
Argentina vira sobre Egito em meio a tempestade de arbitragem e acusações de favorecimento
Atual campeã mundial perdia por 2 a 0 até os 79 minutos, mas marcou três gols no desfecho e agora enfrenta a Suíça nas quartas, enquanto o Egito protocolou queixa formal na FIFA.
A Argentina protagonizou uma das viradas mais dramáticas da Copa do Mundo de 2026 ao derrotar o Egito por 3 a 2, em Atlanta, e garantir vaga nas quartas de final. Os egípcios construíram vantagem de dois gols com Yasser Ibrahim, aos 15 minutos, e Mostafa Zico, aos 67, e pareciam encaminhar a classificação inédita. A reação argentina começou aos 79, quando Cristian Romero cabeceou após assistência de Lionel Messi. O próprio camisa 10 empatou quatro minutos depois, e Enzo Fernández, já nos acréscimos, completou a reviravolta com um gol de cabeça que selou o 3 a 2.
A partida, porém, ficou marcada por duas intervenções do VAR que inflamaram o banco egípcio. Aos 58 minutos, o árbitro francês François Letexier anulou um golo de Zico após revisão de vídeo: o lance recuou até um pisão de Marwan Attia em Lisandro Martínez no início da jogada, a quase 100 metros do gol argentino. Já no lance do terceiro golo argentino, os egípcios reclamaram de falta de Julián Álvarez sobre Mohamed Salah dentro da área, mas o VAR não recomendou revisão. O treinador Hossam Hassan classificou a atuação da arbitragem como “injusta” e sugeriu que “talvez quisessem manter o campeão mundial e Messi na competição”. A Federação Egípcia formalizou protesto à FIFA, pedindo o afastamento da equipe de arbitragem e uma investigação sobre “duplo critério”.
O chefe de arbitragem da FIFA, Pierluigi Collina, rebateu as acusações em entrevista ao site oficial da entidade. Explicou que o protocolo do VAR obriga a revisão de toda a fase de posse de ataque que antecede um golo, sem limite de distância ou tempo, e que o pisão de Attia foi “claramente uma falta”. Sobre o contacto entre Salah e Álvarez, afirmou que tanto o árbitro quanto o VAR consideraram “um contacto normal de futebol”, uma vez que o defensor tocou primeiro na bola. Collina defendeu a integridade dos árbitros e rejeitou qualquer influência externa, inclusive do presidente Gianni Infantino, classificando as acusações de “infundadas”.
A controvérsia reacendeu um debate que persiste desde o título argentino em 2022. Na perspetiva de observadores no Cairo e em veículos africanos, a anulação do golo e a não marcação do pênalti representam um padrão de favorecimento às seleções de maior peso comercial. Já analistas europeus e sul-americanos, embora reconheçam a subjetividade das decisões, notam que o protocolo do VAR foi aplicado conforme as regras, ainda que a interpretação do “contacto normal” gere divisões. No Brasil, a discussão ecoou em torno da quantidade de pênaltis assinalados para a Argentina em Copas recentes e do caminho considerado acessível até as semifinais.
Com a vitória, a Argentina avança para enfrentar a Suíça nas quartas de final, enquanto o Egito se despede do torneio com a sensação de que uma classificação histórica escapou por detalhes interpretativos. A FIFA, por sua vez, mantém o respaldo público à equipe de arbitragem e reafirma que o VAR tem sido aplicado de forma consistente ao longo do Mundial.
| Imprensa do Golfo árabe | +0.20 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa árabe Levante-Magrebe | −0.40 | critical |
| Imprensa do Sudeste Asiático | −0.50 | critical |
FIFA, through Collina, rejects the accusations and reaffirms its technical and moral authority.
By invoking Collina's authoritative figure and VAR technology, a narrative of technical correctness and unassailable decisions is constructed.
The context of Egypt's widespread protests and the Balogun case (Trump's involvement) is omitted, which could weaken the claim of absolute independence.
Egypt and its supporters denounce a refereeing injustice and demand justice.
By emphasizing Egyptian protests and the details of controversial decisions, a sense of victimhood is created, shifting focus from the technical explanation to alleged bias.
Collina's detailed justifications for the decisions are omitted, as is the fact that VAR confirmed their correctness.
World Cup critics accuse FIFA of favoritism towards Argentina and question the tournament's integrity.
By linking refereeing decisions to an alleged design to favor Messi, systemic suspicion is fueled, turning an episode into evidence of corruption.
The lack of concrete evidence for conspiracy claims is omitted, as is the fact that Collina also defended other decisions unrelated to Argentina.
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