
Nico Williams sofre lesão muscular e critica entrada de uruguaio do Flamengo
Atacante espanhol desabafa após lesão no adutor direito provocada por falta de De la Cruz, enquanto Espanha avança às oitavas de final do Mundial 2026.
A Espanha garantiu a liderança do Grupo H do Mundial 2026 com uma vitória por 1-0 sobre o Uruguai, mas o triunfo em Zapopan ficou marcado por uma sequência de lesões e pela eliminação precoce dos sul-americanos. Nos acréscimos do segundo tempo, o meia Nicolás de la Cruz, do Flamengo, acertou uma entrada por trás em Nico Williams, que havia entrado no decorrer da etapa final. O lance gerou um princípio de tumulto entre os jogadores e, minutos depois, o também uruguaio Agustín Canobbio foi expulso por falta dura em Pau Cubarsí. Williams deixou o campo com dores na virilha e exames realizados em Chattanooga, base espanhola na primeira fase, confirmaram uma lesão muscular de grau moderado no adutor direito.
No dia seguinte, o atacante do Athletic Bilbao publicou um longo desabafo nas redes sociais, classificando o episódio como “um dos piores dias da minha vida”. Sem nomear De la Cruz, afirmou que a ação foi “completamente desnecessária” e que o adversário agiu “levado pela frustração, descontentamento e tristeza pela situação que atravessava”. O texto detalhou um histórico de sofrimento físico: Williams conviveu durante um ano e meio com uma pubalgia que o impediu até de realizar tarefas cotidianas sem dor, superou uma lesão no ísquio e agora enfrenta novo revés. A federação espanhola informou que a evolução clínica ditará a disponibilidade do jogador, não o descartando de imediato para o restante do torneio.
A partida também deixou Yeremy Pino, do Crystal Palace, com um entorse acromioclavicular no ombro esquerdo, após queda nos minutos finais. O técnico Luis de la Fuente chegou a temer uma fratura de clavícula, mas os exames afastaram a lesão mais grave. Na imprensa brasileira, a atuação de De la Cruz — que recebeu apenas cartão amarelo — foi analisada sob a ótica do momento do Flamengo e da seleção uruguaia, eliminada ainda na fase de grupos. Veículos europeus, por sua vez, sublinharam o impacto das baixas para uma Espanha que já administra a condição física de Lamine Yamal, poupado em parte da campanha, e a ausência de Victor Muñoz, ainda sem estrear no Mundial.
Com o primeiro lugar da chave, a Espanha enfrentará o segundo colocado do Grupo J — Áustria ou Argélia — nas oitavas de final, em Los Angeles, na próxima quinta-feira. A perspetiva de perder Williams e Pino acendeu alertas em Lisboa e em Luanda, onde se acompanha o torneio com atenção às seleções europeias e africanas. A eventual ausência dos extremos reduziria as opções ofensivas de De la Fuente, que já não pôde contar com Yamal por 90 minutos desde o início da competição. Apesar do desgaste, a Espanha mantém a condição de favorita no confronto, mas a profundidade do elenco será testada num cenário de desgaste acumulado.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A Espanha chegou às oitavas de final com uma vitória de 1 a 0 sobre o Uruguai, mas a um custo alto. O torneio de Yeremy Pino parece encerrado devido a uma lesão no ombro, e Nico Williams sofreu outro problema muscular depois de ser gerido com cautela. O treinador De la Fuente agora enfrenta escassez de opções ofensivas.
A Espanha terminou em primeiro no grupo com uma vitória sofrida, mas as lesões de Pino e Williams lançam sombras sobre o progresso. A equipe marcou apenas cinco gols em três jogos, e esses reveses levantam dúvidas sobre suas ambições de título.
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