
Deschamps regressa ao comando da França após funeral da mãe e já prepara duelo com a Suécia
Técnico ausentou-se da vitória sobre a Noruega e reassumiu o leme dos Bleus no sábado, em Boston, para o confronto dos oitavos de final.
O regresso de Didier Deschamps à concentração da seleção francesa, na manhã de sábado, em Boston, repôs a normalidade num grupo que já havia assegurado o primeiro lugar do Grupo I com uma exibição categórica. O técnico de 57 anos aterrou nos Estados Unidos poucas horas depois de ter acompanhado, em França, as cerimónias fúnebres da mãe, que falecera no início da semana. A federação gaulesa confirmou a presença do selecionador no treino desse mesmo dia no campus da Universidade de Bentley, em Waltham, Massachusetts, encerrando um interregno emocional que, dentro do campo, não beliscou o rendimento da equipa.
Na ausência de Deschamps, o adjunto Guy Stéphan assumiu o comando frente à Noruega, na sexta-feira, e conduziu os Bleus a um triunfo por 4-1. Ousmane Dembélé, com um hat-trick, foi a figura de um encontro em que a França, já apurada, geriu o esforço sem perder intensidade. Stéphan revelaria, no final, que os jogadores estavam “muito afetados” pela perda do treinador e que a resposta em campo pretendeu ser uma homenagem silenciosa. A vitória confirmou uma campanha imaculada na fase de grupos: triunfos sobre Senegal (3-1), Iraque (3-0) e Noruega, com onze golos marcados e apenas dois sofridos.
A solidez exibida até aqui alimenta a expectativa em torno de uma seleção que, sob a batuta de Deschamps desde 2012, já conquistou o Mundial de 2018 e foi finalista vencida em 2022, além de ter atingido a decisão do Europeu de 2016. Observadores em Paris notam que a rápida reassunção do comando técnico, a poucos dias do duelo com a Suécia, oferece uma referência de estabilidade num momento em que o torneio entra na fase a eliminar. A imprensa desportiva europeia sublinha que a gestão do balneário por Stéphan, em coordenação com o presidente da federação, Philippe Diallo, evitou sobressaltos e preservou a dinâmica vitoriosa.
O próximo adversário, a Suécia, aguarda os gauleses na terça-feira, em East Rutherford, Nova Jérsia, no estádio que acolheu a final de 1994. O confronto dos oitavos de final colocará frente a frente duas equipas de tradições distintas: de um lado, a campeã mundial em título e uma das favoritas à conquista do troféu; do outro, uma seleção nórdica que procura regressar aos quartos de final, algo que não alcança desde 2018. A perspetiva a partir de Brasília e de Lisboa realça o contraste entre a profundidade do plantel francês e a coesão tática do conjunto escandinavo, que tem na organização defensiva o seu principal argumento.
Com o regresso de Deschamps, a França retoma a rotina de preparação sem as condicionantes emocionais da última semana. O treinador, que deixará o cargo no final da competição, procura encerrar um ciclo de catorze anos com a conquista do terceiro título mundial para o país. A partida frente à Suécia representa o primeiro passo de um percurso em que cada jogo pode ser o último, e a presença do técnico no banco devolve ao grupo a figura que moldou a identidade vencedora da equipa ao longo da última década.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O treinador francês retornou ao acampamento da Copa do Mundo após comparecer ao funeral de sua mãe. Ele havia perdido a última partida do grupo, uma vitória por 4 a 1 sobre a Noruega que garantiu o primeiro lugar. O treino será retomado sob seu comando.
Didier Deschamps voltou à seleção francesa poucas horas após um funeral privado de sua mãe. Ele assumiu imediatamente o comando do treino, mostrando seu compromisso com a jornada da equipe na Copa do Mundo. Seu rápido retorno ressalta os sacrifícios pessoais por trás da campanha.
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