
Incidentes prisionais nas Américas expõem fragilidades de segurança
Autoridades do Canadá, Estados Unidos e Argentina investigam fugas, motins e mortes em presídios, enquanto ex-agente penitenciária se entrega à polícia.
Três países das Américas registaram, em poucos dias, incidentes prisionais que mobilizaram forças de segurança e reacenderam o debate sobre a vulnerabilidade dos sistemas penitenciários. Na Carolina do Norte, detentos tomaram o controle de partes de uma cadeia regional; na Argentina, uma fuga desencadeou um motim; e no Canadá, um homicida condenado que escapara de uma prisão de segurança mínima foi encontrado morto, ao mesmo tempo que uma ex-agente penitenciária se entregava às autoridades.
O caso mais grave ocorreu no Centro de Detenção Regional de Bertie-Martin, em Windsor, na Carolina do Norte, na madrugada de segunda-feira. Segundo o gabinete do xerife do condado de Bertie, cerca das 5h00, reclusos agrediram os três guardas de serviço e assumiram o controlo de setores da unidade, onde estavam 88 detidos. Dois agentes foram feitos reféns; o terceiro conseguiu escapar. Após várias horas de negociação, 18 reclusos e os dois guardas foram libertados sem ferimentos adicionais, e o restante do grupo foi retirado. O Departamento de Investigação do Estado da Carolina do Norte informou que, ao início da tarde, a instalação estava “limpa”, com todos os detidos e funcionários contabilizados e a receber tratamento médico. As causas da tomada do presídio permanecem por esclarecer, e as autoridades não explicaram por que apenas três guardas vigiavam a unidade no momento.
Na província argentina de Buenos Aires, a Unidade Penal n.º 11 de Baradero foi palco de uma fuga seguida de distúrbios no domingo. De acordo com o Serviço Penitenciário Bonaerense, dois presos de 28 e 31 anos escaparam durante a tarde, desencadeando um operação de cerco que os localizou escondidos num campo às margens da rodovia, horas depois. Quando os fugitivos foram reconduzidos à prisão, outros detidos subiram aos telhados dos pavilhões, gerando momentos de tensão que exigiram a intervenção da Unidade Tática de Operações Imediatas. A calma foi restabelecida sem registo de feridos, e a investigação ficou a cargo da Unidade Funcional de Instrução local.
No Canadá, dois episódios distintos chamaram a atenção. Em Metchosin, na Ilha de Vancouver, o corpo de Ernest Jensen, de 69 anos, foi recuperado pela polícia montada junto à costa da Instituição William Head, de onde escapara a 28 de junho. Jensen cumpria prisão perpétua por homicídio em segundo grau desde 1991. A Real Polícia Montada do Canadá e o Serviço Correcional investigam as circunstâncias da morte. Paralelamente, a ex-agente penitenciária Naila Sheikh entregou-se às autoridades na Colúmbia Britânica, após a emissão de um mandado de captura por quebra de confiança, falsidade ideológica e uso não autorizado de computador. Sheikh fora gestora do caso de Rabih Alkhalil, o homicida condenado que escapou do Centro de Prisão Preventiva de North Fraser em julho de 2022 e foi recapturado no Catar em setembro de 2025. O seu advogado afirmou que ainda não recebeu qualquer prova e que não pode comentar uma eventual ligação entre as acusações e a fuga de Alkhalil. As investigações prosseguem em todos os casos, sem conclusões definitivas.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Uma série de crises prisionais atingiu as Américas, desde uma tomada de reféns na Carolina do Norte até uma fuga fatal no Canadá e um motim na Argentina. As autoridades restauraram a ordem, mas as investigações sobre as falhas de segurança continuam.
Na Argentina, dois presos fugiram da prisão de Baradero, provocando tumultos antes de serem recapturados. Unidades táticas intervieram rapidamente para restaurar a calma, e a situação foi controlada sem feridos graves.
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