
México vence Coreia do Sul com falha de guarda-redes, e Mundial 2026 expõe novo equilíbrio
Triunfo por 1-0 na estreia sublinha a imprevisibilidade de um torneio alargado a 48 seleções e marcado pela ausência de potências como Itália e Rússia.
A vitória do México sobre a Coreia do Sul por 1-0, na primeira jornada do Grupo ?, ilustrou o imponderável que tem caracterizado o arranque do Mundial de 2026. O guarda-redes sul-coreano saiu mal num cruzamento, chocou com um companheiro e largou a bola para o golo mexicano. Já nos descontos, o homólogo mexicano salvou de forma milagrosa o que parecia o empate iminente. O resultado premiou a maior eficácia da equipa norte-americana, mas também a fragilidade defensiva asiática.
O torneio, disputado pela primeira vez com 48 seleções em três países —Canadá, Estados Unidos e México—, tem oferecido surpresas que desafiam a hierarquia tradicional. O empate sem golos entre a Espanha e a estreante Cabo Verde, assim como o 1-1 entre a Suíça e o anfitrião Qatar, refletem uma crescente democratização competitiva. As ausências de Itália e da Rússia, ambas afastadas da competição, amplificam o debate sobre a legitimidade do formato. Enquanto adeptos italianos e ex-jogadores como o belga Nicolas Lombaerts lamentam a falta das duas seleções, comentadores de Roma a Buenos Aires questionam até que ponto o alargamento prejudicará a elite.
A competição também movimenta paixões e economias. No Brasil, bares e restaurantes registam aumentos de até 76% nas vendas durante os jogos, com estratégias que incluem combos temáticos e ecrãs gigantes. Na Colômbia, inquéritos mostram que 79% dos viajantes sonham assistir a uma final ao vivo, dispostos a gastar mais de 10 milhões de pesos colombianos em viagens desportivas. Na Argentina, o fervor é quase total: 96,5% da população diz acompanhar a seleção, a mais alta percentagem entre os países ibero-americanos. Em contraponto, na Europa, apenas metade dos espanhóis se interessa pelo certame, o que tem levado a imprensa financeira a relativizar o impacto económico global.
Com a vitória, o México assume a liderança provisória do seu grupo, mas enfrentará adversários como o Japão e o Egito, cujas exibições iniciais recolheram elogios da crítica especializada europeia. O caminho até à fase a eliminar promete mais desafios num Mundial que, ao ampliar fronteiras, também amplia a incerteza.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Continental European press laments Italy's third consecutive World Cup absence, criticizing the expansion to 48 teams as an overreach that widens borders but sidelines traditional football powerhouses. There is skepticism toward premature optimism after wins against minnows, and nostalgia for what Italy could have contributed. The tone mixes indignation with a hint of revanchism against a format that penalizes historic nations.
Latin American press covers the World Cup with a dual lens: on one hand, it highlights economic opportunities for businesses, citing concrete revenue increases; on the other, it offers an ironic take on how football passion can blur social and political realities. There is a pragmatic focus on consumption patterns alongside critical warnings against letting the tournament distract from larger issues.
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