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Acordo EUA-Irão sob tensão: ataques israelitas no Líbano matam 16 e adiam negociações

Menos de 24 horas após a assinatura do pacto de paz, bombardeamentos israelitas no sul do Líbano causaram pelo menos 16 mortos, enquanto o Hezbollah matou quatro soldados israelitas, pondo em causa o cessar-fogo.

Menos de 24 horas depois de os presidentes dos Estados Unidos e do Irão terem assinado um memorando de entendimento para pôr fim às hostilidades no Médio Oriente, ataques aéreos e de artilharia israelitas mataram pelo menos 16 pessoas no distrito de Nabatieh, no sul do Líbano, na madrugada de sexta-feira. Simultaneamente, o Hezbollah reivindicou a destruição de três tanques israelitas e a morte de quatro soldados, incluindo um tenente-coronel, em confrontos na mesma região. O acordo, assinado na quarta-feira em Versalhes, previa a cessação imediata de todas as operações militares, incluindo no Líbano, e o respeito pela integridade territorial libanesa.

Israel justificou os ataques como resposta a 'violações repetidas do cessar-fogo' pelo Hezbollah e publicou um mapa de uma zona de segurança de dez quilómetros dentro do território libanês, onde as suas tropas permanecerão. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu recusou retirar as forças, afirmando que a ameaça do Hezbollah ainda não foi eliminada. O Hezbollah, por sua vez, descreveu as suas ações como defensivas e o líder do seu bloco parlamentar, Mohammad Raad, apelou a negociações indiretas e à retirada israelita no prazo de 60 dias. Em Washington, o Presidente Donald Trump criticou Netanyahu, instando-o a ser 'mais responsável em relação ao Líbano', enquanto o vice-presidente JD Vance repreendeu membros do gabinete israelita que se opõem ao acordo, recordando que dois terços das armas defensivas de Israel são fabricadas e financiadas pelos EUA. Em Teerão, o líder supremo, ayatollah Mojtaba Khamenei, deu o seu primeiro aval público às negociações diretas, mas fontes iranianas indicaram que o adiamento das conversações previstas para sexta-feira na Suíça se deveu à continuação da campanha militar israelita.

A escalada põe em causa a viabilidade do pacto EUA-Irão, que prevê o levantamento gradual de sanções americanas, o compromisso iraniano de não desenvolver armas nucleares e a cooperação económica, incluindo um fundo de reconstrução de 300 mil milhões de dólares. O acordo já permitiu a reabertura do Estreito de Ormuz, por onde transitaram mais de 12,5 milhões de barris de petróleo na noite de quarta-feira, aliviando a pressão sobre os mercados globais de energia — um fator observado com atenção em economias lusófonas dependentes de importações, como Portugal e Brasil. Contudo, Israel e o Hezbollah não são signatários, e a continuação dos combates no sul do Líbano ameaça desfazer o frágil entendimento. As forças de manutenção da paz da ONU registaram 143 lançamentos de projéteis na quinta-feira, 119 atribuídos às Forças de Defesa de Israel, evidenciando a intensidade dos confrontos.

O Hezbollah entrou no conflito em março, atacando Israel em retaliação pela morte do anterior líder supremo iraniano no início da campanha militar americano-israelita. Desde então, Israel conduziu uma invasão terrestre e bombardeamentos generalizados no sul do Líbano. O acordo EUA-Irão foi concebido como um roteiro para a paz regional, mas a sua implementação depende do fim das hostilidades no terreno libanês. As conversações na Suíça foram adiadas sem nova data, enquanto Israel mantém as operações e o Hezbollah promete resistência. Na perspetiva de analistas europeus, o impasse reflete a dificuldade de dissociar a dinâmica bilateral EUA-Irão dos conflitos por procuração no terreno, deixando o cessar-fogo global num limbo perigoso.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Poucas horas após o acordo EUA-Irã, o inimigo israelense lançou ataques noturnos surpresa no sul do Líbano, matando pelo menos 16 civis e ferindo dezenas em verdadeiros massacres. Os bombardeios arrasaram casas enquanto uma investida terrestre em direção às colinas de Ali al-Taher fracassava sob o fogo da resistência.

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O acordo de paz EUA-Irã já está sob sombra: ataques israelenses no sul do Líbano mataram pelo menos 16 pessoas em uma das noites mais letais dos últimos meses. Com Netanyahu se recusando a retirar, as negociações foram adiadas e o cessar-fogo vacila.

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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Acordo EUA-Irão sob tensão: ataques israelitas no Líbano matam 16 e adiam negociações

Menos de 24 horas após a assinatura do pacto de paz, bombardeamentos israelitas no sul do Líbano causaram pelo menos 16 mortos, enquanto o Hezbollah matou quatro soldados israelitas, pondo em causa o cessar-fogo.

Menos de 24 horas depois de os presidentes dos Estados Unidos e do Irão terem assinado um memorando de entendimento para pôr fim às hostilidades no Médio Oriente, ataques aéreos e de artilharia israelitas mataram pelo menos 16 pessoas no distrito de Nabatieh, no sul do Líbano, na madrugada de sexta-feira. Simultaneamente, o Hezbollah reivindicou a destruição de três tanques israelitas e a morte de quatro soldados, incluindo um tenente-coronel, em confrontos na mesma região. O acordo, assinado na quarta-feira em Versalhes, previa a cessação imediata de todas as operações militares, incluindo no Líbano, e o respeito pela integridade territorial libanesa.

Israel justificou os ataques como resposta a 'violações repetidas do cessar-fogo' pelo Hezbollah e publicou um mapa de uma zona de segurança de dez quilómetros dentro do território libanês, onde as suas tropas permanecerão. O primeiro-ministro Benjamin Netanyahu recusou retirar as forças, afirmando que a ameaça do Hezbollah ainda não foi eliminada. O Hezbollah, por sua vez, descreveu as suas ações como defensivas e o líder do seu bloco parlamentar, Mohammad Raad, apelou a negociações indiretas e à retirada israelita no prazo de 60 dias. Em Washington, o Presidente Donald Trump criticou Netanyahu, instando-o a ser 'mais responsável em relação ao Líbano', enquanto o vice-presidente JD Vance repreendeu membros do gabinete israelita que se opõem ao acordo, recordando que dois terços das armas defensivas de Israel são fabricadas e financiadas pelos EUA. Em Teerão, o líder supremo, ayatollah Mojtaba Khamenei, deu o seu primeiro aval público às negociações diretas, mas fontes iranianas indicaram que o adiamento das conversações previstas para sexta-feira na Suíça se deveu à continuação da campanha militar israelita.

A escalada põe em causa a viabilidade do pacto EUA-Irão, que prevê o levantamento gradual de sanções americanas, o compromisso iraniano de não desenvolver armas nucleares e a cooperação económica, incluindo um fundo de reconstrução de 300 mil milhões de dólares. O acordo já permitiu a reabertura do Estreito de Ormuz, por onde transitaram mais de 12,5 milhões de barris de petróleo na noite de quarta-feira, aliviando a pressão sobre os mercados globais de energia — um fator observado com atenção em economias lusófonas dependentes de importações, como Portugal e Brasil. Contudo, Israel e o Hezbollah não são signatários, e a continuação dos combates no sul do Líbano ameaça desfazer o frágil entendimento. As forças de manutenção da paz da ONU registaram 143 lançamentos de projéteis na quinta-feira, 119 atribuídos às Forças de Defesa de Israel, evidenciando a intensidade dos confrontos.

O Hezbollah entrou no conflito em março, atacando Israel em retaliação pela morte do anterior líder supremo iraniano no início da campanha militar americano-israelita. Desde então, Israel conduziu uma invasão terrestre e bombardeamentos generalizados no sul do Líbano. O acordo EUA-Irão foi concebido como um roteiro para a paz regional, mas a sua implementação depende do fim das hostilidades no terreno libanês. As conversações na Suíça foram adiadas sem nova data, enquanto Israel mantém as operações e o Hezbollah promete resistência. Na perspetiva de analistas europeus, o impasse reflete a dificuldade de dissociar a dinâmica bilateral EUA-Irão dos conflitos por procuração no terreno, deixando o cessar-fogo global num limbo perigoso.

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O acordo de paz EUA-Irã já está sob sombra: ataques israelenses no sul do Líbano mataram pelo menos 16 pessoas em uma das noites mais letais dos últimos meses. Com Netanyahu se recusando a retirar, as negociações foram adiadas e o cessar-fogo vacila.

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