
Inglaterra testa lições táticas contra RD Congo nos 16 avos de final do Mundial
Após sofrer com retrancas na fase de grupos, os Três Leões encaram um adversário africano que aposta no contragolpe e já incomodou Portugal e Colômbia.
A campanha inglesa no Grupo L expôs uma dificuldade que Thomas Tuchel acredita ter começado a resolver. Depois de um empate sem gols diante de Gana, que atuou com cinco defensores, a seleção britânica furou o bloqueio do Panamá (2-0) com uma nova configuração ofensiva. Agora, nos 16 avos de final, reencontra um espelho tático: a República Democrática do Congo, que repete a fórmula de linha de cinco contra adversários de maior peso e já arrancou um empate de Portugal (1-1) e só cedeu pela margem mínima à Colômbia (1-0).
A análise de observadores em Lisboa sublinha que o conjunto de Sébastien Desabre não se limita a estacionar o autocarro. Contra os lusos e os colombianos, o 5-3-2 congolês manteve dois avançados — Yoane Wissa e Cédric Bakambu — para explorar a velocidade nos contragolpes. Wissa, autor de três dos quatro golos da equipa na primeira fase, é a principal arma de um time que, na perspetiva de analistas africanos, chega sem a pressão do favoritismo e com a leveza de quem disputa pela primeira vez um mata-mata mundialista.
Tuchel respondeu às dificuldades iniciais remodelando o trio de médios ofensivos atrás de Harry Kane. Sacou Anthony Gordon e Noni Madueke para dar lugar a Marcus Rashford e Morgan Rogers, mantendo Bukayo Saka. A mudança, testada com sucesso diante do Panamá, devolveu a Jude Bellingham a liberdade para pisar a área e faturar. A baixa de última hora do lateral-direito Reece James, somada à ausência do reserva Jarell Quansah, obriga a uma nova adaptação defensiva, mas a dupla de centrais Stones e Guéhi transmite solidez.
Do ponto de vista do Brasil, o confronto ganha contornos especiais: o vencedor deste duelo em Atlanta enfrentará México ou Equador nas oitavas de final, justamente o lado da chave que pode cruzar com a Seleção de Carlo Ancelotti caso esta supere a Noruega. A imprensa brasileira acompanha com atenção o desempenho inglês, potencial adversário num hipotético duelo de quartos de final.
A partida está marcada para as 13h (de Brasília) desta quarta-feira, no Mercedes-Benz Stadium, com transmissão da CazéTV no Brasil. O árbitro jordaniano Adham Makhadmeh apita um jogo que, para além do favoritismo inglês, carrega a incerteza típica dos duelos de eliminação direta — e a memória recente das eliminações precoces de Alemanha e Holanda nos pênaltis.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A rodada dos 16 avos de final traz Inglaterra e Estados Unidos como favoritos em busca de manter o passo firme, enquanto a Bélgica enfrenta um Senegal aguerrido. A cobertura enfatiza detalhes de transmissão e possíveis zebras, mesclando prévias dos jogos com guias práticos para o torcedor. O tom é de um serviço esportivo neutro, equilibrando as confirmações esperadas com as incertezas do mata-mata.
A RD Congo é retratada como a caçadora de gigantes, com o treinador afirmando que toda a pressão está sobre a Inglaterra. A cobertura amplifica a confiança do azarão e a ansiedade do favorito, enquadrando o confronto das oitavas como um possível choque. A narrativa gira em torno da pressão psicológica e da perspectiva de uma zebra.
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