
Escalada no sul do Líbano após morte de soldados israelitas e bombardeamentos intensos
A morte de quatro militares israelitas, incluindo um comandante de batalhão, desencadeou apelos à retaliação total e uma noite de ataques aéreos que causaram dezenas de vítimas civis libanesas, enquanto o frágil cessar-fogo mediado pelos EUA e Irão vacila.
O exército israelita confirmou na manhã de sexta-feira a morte de quatro dos seus soldados, entre os quais o tenente-coronel Dor Jedalia Ben Simhon, comandante do 52.º batalhão da 401.ª brigada blindada, durante confrontos no sul do Líbano. Segundo fontes militares israelitas, o incidente ocorreu quando uma coluna de tanques que operava nas imediações de Kfar Tebnit, integrada numa força do comando regional, foi atingida por um “corpo aéreo suspeito”, estando por apurar se se tratou de um drone armado ou de um míssil guiado. O Hezbollah, através do seu canal Al-Manar, reivindicou uma emboscada contra uma força israelita que tentava avançar sobre a colina de Ali al-Taher, afirmando ter destruído três tanques Merkava com mísseis teleguiados e ter alvejado uma segunda coluna que procurava resgatar vítimas. Na sequência do anúncio das baixas, o ministro da Segurança Nacional israelita, Itamar Ben-Gvir, apelou a que “o Líbano arda por completo”, enquanto o ministro das Finanças, Bezalel Smotrich, defendeu que se “abram as portas do inferno”, declarações que, na perspetiva de analistas em Telavive, refletem a pressão crescente da ala mais dura do governo de Benjamin Netanyahu por uma resposta militar alargada.
A reação israelita materializou-se numa das noites mais violentas registadas no sul do Líbano desde o início da ofensiva em março. O Ministério da Saúde libanês contabilizou, em balanço preliminar, 18 mortos e 33 feridos, enquanto a agência noticiosa nacional libanesa reportou “vários massacres” em localidades do distrito de Nabatieh, como Harouf, Kfar Sir, Doueir e Charkiyeh, onde ataques aéreos atingiram edifícios residenciais. O exército israelita declarou ter atacado “infraestruturas e elementos do Hezbollah” em múltiplas zonas do sul do Líbano, justificando as operações como resposta a “violações repetidas e contínuas do cessar-fogo” por parte do grupo armado. Do lado libanês, o Hezbollah sustentou que os seus combatentes repeliram uma tentativa de infiltração terrestre, descrevendo os confrontos como uma “batalha campal” sob intenso fogo de artilharia e ataques aéreos.
A escalada ocorre num contexto diplomático particularmente tenso. Um memorando de entendimento assinado entre Washington e Teerão previa a extensão do cessar-fogo a todas as frentes, incluindo o Líbano, mas fontes próximas do governo israelita, citadas pelo site Axios, afirmaram que Israel não se considera vinculado à cláusula libanesa desse acordo e exige o desarmamento total do Hezbollah antes de qualquer retirada das zonas que controla no sul do país. Na perspetiva de Washington, o vice-presidente J.D. Vance criticou duramente membros do executivo israelita por atacarem o Presidente Donald Trump devido ao entendimento com o Irão, advertindo que Israel não deveria hostilizar o seu “único aliado forte”. Entretanto, a ronda negocial entre americanos e iranianos na Suíça foi adiada, com responsáveis norte-americanos a apontarem, segundo o Axios, as exigências de Teerão relativamente ao Líbano como fator determinante.
A situação no terreno e as divergências entre as partes colocam em causa a viabilidade do cessar-fogo. O site noticioso israelita Walla revelou que a cúpula de segurança israelita pondera cenários de escalada, incluindo a possibilidade de ataques aos subúrbios a sul de Beirute, enquanto mantém consultas com o nível político. Observadores em capitais europeias, incluindo Lisboa, manifestaram apreensão com o agravamento do conflito, recordando os apelos de países com fortes laços à diáspora libanesa — como o Brasil — por uma solução negociada. O dossiê permanece em aberto, com as investigações israelitas sobre o ataque à coluna blindada ainda em curso e as comunicações diplomáticas suspensas, enquanto a fronteira norte de Israel regista a mais grave espiral de violência desde a assinatura do memorando entre Washington e Teerão.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
2 grupos editoriais · 2 idiomas
Apesar do cessar-fogo, o inimigo sionista intensificou os ataques aéreos e de artilharia contra cidades do sul do Líbano, cometendo massacres que mataram pelo menos 18 civis e feriram dezenas, enquanto a resistência repeliu uma tentativa de avanço e infligiu perdas às forças israelenses, incluindo um oficial superior.
O regime sionista lançou pesados ataques contra o sul e o leste do Líbano, matando pelo menos 16 cidadãos, mas os combatentes do Hezbollah contra-atacaram ferozmente, infligindo uma severa derrota às forças israelenses e destruindo tanques, no que a resistência chamou de um épico à moda de Karbala.
Artigos relacionados
Com 15 defesas, Eloy Room conduz Curaçao ao primeiro ponto; Alemanha confirma vaga
9 idiomas · 48 veículos
Geopolítica & PolíticaEUA e Irão iniciam conversações na Suíça sob o peso do programa nuclear e da crise no Líbano
9 idiomas · 33 veículos
EsporteJapão goleia Tunísia no milésimo jogo das Copas e avança firme no Grupo F
7 idiomas · 38 veículos