamas que participou do ataque de 7 de outubro.
Ao usar o termo 'organização terrorista' e relatar a declaração sem contraponto, legitima a ação israelense como necessária.
Não menciona acusações de violações do cessar-fogo por Israel nem críticas à propaganda israelense.
O Hamas ainda é forte em Gaza, com milhares de combatentes prontos.
Ao citar uma fonte israelense para afirmar a força do Hamas, equilibra a narrativa israelense de sucesso, sugerindo que a guerra está longe de ser vencida.
Não relata as alegações israelenses de ter matado comandantes do Hamas nem o controle de 60% de Gaza.
Israel controla mais de 60% de Gaza, mas o Hamas ainda está lá.
Ao relatar a declaração israelense e adicionar um fato que a contradiz (presença do Hamas), cria-se uma aparência de objetividade sem tomar partido.
Não menciona detalhes sobre assassinatos de comandantes nem o contexto político das eleições israelenses.
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