
EUA vencem Austrália e garantem vaga nos 16 avos do Mundial
Com gol contra e cabeceio de Freeman, anfitriões asseguram classificação antecipada e igualam feito de 1930.
Os Estados Unidos garantiram nesta sexta-feira a presença nos 16 avos de final do Mundial 2026 ao derrotar a Austrália por 2-0 no Lumen Field, em Seattle. Um autogolo de Cameron Burgess aos 11 minutos e um cabeceio de Alex Freeman, validado pelo VAR aos 43, construíram a vitória que deixa a equipa de Mauricio Pochettino com seis pontos no Grupo D e a classificação assegurada a uma jornada do fim da fase de grupos.
A jogada do primeiro golo nasceu de uma arrancada de Folarin Balogun pela esquerda, cujo cruzamento rasteiro foi desviado involuntariamente por Burgess para a própria baliza. O lance repetiu o cenário da estreia, quando um autogolo de Damián Bobadilla abrira o caminho para o triunfo sobre o Paraguai. Aos 43 minutos, um livre ensaiado encontrou Sergiño Dest na entrada da área; o remate foi bloqueado, mas a bola subiu e Freeman antecipou-se ao guarda-redes Patrick Beach para cabecear. Inicialmente anulado por fora de jogo, o golo foi confirmado após revisão do vídeo-árbitro, desencadeando a explosão dos 66.925 espectadores.
A vitória assume contornos históricos: é a primeira vez desde 1930 que os norte-americanos vencem os dois primeiros jogos de uma fase de grupos mundialista. A equipa atuou sem a sua principal estrela, Christian Pulisic, afastado por uma lesão na barriga da perna, mas a profundidade do plantel respondeu com exibições sólidas de Balogun, Dest e McKennie. Na perspetiva de observadores norte-americanos, o desempenho coletivo reforça a credibilidade do projeto de Pochettino, que assumiu o comando técnico em outubro de 2024 e conseguiu incutir intensidade e organização.
A Austrália, que surpreendera a Turquia na primeira jornada, mostrou-se frágil no primeiro tempo e só esboçou reação na etapa complementar, depois de três substituições ao intervalo. O técnico Tony Popovic lançou Nestory Irankunda e Connor Metcalfe, heróis da estreia, mas a equipa pecou na finalização. Cristian Volpato desperdiçou a melhor oportunidade aos 62 minutos, atirando por cima. A imprensa australiana descreveu a exibição como 'lenta e de pernas pesadas', citando o próprio Popovic, e lamentou a incapacidade de traduzir a posse de bola em remates perigosos.
Com este resultado, os Estados Unidos lideram o Grupo D com seis pontos, seguidos da Austrália com três. Turquia e Paraguai, ainda sem pontos, defrontam-se ainda esta sexta-feira em Santa Clara. Na última jornada, a 25 de junho, os norte-americanos enfrentam a Turquia em Los Angeles, enquanto a Austrália mede forças com o Paraguai em São Francisco. A seleção anfitriã pode garantir o primeiro lugar do grupo com um empate, mas Pochettino já avisou que a equipa 'quer vencer a competição' e não aliviará a intensidade.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A imprensa latino-americana cobre a partida EUA-Austrália como um duelo decisivo para a classificação antecipada às oitavas de final. As reportagens destacam as estreias convincentes de ambas as equipes e fornecem detalhes práticos como horário e canais de transmissão. O tom é factual com um leve senso de urgência sobre a classificação do grupo.
A imprensa continental europeia relata a partida EUA-Austrália com uma abordagem calma e técnica, focando nas prováveis escalações, horário e onde assistir em TV aberta. A cobertura é puramente informativa, tratando o jogo como uma partida rotineira da Copa do Mundo sem ênfase dramática.
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