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Defesa e Segurançasexta-feira, 19 de junho de 2026

Israel e Hezbollah firmam cessar-fogo após dia de combates que adia negociações EUA-Irã

Trégua mediada por EUA, Catar e Irã entra em vigor às 16h locais, mas persistem dúvidas sobre a retirada israelense do sul do Líbano e o futuro do acordo regional.

Israel e o Hezbollah acordaram um cessar-fogo na tarde de sexta-feira, 19 de junho, com entrada em vigor às 16h00 locais, segundo um alto funcionário norte-americano e um diplomata do Golfo. A trégua, mediada por negociadores dos Estados Unidos, do Catar e com o envolvimento do Irão, foi anunciada horas depois de uma noite de intensos bombardeamentos israelitas no sul do Líbano que, de acordo com o Ministério da Saúde libanês, causaram pelo menos 18 mortos e 33 feridos. Do lado israelita, as forças armadas confirmaram a morte de quatro soldados, incluindo o comandante do 52.º Batalhão Blindado, numa emboscada do Hezbollah perto de Kfar Tebnit, na região de Nabatieh — o episódio mais letal desde a assinatura, na quarta-feira, do memorando de entendimento entre Washington e Teerão.

Na perspetiva de Telavive, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que as tropas permanecerão na “zona de segurança” que Israel demarcou até dez quilómetros dentro do território libanês e que qualquer ataque será respondido. O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, foi mais longe ao afirmar que “todo o Líbano deve arder”. O Hezbollah, por seu lado, reivindicou a destruição de três tanques Merkava e descreveu a resistência na colina de Ali al-Taher como uma “epopeia” defensiva, acusando Israel de violar repetidamente os cessar-fogo anteriores. O Irão, segundo fontes diplomáticas citadas por agências internacionais, condicionou a sua participação nas conversações previstas para sexta-feira na Suíça à interrupção das hostilidades no Líbano, o que levou ao adiamento do encontro entre o vice-presidente JD Vance e o negociador iraniano Mohammad Bagher Ghalibaf.

O acordo-quadro assinado eletronicamente por Donald Trump e Masoud Pezeshkian prevê o fim das operações militares “em todas as frentes, incluindo o Líbano”, e o respeito pela integridade territorial libanesa. Contudo, a insistência israelita em manter uma faixa de ocupação colide com a exigência iraniana de retirada total, criando um impasse que põe em risco o processo diplomático. A reabertura do Estreito de Ormuz, por onde já transitaram 25 navios comerciais na quinta-feira, representa um alívio para os mercados energéticos globais, mas analistas em Brasília e Lisboa notam que a volatilidade persiste, com impacto direto nos preços dos combustíveis e no comércio marítimo internacional.

A guerra mais ampla teve início a 28 de fevereiro com ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irão; o Hezbollah entrou no conflito em março, alargando a frente libanesa. Um cessar-fogo anterior, acordado em abril, não resistiu às acusações mútuas de violações. O atual memorando abre um período de 60 dias para negociar o programa nuclear iraniano e o alívio de sanções, mas as conversações na Suíça permanecem sem nova data. O presidente libanês, Joseph Aoun, classificou os bombardeamentos israelitas como uma “escalada perigosa” e prometeu prosseguir as negociações para a retirada das tropas estrangeiras e a libertação de prisioneiros. Os próximos dias serão decisivos para aferir se a trégua conseguirá sustentar-se e permitir o regresso à via diplomática.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa árabe Levante-Magrebe
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Logo após o acordo EUA-Irã, Israel lançou ataques noturnos surpresa contra áreas residenciais no sul do Líbano, matando 18 civis e ferindo 33, no que foi chamado de massacre. Enquanto isso, combatentes do Hezbollah repeliram heroicamente um avanço blindado israelense, destruindo três tanques Merkava e matando quatro soldados, incluindo um comandante de batalhão. A resistência permanece firme e o cessar-fogo já é letra morta.

Imprensa israelense/ Segurança
DistanciamentoPragmatismo

As FDI anunciaram a morte de quatro soldados no sul do Líbano, entre eles o comandante do 52º Batalhão Blindado, durante confrontos em curso com o Hezbollah. O oficial, marido e pai de duas filhas, assumira o comando depois que seu antecessor foi gravemente ferido. As forças israelenses continuaram a atingir alvos do Hezbollah durante a noite.

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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Israel e Hezbollah firmam cessar-fogo após dia de combates que adia negociações EUA-Irã

Trégua mediada por EUA, Catar e Irã entra em vigor às 16h locais, mas persistem dúvidas sobre a retirada israelense do sul do Líbano e o futuro do acordo regional.

Israel e o Hezbollah acordaram um cessar-fogo na tarde de sexta-feira, 19 de junho, com entrada em vigor às 16h00 locais, segundo um alto funcionário norte-americano e um diplomata do Golfo. A trégua, mediada por negociadores dos Estados Unidos, do Catar e com o envolvimento do Irão, foi anunciada horas depois de uma noite de intensos bombardeamentos israelitas no sul do Líbano que, de acordo com o Ministério da Saúde libanês, causaram pelo menos 18 mortos e 33 feridos. Do lado israelita, as forças armadas confirmaram a morte de quatro soldados, incluindo o comandante do 52.º Batalhão Blindado, numa emboscada do Hezbollah perto de Kfar Tebnit, na região de Nabatieh — o episódio mais letal desde a assinatura, na quarta-feira, do memorando de entendimento entre Washington e Teerão.

Na perspetiva de Telavive, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu declarou que as tropas permanecerão na “zona de segurança” que Israel demarcou até dez quilómetros dentro do território libanês e que qualquer ataque será respondido. O ministro da Segurança Nacional, Itamar Ben Gvir, foi mais longe ao afirmar que “todo o Líbano deve arder”. O Hezbollah, por seu lado, reivindicou a destruição de três tanques Merkava e descreveu a resistência na colina de Ali al-Taher como uma “epopeia” defensiva, acusando Israel de violar repetidamente os cessar-fogo anteriores. O Irão, segundo fontes diplomáticas citadas por agências internacionais, condicionou a sua participação nas conversações previstas para sexta-feira na Suíça à interrupção das hostilidades no Líbano, o que levou ao adiamento do encontro entre o vice-presidente JD Vance e o negociador iraniano Mohammad Bagher Ghalibaf.

O acordo-quadro assinado eletronicamente por Donald Trump e Masoud Pezeshkian prevê o fim das operações militares “em todas as frentes, incluindo o Líbano”, e o respeito pela integridade territorial libanesa. Contudo, a insistência israelita em manter uma faixa de ocupação colide com a exigência iraniana de retirada total, criando um impasse que põe em risco o processo diplomático. A reabertura do Estreito de Ormuz, por onde já transitaram 25 navios comerciais na quinta-feira, representa um alívio para os mercados energéticos globais, mas analistas em Brasília e Lisboa notam que a volatilidade persiste, com impacto direto nos preços dos combustíveis e no comércio marítimo internacional.

A guerra mais ampla teve início a 28 de fevereiro com ataques conjuntos dos EUA e de Israel contra o Irão; o Hezbollah entrou no conflito em março, alargando a frente libanesa. Um cessar-fogo anterior, acordado em abril, não resistiu às acusações mútuas de violações. O atual memorando abre um período de 60 dias para negociar o programa nuclear iraniano e o alívio de sanções, mas as conversações na Suíça permanecem sem nova data. O presidente libanês, Joseph Aoun, classificou os bombardeamentos israelitas como uma “escalada perigosa” e prometeu prosseguir as negociações para a retirada das tropas estrangeiras e a libertação de prisioneiros. Os próximos dias serão decisivos para aferir se a trégua conseguirá sustentar-se e permitir o regresso à via diplomática.

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RevanchismoAlarme

Logo após o acordo EUA-Irã, Israel lançou ataques noturnos surpresa contra áreas residenciais no sul do Líbano, matando 18 civis e ferindo 33, no que foi chamado de massacre. Enquanto isso, combatentes do Hezbollah repeliram heroicamente um avanço blindado israelense, destruindo três tanques Merkava e matando quatro soldados, incluindo um comandante de batalhão. A resistência permanece firme e o cessar-fogo já é letra morta.

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As FDI anunciaram a morte de quatro soldados no sul do Líbano, entre eles o comandante do 52º Batalhão Blindado, durante confrontos em curso com o Hezbollah. O oficial, marido e pai de duas filhas, assumira o comando depois que seu antecessor foi gravemente ferido. As forças israelenses continuaram a atingir alvos do Hezbollah durante a noite.

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