
Briga entre jornalistas interrompe coletiva de Marrocos e faz Brahim Díaz esquecer pergunta
Confronto físico entre um repórter marroquino e um brasileiro paralisou a entrevista do astro do Real Madrid, que reagiu com um sorriso e a confissão de que se esquecera da questão.
A conferência de imprensa da seleção marroquina na véspera dos quartos de final do Mundial de 2026 contra a França foi suspensa por instantes esta quarta-feira, em Foxborough, quando dois jornalistas trocaram empurrões e acusações diante de um perplexo Brahim Díaz. O internacional marroquino, que alinhava uma resposta sobre o confronto com os Bleus, calou-se ao ouvir os gritos de “Porque me bates? Não me podes bater!” e acompanhou a cena com um sorriso incrédulo. Quando o moderador conseguiu restabelecer a ordem, Díaz olhou para a sala e admitiu: “Esqueci-me da pergunta”, arrancando risos da assistência.
O incidente, captado em vídeo e rapidamente viralizado, envolveu o jornalista brasileiro Marcelo Courrège, da TV Globo, e um repórter marroquino. Segundo o relato do profissional brasileiro, o colega levantou repetidamente o braço para pedir a palavra, tapando a imagem das câmaras, e terá segurado o seu braço quando lhe pediu que baixasse a mão. “Reagi. Foi chato, mas depois conversámos, pedimos desculpas e até tirámos uma foto”, explicou Courrège nas redes sociais. A imprensa marroquina descreveu o episódio como uma “discussão acalorada” que obrigou um voluntário da FIFA a intervir, enquanto o selecionador Mohamed Ouahbi descomprimiu o ambiente com uma tirada: “É como na escola, a gente separa-vos”.
O burburinho na sala de imprensa insere-se num clima de tensão mais amplo que antecede o reencontro entre as duas seleções, depois de a França ter eliminado Marrocos nas meias-finais do Mundial de 2022. Na perspetiva de veículos franceses, a conferência do técnico Didier Deschamps já tinha sido palco de interpelações incisivas de jornalistas marroquinos, e a cobertura gaulesa tem vindo a sublinhar o ambiente “elétrico” que rodeia a partida. Em contrapartida, a imprensa marroquina denunciou o que classifica como uma “campanha mediática” francesa destinada a perturbar os Leões do Atlas, apontando artigos que revisitam polémicas de arbitragem, a relação entre Díaz e Achraf Hakimi e até a vida privada do guarda-redes Yassine Bounou.
A comunidade marroquina em França, por seu turno, lançou apelos à responsabilidade. A secção consular em Orly difundiu um cartaz com o lema “Apoiamos com paixão… e celebramos com responsabilidade”, exortando os adeptos a não reagirem a provocações e a colaborarem com as autoridades para evitar que atos isolados manchem a imagem da diáspora. A nota sublinha que o aviso se mantém “independentemente do resultado”, num esforço para blindar a reputação da comunidade.
Dentro do relvado, Díaz mostrou-se confiante. “Já demonstrámos a nossa mentalidade e aquilo de que somos capazes”, afirmou o jogador do Real Madrid, que soma quatro assistências no torneio e avisou que a amizade com Kylian Mbappé “acaba quando o jogo começar”. Marrocos, que chega aos quartos de final pela segunda vez consecutiva depois de afastar o Canadá por 3-0, terá de enfrentar uma França que já marcou 14 golos em cinco jogos. O vencedor do duelo desta quinta-feira, no Estádio de Boston, encontrará nas meias-finais o sobrevivente do Espanha-Bélgica.
| Imprensa europeia continental | −0.10 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa indiana e sul-asiática | 0.00 | neutral |
| Imprensa árabe Levante-Magrebe | −0.30 | critical |
Continental Europe mocks the press conference chaos, ridiculing the incident and the journalists involved.
It emphasizes the most grotesque and sudden elements of the quarrel, using dramatic and ironic language to turn a minor episode into a spectacle.
It omits the assault complaint by a Moroccan journalist, which would have made the episode more serious and less ridiculous.
The Indian subcontinent observes the incident with detachment, reducing it to a curiosity without taking sides.
It adopts a descriptive and neutral tone, avoiding judgments and emphasizing the bizarre aspect of the episode to minimize its gravity.
It omits the assault complaint and the pre-match tension context, which could have given the episode more weight.
The Arab world denounces the assault suffered by a Moroccan journalist, presenting the incident as an unjustified attack.
It highlights the assault complaint and the journalist's reaction, building a victim-perpetrator narrative to evoke empathy and indignation.
It omits the ironic and spectacular version of the episode spread by European media, which could have downplayed the seriousness of the accusation.
Amplie o olhar
Aeroporto da Flórida é rebatizado com nome de Trump em gesto sem precedentes
6 idiomas · 24 veículos
De Economy & MarketsImpureza em genérico do Ozempic suspende produção e expõe limites dos fármacos antiobesidade
5 idiomas · 11 veículos
De TechnologyIA recompensa com salários até 92% maiores, mas acende alerta sobre declínio cognitivo
3 idiomas · 4 veículos