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Defesa e Segurançasexta-feira, 19 de junho de 2026

Pentágono solicita US$ 80 mil milhões ao Congresso para financiar guerra no Irão

O pedido, que inclui despesas não militares, surge após acordo de paz e em meio a críticas bipartidárias sobre a transparência dos gastos e o impacto nos arsenais estratégicos dos EUA.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos informou ao Congresso, por intermédio do vice-secretário Stephen Feinberg, que necessita de 80 mil milhões de dólares em financiamento suplementar para cobrir os custos da guerra com o Irão e outras despesas não relacionadas com o conflito, segundo o Wall Street Journal. O pedido foi comunicado dias depois de Washington e Teerão terem assinado, a 18 de junho, um memorando de entendimento que pôs fim a quase quatro meses de hostilidades iniciadas a 28 de fevereiro com ataques norte-americanos e israelitas. A estimativa oficial mais recente do Pentágono, de maio, apontava para 29 mil milhões de dólares, mas análises independentes, como a do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), situam o custo real entre 50 e 100 mil milhões, ao incluir a reparação de equipamento danificado e a reconstituição de reservas de munições.

Na perspetiva do Capitólio, o pedido enfrenta resistência bipartidária. Legisladores democratas, entre os quais o senador Chris Murphy, sustentam que a administração Trump nunca obteve autorização congressional para a operação militar, como exige a War Powers Act, e que não existem os 60 votos necessários no Senado para aprovar a verba suplementar. Os republicanos, por seu lado, sublinham a urgência de recompor os arsenais e garantir a prontidão das forças armadas. O diretor do Gabinete de Orçamento da Casa Branca, Russell Vought, afirmara em abril não dispor de uma estimativa do custo da guerra, enquanto o secretário da Defesa, Pete Hegseth, remeteu uma contabilidade detalhada para “quando for relevante e exigida”, o que suscitou críticas de falta de transparência. O Pentágono advertiu que, sem nova lei de despesas de guerra, os fundos operacionais poderão esgotar-se ainda no verão, obrigando a cortes em treinos e no destacamento na fronteira com o México.

A análise do CSIS revela que só as munições consumidas — com destaque para mísseis de precisão de longo alcance e antimísseis como Tomahawks e Patriots — terão custado cerca de 25 mil milhões de dólares, enquanto a reparação e substituição de ativos danificados e de bases atingidas no Médio Oriente poderá exigir entre 11 e 14 mil milhões. O conflito consumiu entre um terço e metade das reservas de munições mais críticas dos EUA, o que, segundo Mark Cancian, conselheiro sénior do CSIS, agravou a “janela de vulnerabilidade” face a um eventual conflito no Pacífico Ocidental. O bloqueio do Estreito de Ormuz durante as hostilidades perturbou as exportações de petróleo, com efeitos nos preços globais da energia. Para economias lusófonas dependentes de importações, como Portugal e os países africanos de língua oficial portuguesa, a volatilidade representou um risco orçamental acrescido, observam analistas económicos em Lisboa.

O memorando de paz, mediado em Islamabade, prevê a reabertura do Estreito de Ormuz e compromissos iranianos em matéria nuclear, mas a sua aplicação permanece frágil: confrontos entre Israel e o Hezbollah no sul do Líbano e o adiamento de conversações na Suíça mantêm a região sob tensão. O pedido suplementar norte-americano, que incluirá também verbas para ajuda agrícola e resposta a catástrofes, carece de aprovação prévia do Gabinete de Gestão e Orçamento da Casa Branca antes de ser formalmente submetido ao Congresso. O debate ocorre a poucos meses das eleições intercalares de novembro, nas quais o Partido Republicano procura manter o controlo das duas câmaras, enquanto o eleitorado manifesta crescente ansiedade com o custo de vida, os preços da energia e o peso financeiro da guerra.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Stampa russa e CSIStampa latinoamericana
Stampa russa e CSI/ stato
pragmatismodistacco

O Pentágono informou o Congresso de que precisa de 80 mil milhões de dólares para cobrir os custos do conflito no Irão e outras despesas não relacionadas com a guerra. Se os legisladores não aprovarem financiamento adicional, os militares poderão ficar sem dinheiro até ao verão e ser forçados a reduzir as operações. Os parlamentares exigem uma prestação de contas completa das despesas.

Stampa latinoamericana
scetticismoironia

Com a guerra no Irão oficialmente encerrada esta semana, o Pentágono disse ao Congresso que precisa de 80 mil milhões de dólares para cobrir os custos — quase o triplo da estimativa de 29 mil milhões fornecida em maio. O aumento acentuado na conta final levantou sobrancelhas, enquanto se pede aos legisladores que aprovem um enorme pacote de financiamento suplementar.

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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Pentágono solicita US$ 80 mil milhões ao Congresso para financiar guerra no Irão

O pedido, que inclui despesas não militares, surge após acordo de paz e em meio a críticas bipartidárias sobre a transparência dos gastos e o impacto nos arsenais estratégicos dos EUA.

O Departamento de Defesa dos Estados Unidos informou ao Congresso, por intermédio do vice-secretário Stephen Feinberg, que necessita de 80 mil milhões de dólares em financiamento suplementar para cobrir os custos da guerra com o Irão e outras despesas não relacionadas com o conflito, segundo o Wall Street Journal. O pedido foi comunicado dias depois de Washington e Teerão terem assinado, a 18 de junho, um memorando de entendimento que pôs fim a quase quatro meses de hostilidades iniciadas a 28 de fevereiro com ataques norte-americanos e israelitas. A estimativa oficial mais recente do Pentágono, de maio, apontava para 29 mil milhões de dólares, mas análises independentes, como a do Centro de Estudos Estratégicos e Internacionais (CSIS), situam o custo real entre 50 e 100 mil milhões, ao incluir a reparação de equipamento danificado e a reconstituição de reservas de munições.

Na perspetiva do Capitólio, o pedido enfrenta resistência bipartidária. Legisladores democratas, entre os quais o senador Chris Murphy, sustentam que a administração Trump nunca obteve autorização congressional para a operação militar, como exige a War Powers Act, e que não existem os 60 votos necessários no Senado para aprovar a verba suplementar. Os republicanos, por seu lado, sublinham a urgência de recompor os arsenais e garantir a prontidão das forças armadas. O diretor do Gabinete de Orçamento da Casa Branca, Russell Vought, afirmara em abril não dispor de uma estimativa do custo da guerra, enquanto o secretário da Defesa, Pete Hegseth, remeteu uma contabilidade detalhada para “quando for relevante e exigida”, o que suscitou críticas de falta de transparência. O Pentágono advertiu que, sem nova lei de despesas de guerra, os fundos operacionais poderão esgotar-se ainda no verão, obrigando a cortes em treinos e no destacamento na fronteira com o México.

A análise do CSIS revela que só as munições consumidas — com destaque para mísseis de precisão de longo alcance e antimísseis como Tomahawks e Patriots — terão custado cerca de 25 mil milhões de dólares, enquanto a reparação e substituição de ativos danificados e de bases atingidas no Médio Oriente poderá exigir entre 11 e 14 mil milhões. O conflito consumiu entre um terço e metade das reservas de munições mais críticas dos EUA, o que, segundo Mark Cancian, conselheiro sénior do CSIS, agravou a “janela de vulnerabilidade” face a um eventual conflito no Pacífico Ocidental. O bloqueio do Estreito de Ormuz durante as hostilidades perturbou as exportações de petróleo, com efeitos nos preços globais da energia. Para economias lusófonas dependentes de importações, como Portugal e os países africanos de língua oficial portuguesa, a volatilidade representou um risco orçamental acrescido, observam analistas económicos em Lisboa.

O memorando de paz, mediado em Islamabade, prevê a reabertura do Estreito de Ormuz e compromissos iranianos em matéria nuclear, mas a sua aplicação permanece frágil: confrontos entre Israel e o Hezbollah no sul do Líbano e o adiamento de conversações na Suíça mantêm a região sob tensão. O pedido suplementar norte-americano, que incluirá também verbas para ajuda agrícola e resposta a catástrofes, carece de aprovação prévia do Gabinete de Gestão e Orçamento da Casa Branca antes de ser formalmente submetido ao Congresso. O debate ocorre a poucos meses das eleições intercalares de novembro, nas quais o Partido Republicano procura manter o controlo das duas câmaras, enquanto o eleitorado manifesta crescente ansiedade com o custo de vida, os preços da energia e o peso financeiro da guerra.

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O Pentágono informou o Congresso de que precisa de 80 mil milhões de dólares para cobrir os custos do conflito no Irão e outras despesas não relacionadas com a guerra. Se os legisladores não aprovarem financiamento adicional, os militares poderão ficar sem dinheiro até ao verão e ser forçados a reduzir as operações. Os parlamentares exigem uma prestação de contas completa das despesas.

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Com a guerra no Irão oficialmente encerrada esta semana, o Pentágono disse ao Congresso que precisa de 80 mil milhões de dólares para cobrir os custos — quase o triplo da estimativa de 29 mil milhões fornecida em maio. O aumento acentuado na conta final levantou sobrancelhas, enquanto se pede aos legisladores que aprovem um enorme pacote de financiamento suplementar.

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