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Economia e Mercadosterça-feira, 30 de junho de 2026

Adoção de IA não reduz empregos, mas gigantes tecnológicas evitam US$ 50 bi em impostos

Estudo com 22 mil empresas dos EUA mostra que maiores investidoras em inteligência artificial expandiram contratações, enquanto Alphabet, Amazon e Meta deixaram de pagar quase US$ 50 bilhões em tributos.

Um estudo que acompanhou 22 mil empresas nos Estados Unidos entre 2021 e 2026 concluiu que as organizações com maior investimento em inteligência artificial aumentaram o número de funcionários em 10,2% nos dois anos seguintes à adoção da tecnologia, incluindo um crescimento de 12% nas contratações de nível inicial. A análise, realizada pelas empresas Ramp e Revelio Labs, indica que o setor de informação concentrou a maior parte dessa expansão. Paralelamente, um relatório do Climate and Community Institute revelou que a Alphabet, a Amazon e a Meta — três das empresas que mais expandem a infraestrutura de centros de dados para IA — deixaram de pagar 49,7 mil milhões de dólares em impostos no último ano, enquanto se comprometeram a investir 250 mil milhões de dólares em inteligência artificial e centros de dados.

Na Europa, o economista-chefe do Banco Central Europeu, Philip Lane, afirmou que as sondagens mostram uma adoção “bastante rápida” da IA pelas empresas, sem sinais de cortes de emprego atribuíveis à tecnologia. A presidente do BCE, Christine Lagarde, mantém o tema sob atenção, mas o economista-chefe da OpenAI, Ronnie Chatterji, sublinhou que a exposição de uma tarefa à IA não significa a sua substituição, recordando como o computador pessoal complementou o trabalho do seu pai nos anos 1980. Na América Latina, o mercado de produtos digitais — impulsionado por ferramentas de IA — foi avaliado em 10,8 mil milhões de dólares em 2024 e poderá atingir 98 mil milhões em 2030, segundo dados apresentados no evento Hotmart Fire Sessions, em Medellín. Observadores em São Paulo notam que 67% das empresas brasileiras já consideram a IA uma prioridade estratégica, com a criação de conteúdo a liderar as aplicações (55,6%), de acordo com um levantamento da agência Bloomin.

Executivos de marketing reunidos no festival Cannes Lions, em França, defenderam que a democratização da produção de conteúdos pela IA transfere a vantagem competitiva para o discernimento humano. “Não se trata de sobrepor IA a processos existentes, mas de desenhar novos sistemas que combinem humanos e IA”, resumiu Dara Treseder, da Autodesk. Em África, o Gana lançou em abril de 2026 a sua Estratégia Nacional de Inteligência Artificial, que projeta um contributo de 500 mil milhões de cedis (44 mil milhões de dólares) para o PIB até 2035 e a formação de 10 mil investigadores seniores e um milhão de jovens preparados para a IA até 2033. A estratégia aposta numa abordagem de produtor, e não apenas de consumidor, de tecnologia, com destaque para o processamento de línguas locais como o twi e o ga.

No ensino superior, universidades africanas e asiáticas debatem a adaptação curricular. A Southshore University College, em Acra, defendeu a transição para uma aprendizagem baseada em projetos e portefólios, enquanto na Indonésia a UNESCO alertou para a necessidade de um uso responsável da IA que preserve a integridade académica. O próximo marco a observar será a execução dos fundos nacionais de IA, como o do Gana, que parte de um investimento inicial de 5 mil milhões de cedis, e a evolução dos dados de produtividade nas economias que mais adotam a tecnologia, ainda sem reflexo consistente nos ganhos de eficiência empresarial.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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As empresas que investem pesadamente em IA não estão cortando empregos, mas contratando mais rápido que seus pares, inclusive para cargos de nível inicial. No entanto, pesquisas de campo mostram que a IA altera os padrões de trabalho de maneiras inesperadas, expandindo tarefas e borrando limites temporais, então o quadro é mais complexo do que a simples destruição de postos de trabalho.

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AlarmeUrgência

A inteligência artificial está chegando muito mais rápido do que o previsto, levantando questões urgentes sobre quais profissões permanecerão relevantes em cinco anos. Enquanto novos empregos ligados à IA surgem como espinha dorsal da indústria futura, milhões de trabalhadores enfrentam incerteza à medida que as máquinas assumem tarefas antes consideradas exclusivamente humanas.

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Helicóptero da Marinha dos EUA faz pouso de emergência no Mar Arábico; um tripulante desaparecido·SpaceX nega protótipo de IA, mas ações caem e Musk perde estatuto de trilionário·Perdão condicional no Irão e tiros na Argentina: retrato global da insegurança·Reservas petrolíferas dos EUA caem para mínimos de décadas em meio a tensões geopolíticas·Trump acusa China de tentar controlar Canal do Panamá e reacende tensão estratégica·Vitória de socialista em Nova Iorque expõe guinada à esquerda e tensões no Partido Democrata·Negociações em Doha focam taxas de Ormuz e ativos iranianos·Meta dispara em Wall Street com plano de cloud, mas enfrenta crise interna e pressão financeira·Helicóptero da Marinha dos EUA faz pouso de emergência no Mar Arábico; um tripulante desaparecido·SpaceX nega protótipo de IA, mas ações caem e Musk perde estatuto de trilionário·Perdão condicional no Irão e tiros na Argentina: retrato global da insegurança·Reservas petrolíferas dos EUA caem para mínimos de décadas em meio a tensões geopolíticas·Trump acusa China de tentar controlar Canal do Panamá e reacende tensão estratégica·Vitória de socialista em Nova Iorque expõe guinada à esquerda e tensões no Partido Democrata·Negociações em Doha focam taxas de Ormuz e ativos iranianos·Meta dispara em Wall Street com plano de cloud, mas enfrenta crise interna e pressão financeira·
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terça-feira, 30 de junho de 2026

Adoção de IA não reduz empregos, mas gigantes tecnológicas evitam US$ 50 bi em impostos

Estudo com 22 mil empresas dos EUA mostra que maiores investidoras em inteligência artificial expandiram contratações, enquanto Alphabet, Amazon e Meta deixaram de pagar quase US$ 50 bilhões em tributos.

Um estudo que acompanhou 22 mil empresas nos Estados Unidos entre 2021 e 2026 concluiu que as organizações com maior investimento em inteligência artificial aumentaram o número de funcionários em 10,2% nos dois anos seguintes à adoção da tecnologia, incluindo um crescimento de 12% nas contratações de nível inicial. A análise, realizada pelas empresas Ramp e Revelio Labs, indica que o setor de informação concentrou a maior parte dessa expansão. Paralelamente, um relatório do Climate and Community Institute revelou que a Alphabet, a Amazon e a Meta — três das empresas que mais expandem a infraestrutura de centros de dados para IA — deixaram de pagar 49,7 mil milhões de dólares em impostos no último ano, enquanto se comprometeram a investir 250 mil milhões de dólares em inteligência artificial e centros de dados.

Na Europa, o economista-chefe do Banco Central Europeu, Philip Lane, afirmou que as sondagens mostram uma adoção “bastante rápida” da IA pelas empresas, sem sinais de cortes de emprego atribuíveis à tecnologia. A presidente do BCE, Christine Lagarde, mantém o tema sob atenção, mas o economista-chefe da OpenAI, Ronnie Chatterji, sublinhou que a exposição de uma tarefa à IA não significa a sua substituição, recordando como o computador pessoal complementou o trabalho do seu pai nos anos 1980. Na América Latina, o mercado de produtos digitais — impulsionado por ferramentas de IA — foi avaliado em 10,8 mil milhões de dólares em 2024 e poderá atingir 98 mil milhões em 2030, segundo dados apresentados no evento Hotmart Fire Sessions, em Medellín. Observadores em São Paulo notam que 67% das empresas brasileiras já consideram a IA uma prioridade estratégica, com a criação de conteúdo a liderar as aplicações (55,6%), de acordo com um levantamento da agência Bloomin.

Executivos de marketing reunidos no festival Cannes Lions, em França, defenderam que a democratização da produção de conteúdos pela IA transfere a vantagem competitiva para o discernimento humano. “Não se trata de sobrepor IA a processos existentes, mas de desenhar novos sistemas que combinem humanos e IA”, resumiu Dara Treseder, da Autodesk. Em África, o Gana lançou em abril de 2026 a sua Estratégia Nacional de Inteligência Artificial, que projeta um contributo de 500 mil milhões de cedis (44 mil milhões de dólares) para o PIB até 2035 e a formação de 10 mil investigadores seniores e um milhão de jovens preparados para a IA até 2033. A estratégia aposta numa abordagem de produtor, e não apenas de consumidor, de tecnologia, com destaque para o processamento de línguas locais como o twi e o ga.

No ensino superior, universidades africanas e asiáticas debatem a adaptação curricular. A Southshore University College, em Acra, defendeu a transição para uma aprendizagem baseada em projetos e portefólios, enquanto na Indonésia a UNESCO alertou para a necessidade de um uso responsável da IA que preserve a integridade académica. O próximo marco a observar será a execução dos fundos nacionais de IA, como o do Gana, que parte de um investimento inicial de 5 mil milhões de cedis, e a evolução dos dados de produtividade nas economias que mais adotam a tecnologia, ainda sem reflexo consistente nos ganhos de eficiência empresarial.

Divergência das fontes

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64%Alta

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Como se dividem

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Crítico20%

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Imprensa atlântica / anglosfera
PragmatismoCeticismo

As empresas que investem pesadamente em IA não estão cortando empregos, mas contratando mais rápido que seus pares, inclusive para cargos de nível inicial. No entanto, pesquisas de campo mostram que a IA altera os padrões de trabalho de maneiras inesperadas, expandindo tarefas e borrando limites temporais, então o quadro é mais complexo do que a simples destruição de postos de trabalho.

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AlarmeUrgência

A inteligência artificial está chegando muito mais rápido do que o previsto, levantando questões urgentes sobre quais profissões permanecerão relevantes em cinco anos. Enquanto novos empregos ligados à IA surgem como espinha dorsal da indústria futura, milhões de trabalhadores enfrentam incerteza à medida que as máquinas assumem tarefas antes consideradas exclusivamente humanas.

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