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Inglaterra vence Panamá com brilho de estrelas, mas chega às oitavas com defesa em crise

Bellingham e Kane garantem vitória por 2 a 0 e liderança do grupo, mas lesões na lateral direita e dependência ofensiva preocupam antes do duelo com a RD Congo.

Jude Bellingham e Harry Kane resgataram a Inglaterra de uma atuação outra vez sem inspiração e selaram a vitória por 2 a 0 sobre o Panamá, que deu aos ingleses o primeiro lugar do Grupo L e um caminho teoricamente mais acessível no mata-mata do Mundial. O triunfo, construído no segundo tempo, colocou a equipa de Thomas Tuchel frente à República Democrática do Congo, na quarta-feira, em Atlanta, já nos 32 avos de final. Mas o desempenho coletivo reacendeu dúvidas que a imprensa britânica vinha a acumular desde o empate sem golos com o Gana.

Diante de um Panamá compacto, a Inglaterra dominou a posse de bola, porém voltou a exibir lentidão e escassez de ideias para furar uma defesa fechada. O antigo capitão do Manchester United, Roy Keane, resumiu o ambiente nos estúdios da ITV ao dizer que a equipa parecia «arrastada para o nível do adversário» e que a falta de qualidade o fazia lembrar «de ver a Escócia». O golo de Bellingham, a romper a resistência panamiana, e o décimo primeiro de Kane em Copas — que o isola como maior artilheiro inglês na competição — maquilharam fragilidades defensivas que o Panamá, com menos recursos, já conseguira expor.

A maior dor de cabeça de Tuchel está na lateral direita. Reece James, com uma lesão muscular contraída frente ao Gana, é dúvida e, segundo a imprensa de Londres, só deverá reaparecer mais tarde no torneio. Jarell Quansah, que o substituiu, saiu do jogo com o Panamá com um problema no tornozelo e dificilmente recuperará a tempo. Tino Livramento já havia abandonado o estágio antes da estreia. Resta a Djed Spence, que entrou no decorrer da partida, ou a adaptação do central Ezri Konsa. Para observadores em Lisboa, a sucessão de lesões num só setor transforma um problema de gestão num risco estrutural para a caminhada inglesa.

A boa notícia chega do meio-campo. Declan Rice, poupado diante do Panamá devido a uma pancada na panturrilha sofrida contra o Gana, regressou aos treinos e deverá ser titular frente à RD Congo. A sua ausência forçou Tuchel a alinhar com Elliot Anderson ao lado de Bellingham, mas o regresso do jogador do Arsenal devolve estabilidade à equipa. Ainda assim, analistas em Brasília notam que a dependência de Bellingham e Kane se agravou: Wayne Rooney alertou para o cansaço acumulado do avançado do Bayern e pediu a Tuchel que aprenda com os erros de Gareth Southgate e lhe dê descanso sempre que possível.

O confronto com a RD Congo, seleção da África Central vizinha de Angola, desperta atenção nos países lusófonos do continente e coloca a Inglaterra perante um adversário fisicamente intenso, capaz de castigar as brechas que o Panamá já sinalizou. Com o regresso de Rice e o talento das suas estrelas, os ingleses partem como favoritos, mas a sucessão de lesões na defesa e a irregularidade ofensiva transformam o jogo de Atlanta num teste bem mais exigente do que a campanha na fase de grupos deixava antever.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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A vitória da Inglaterra por 2 a 0 sobre o Panamá, com gols de Bellingham e Kane no segundo tempo, mascarou as deficiências habituais de criatividade e ritmo. Com o provável retorno de Declan Rice contra a RD Congo, a equipe espera encontrar um melhor ritmo, mas permanecem dúvidas sobre a capacidade de dominar adversários no mata-mata.

Imprensa africana subsaariana/ Anglófona
DistanciamentoPragmatismo

A Inglaterra fechou o grupo na liderança com vitória por 2 a 0 sobre o Panamá, e as atenções se voltam para o confronto das oitavas de final contra a RD Congo. Declan Rice, poupado após uma pancada na panturrilha, deve voltar ao time titular, reforçando o meio-campo para o mata-mata.

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Atualizado 09:062 idiomas · 5 veículos
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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Inglaterra vence Panamá com brilho de estrelas, mas chega às oitavas com defesa em crise

Bellingham e Kane garantem vitória por 2 a 0 e liderança do grupo, mas lesões na lateral direita e dependência ofensiva preocupam antes do duelo com a RD Congo.

Jude Bellingham e Harry Kane resgataram a Inglaterra de uma atuação outra vez sem inspiração e selaram a vitória por 2 a 0 sobre o Panamá, que deu aos ingleses o primeiro lugar do Grupo L e um caminho teoricamente mais acessível no mata-mata do Mundial. O triunfo, construído no segundo tempo, colocou a equipa de Thomas Tuchel frente à República Democrática do Congo, na quarta-feira, em Atlanta, já nos 32 avos de final. Mas o desempenho coletivo reacendeu dúvidas que a imprensa britânica vinha a acumular desde o empate sem golos com o Gana.

Diante de um Panamá compacto, a Inglaterra dominou a posse de bola, porém voltou a exibir lentidão e escassez de ideias para furar uma defesa fechada. O antigo capitão do Manchester United, Roy Keane, resumiu o ambiente nos estúdios da ITV ao dizer que a equipa parecia «arrastada para o nível do adversário» e que a falta de qualidade o fazia lembrar «de ver a Escócia». O golo de Bellingham, a romper a resistência panamiana, e o décimo primeiro de Kane em Copas — que o isola como maior artilheiro inglês na competição — maquilharam fragilidades defensivas que o Panamá, com menos recursos, já conseguira expor.

A maior dor de cabeça de Tuchel está na lateral direita. Reece James, com uma lesão muscular contraída frente ao Gana, é dúvida e, segundo a imprensa de Londres, só deverá reaparecer mais tarde no torneio. Jarell Quansah, que o substituiu, saiu do jogo com o Panamá com um problema no tornozelo e dificilmente recuperará a tempo. Tino Livramento já havia abandonado o estágio antes da estreia. Resta a Djed Spence, que entrou no decorrer da partida, ou a adaptação do central Ezri Konsa. Para observadores em Lisboa, a sucessão de lesões num só setor transforma um problema de gestão num risco estrutural para a caminhada inglesa.

A boa notícia chega do meio-campo. Declan Rice, poupado diante do Panamá devido a uma pancada na panturrilha sofrida contra o Gana, regressou aos treinos e deverá ser titular frente à RD Congo. A sua ausência forçou Tuchel a alinhar com Elliot Anderson ao lado de Bellingham, mas o regresso do jogador do Arsenal devolve estabilidade à equipa. Ainda assim, analistas em Brasília notam que a dependência de Bellingham e Kane se agravou: Wayne Rooney alertou para o cansaço acumulado do avançado do Bayern e pediu a Tuchel que aprenda com os erros de Gareth Southgate e lhe dê descanso sempre que possível.

O confronto com a RD Congo, seleção da África Central vizinha de Angola, desperta atenção nos países lusófonos do continente e coloca a Inglaterra perante um adversário fisicamente intenso, capaz de castigar as brechas que o Panamá já sinalizou. Com o regresso de Rice e o talento das suas estrelas, os ingleses partem como favoritos, mas a sucessão de lesões na defesa e a irregularidade ofensiva transformam o jogo de Atlanta num teste bem mais exigente do que a campanha na fase de grupos deixava antever.

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A vitória da Inglaterra por 2 a 0 sobre o Panamá, com gols de Bellingham e Kane no segundo tempo, mascarou as deficiências habituais de criatividade e ritmo. Com o provável retorno de Declan Rice contra a RD Congo, a equipe espera encontrar um melhor ritmo, mas permanecem dúvidas sobre a capacidade de dominar adversários no mata-mata.

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A Inglaterra fechou o grupo na liderança com vitória por 2 a 0 sobre o Panamá, e as atenções se voltam para o confronto das oitavas de final contra a RD Congo. Declan Rice, poupado após uma pancada na panturrilha, deve voltar ao time titular, reforçando o meio-campo para o mata-mata.

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