Entrar
Edição das 20:00 CETquarta-feira, 1 de julho de 2026
311 veículos · 17 idiomas1467 briefing hoje
Esportesegunda-feira, 29 de junho de 2026

Empate entre Argélia e Áustria reacende fantasma do 'Pacto de Gijón' e elimina Irão

Golos nos descontos, festejos de adeptos argelinos ao sofrerem golo e acusações de combinação marcaram o 3-3 que colocou ambas as seleções nos oitavos de final do Mundial de 2026.

O apito final em Kansas City selou um dos desfechos mais controversos da fase de grupos do Mundial de 2026. O empate 3-3 entre Argélia e Áustria, construído com dois golos nos descontos, garantiu a qualificação de ambas para os dezasseis avos de final e decretou a eliminação do Irão, que dependia de uma vitória argelina para avançar como um dos melhores terceiros. O resultado, que à primeira vista coroava um jogo eletrizante, rapidamente deu lugar a uma nuvem de suspeitas alimentadas por imagens de aparente passividade em campo e pela memória de um episódio sombrio do futebol mundial.

O encontro teve todos os ingredientes de um drama calculado. A Áustria adiantou-se por Marko Arnautović aos 28 minutos, Rafik Belghali empatou antes do intervalo e Marcel Sabitzer recolocou os europeus em vantagem aos 55. Riyad Mahrez restabeleceu o 2-2 cinco minutos depois, mas foi no período de descontos que o guião se tornou insólito. Com o empate a servir perfeitamente os interesses de ambos — a Argélia fugia ao confronto com a Espanha e a Áustria assegurava o segundo lugar —, o jogo entrou numa fase de posse de bola prolongada e pressing quase inexistente. A Argélia trocou mais de 720 passes, muitos deles laterais e sem progressão, enquanto os austríacos recuavam linhas. Aos 90+3, porém, um passe em profundidade isolou Mahrez, que fez o 3-2. O golo, longe de ser festejado com euforia, gerou apreensão no banco argelino e protestos dos austríacos. Três minutos depois, Sasa Kalajdzić cabeceou para o 3-3 final, desencadeando celebrações de adeptos argelinos nas bancadas — cenas que viralizaram e foram interpretadas como a confirmação de um pacto tácito.

Na Europa, o técnico austríaco Ralf Rangnick rejeitou categoricamente qualquer combinação, classificando o desfecho como “loucura” e invocando o dramatismo dos últimos segundos como prova de imprevisibilidade. Já o capitão argelino Riyad Mahrez, em declarações ao jornal Bild, admitiu desconforto: “Foi uma situação incómoda. Tínhamos a bola e eles recuaram. Mas fizeram-me um passe e tive de respeitar o futebol, tentar marcar.” A imprensa do Médio Oriente, sobretudo no Irão, ecoou acusações de “conspiração” e exigiu uma investigação da FIFA, enquanto analistas africanos recordaram a ironia histórica: em 1982, a Argélia fora vítima do “Pacto de Gijón”, quando Alemanha Ocidental e Áustria combinaram um resultado que eliminou os argelinos. Agora, os papéis invertiam-se.

Com o desfecho, a Áustria terminou em segundo no Grupo J, atrás da Argentina, e enfrentará a Espanha em Los Angeles. A Argélia, terceira classificada, viajará a Vancouver para defrontar a Suíça. O Irão, apesar do empate com o Egito, ficou pelo caminho, alimentando um debate que transcende o relvado e reacende a discussão sobre a integridade competitiva em fases de grupos com cenários de benefício mútuo.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 3 idiomas

0%
TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa latino-americanaImprensa europeia continental
Imprensa latino-americana
IndignaçãoAlarmeCeticismo

O empate entre Argélia e Áustria gerou indignação: um vídeo sugere um pacto para eliminar o Irã. Torcedores argelinos comemoraram o gol austríaco, aprofundando suspeitas de conluio que mancha a integridade da Copa do Mundo.

Imprensa europeia continental
IroniaCeticismoDistanciamento

O empate em 3 a 3 entre Argélia e Áustria lembrou imediatamente a 'Vergonha de Gijón'. O gol de Mahrez que fez 3 a 2 desagradou a todos, com gestos de desculpa do banco argelino para os austríacos. O jogador depois se viu obrigado a se defender, alegando que não tinha noção do quadro geral.

Amplie o olhar

Ler mais
Últimas notícias
Casal é detido por furto à casa da atriz síria Mona Wassef em Damasco·Cimeira da NATO em Ancara testa meta de 5% do PIB para defesa·Irã exige que EUA 'silenciem' Israel após ameaça de morte a líder supremo·Jovem tailandesa morta em mala: australiano detido e outros casos de ocultação de cadáveres·Bayern de Munique assegura Saibari, sensação marroquina da Copa, em negócio de 50 milhões de euros·Consumidores já confiam na IA para decidir compras, mas empresas ainda engatinham na adoção·BYD se prepara para retomar liderança global em elétricos enquanto crise industrial abala a Europa·Kane resgata Inglaterra de virada sobre RD Congo e marca duelo com México nas oitavas·Casal é detido por furto à casa da atriz síria Mona Wassef em Damasco·Cimeira da NATO em Ancara testa meta de 5% do PIB para defesa·Irã exige que EUA 'silenciem' Israel após ameaça de morte a líder supremo·Jovem tailandesa morta em mala: australiano detido e outros casos de ocultação de cadáveres·Bayern de Munique assegura Saibari, sensação marroquina da Copa, em negócio de 50 milhões de euros·Consumidores já confiam na IA para decidir compras, mas empresas ainda engatinham na adoção·BYD se prepara para retomar liderança global em elétricos enquanto crise industrial abala a Europa·Kane resgata Inglaterra de virada sobre RD Congo e marca duelo com México nas oitavas·
Atualizado 07:583 idiomas · 5 veículos
5 veículos|3 idiomas|3 min de leitura
segunda-feira, 29 de junho de 2026

Empate entre Argélia e Áustria reacende fantasma do 'Pacto de Gijón' e elimina Irão

Golos nos descontos, festejos de adeptos argelinos ao sofrerem golo e acusações de combinação marcaram o 3-3 que colocou ambas as seleções nos oitavos de final do Mundial de 2026.

O apito final em Kansas City selou um dos desfechos mais controversos da fase de grupos do Mundial de 2026. O empate 3-3 entre Argélia e Áustria, construído com dois golos nos descontos, garantiu a qualificação de ambas para os dezasseis avos de final e decretou a eliminação do Irão, que dependia de uma vitória argelina para avançar como um dos melhores terceiros. O resultado, que à primeira vista coroava um jogo eletrizante, rapidamente deu lugar a uma nuvem de suspeitas alimentadas por imagens de aparente passividade em campo e pela memória de um episódio sombrio do futebol mundial.

O encontro teve todos os ingredientes de um drama calculado. A Áustria adiantou-se por Marko Arnautović aos 28 minutos, Rafik Belghali empatou antes do intervalo e Marcel Sabitzer recolocou os europeus em vantagem aos 55. Riyad Mahrez restabeleceu o 2-2 cinco minutos depois, mas foi no período de descontos que o guião se tornou insólito. Com o empate a servir perfeitamente os interesses de ambos — a Argélia fugia ao confronto com a Espanha e a Áustria assegurava o segundo lugar —, o jogo entrou numa fase de posse de bola prolongada e pressing quase inexistente. A Argélia trocou mais de 720 passes, muitos deles laterais e sem progressão, enquanto os austríacos recuavam linhas. Aos 90+3, porém, um passe em profundidade isolou Mahrez, que fez o 3-2. O golo, longe de ser festejado com euforia, gerou apreensão no banco argelino e protestos dos austríacos. Três minutos depois, Sasa Kalajdzić cabeceou para o 3-3 final, desencadeando celebrações de adeptos argelinos nas bancadas — cenas que viralizaram e foram interpretadas como a confirmação de um pacto tácito.

Na Europa, o técnico austríaco Ralf Rangnick rejeitou categoricamente qualquer combinação, classificando o desfecho como “loucura” e invocando o dramatismo dos últimos segundos como prova de imprevisibilidade. Já o capitão argelino Riyad Mahrez, em declarações ao jornal Bild, admitiu desconforto: “Foi uma situação incómoda. Tínhamos a bola e eles recuaram. Mas fizeram-me um passe e tive de respeitar o futebol, tentar marcar.” A imprensa do Médio Oriente, sobretudo no Irão, ecoou acusações de “conspiração” e exigiu uma investigação da FIFA, enquanto analistas africanos recordaram a ironia histórica: em 1982, a Argélia fora vítima do “Pacto de Gijón”, quando Alemanha Ocidental e Áustria combinaram um resultado que eliminou os argelinos. Agora, os papéis invertiam-se.

Com o desfecho, a Áustria terminou em segundo no Grupo J, atrás da Argentina, e enfrentará a Espanha em Los Angeles. A Argélia, terceira classificada, viajará a Vancouver para defrontar a Suíça. O Irão, apesar do empate com o Egito, ficou pelo caminho, alimentando um debate que transcende o relvado e reacende a discussão sobre a integridade competitiva em fases de grupos com cenários de benefício mútuo.

Divergência das fontes

Esporte · 5 veículos · 3 idiomas

0%Baixa

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

Crítico100%

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 3 idiomas

TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa latino-americanaImprensa europeia continental
Imprensa latino-americana
IndignaçãoAlarmeCeticismo

O empate entre Argélia e Áustria gerou indignação: um vídeo sugere um pacto para eliminar o Irã. Torcedores argelinos comemoraram o gol austríaco, aprofundando suspeitas de conluio que mancha a integridade da Copa do Mundo.

Imprensa europeia continental
IroniaCeticismoDistanciamento

O empate em 3 a 3 entre Argélia e Áustria lembrou imediatamente a 'Vergonha de Gijón'. O gol de Mahrez que fez 3 a 2 desagradou a todos, com gestos de desculpa do banco argelino para os austríacos. O jogador depois se viu obrigado a se defender, alegando que não tinha noção do quadro geral.

Esta notícia apareceu em

5 veículos · 3 idiomas

Amplie o olhar

De Geopolitics & Politics

Trump elogia progresso em conversas indiretas com Irão em Doha

10 idiomas · 19 veículos

De Economy & Markets

BYD se prepara para retomar liderança global em elétricos enquanto crise industrial abala a Europa

6 idiomas · 20 veículos

De Technology

WhatsApp introduz nomes de utilizador e Índia trava funcionalidade por receio de fraudes

5 idiomas · 17 veículos

Ler mais