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Economia e Mercadossexta-feira, 19 de junho de 2026

Brasil perde competitividade e confiança industrial desaba, enquanto América Latina enfrenta desaceleração

Queda no ranking global, retração de PMEs e recuo na produção de aço expõem fragilidades estruturais, com juros elevados e inflação corroendo a demanda interna.

O Brasil recuou sete posições no Ranking Mundial de Competitividade 2026, elaborado pelo IMD, caindo para o 65º lugar entre 70 economias. No mesmo movimento, o Indicador de Confiança da Indústria do Aço (ICIA) despencou 12,1 pontos em junho, para 47,8 pontos, o menor patamar do ano, sinalizando pessimismo entre os CEOs do setor. A produção brasileira de aço bruto caiu 1,9% de janeiro a maio, para 13,4 milhões de toneladas, e o consumo aparente recuou 4,1%, mesmo com a redução de 17% nas importações após medidas de defesa comercial. Os dados, divulgados pelo Instituto Aço Brasil, mostram que a demanda doméstica permanece fraca, a despeito do baixo desemprego.

O custo de capital é apontado como o principal entrave. Com a taxa Selic em 14,25% e projeções de mercado que a situam em 13,75% no fim do ano, o crédito caro comprime investimentos e consumo. O Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs registrou queda real de 8,4% na movimentação financeira em maio ante 2025, com todos os setores monitorados no vermelho — infraestrutura (-13,5%), serviços (-8,6%), indústria (-8,8%) e comércio (-8,8%). A inflação acelerou: o IPCA subiu 0,58% em maio, pressionado por energia e alimentos, corroendo a renda das famílias. Na Argentina, a União Industrial reportou nova contração de 5% interanual na atividade em maio, com setores como construção operando até 30% abaixo de 2022. Na Colômbia, o ISE de abril desacelerou para 3,34% anual, puxado pela retração da agricultura e mineração.

A perda de competitividade brasileira reflete deficiências em educação, infraestrutura tecnológica e eficiência governamental. O país ficou fora do “grupo de elite” em prontidão para inteligência artificial, ocupando a 22ª posição no Government AI Readiness Index, com lacunas em capacidade computacional e formação de talentos. Empresários do setor alertam que uma regulação excessivamente protetiva de direitos autorais pode isolar o Brasil de modelos globais, encarecendo soluções. Na África do Sul, o varejo mostrou resiliência em abril, com alta de 1,3% nas vendas, impulsionada por móveis e eletrodomésticos, mas o quadro geral segue frágil. A combinação de juros altos, endividamento e incerteza eleitoral no Brasil cria um ambiente que exige adaptação das empresas, especialmente as de menor porte.

O debate sobre o fim da jornada 6x1 adiciona incerteza regulatória; entidades empresariais projetam aumento de custos de mão de obra de até 17,57% em cenários amplos, o que pode pressionar ainda mais micro e pequenas empresas. Os próximos indicadores de atividade industrial e as decisões do Copom serão observados como termômetros da trajetória econômica. A capacidade de reverter a espiral negativa — na qual juros altos compensam a falta de crescimento sustentável — dependerá de avanços em educação, inovação e previsibilidade fiscal, fatores que os rankings internacionais continuam a apontar como pontos frágeis do país.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa latino-americanaImprensa atlântica / anglosfera
Imprensa latino-americana/ Mercado
PragmatismoCeticismo

A queda do Brasil para a 65ª posição no ranking de competitividade, juntamente com a redução da produção de aço e a contração industrial, expõe profundas fraquezas estruturais na maior economia da América Latina. Os altos custos de capital, as lacunas educacionais e um sistema tributário oneroso estão corroendo a capacidade do país de atrair investimentos e sustentar o crescimento, gerando preocupações para toda a região.

Imprensa atlântica / anglosfera/ Econômica
AlarmeSchadenfreude

A queda dramática do Brasil nos rankings de competitividade global é um alerta severo do fracasso das reformas, com a produção de aço encolhendo e as pequenas indústrias sucumbindo sob custos elevados. A imprensa econômica anglo-americana vê isso como o resultado previsível de erros políticos crônicos, juros altos e um regime tributário não competitivo, levantando dúvidas sobre toda a história de crescimento latino-americano.

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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Brasil perde competitividade e confiança industrial desaba, enquanto América Latina enfrenta desaceleração

Queda no ranking global, retração de PMEs e recuo na produção de aço expõem fragilidades estruturais, com juros elevados e inflação corroendo a demanda interna.

O Brasil recuou sete posições no Ranking Mundial de Competitividade 2026, elaborado pelo IMD, caindo para o 65º lugar entre 70 economias. No mesmo movimento, o Indicador de Confiança da Indústria do Aço (ICIA) despencou 12,1 pontos em junho, para 47,8 pontos, o menor patamar do ano, sinalizando pessimismo entre os CEOs do setor. A produção brasileira de aço bruto caiu 1,9% de janeiro a maio, para 13,4 milhões de toneladas, e o consumo aparente recuou 4,1%, mesmo com a redução de 17% nas importações após medidas de defesa comercial. Os dados, divulgados pelo Instituto Aço Brasil, mostram que a demanda doméstica permanece fraca, a despeito do baixo desemprego.

O custo de capital é apontado como o principal entrave. Com a taxa Selic em 14,25% e projeções de mercado que a situam em 13,75% no fim do ano, o crédito caro comprime investimentos e consumo. O Índice Omie de Desempenho Econômico das PMEs registrou queda real de 8,4% na movimentação financeira em maio ante 2025, com todos os setores monitorados no vermelho — infraestrutura (-13,5%), serviços (-8,6%), indústria (-8,8%) e comércio (-8,8%). A inflação acelerou: o IPCA subiu 0,58% em maio, pressionado por energia e alimentos, corroendo a renda das famílias. Na Argentina, a União Industrial reportou nova contração de 5% interanual na atividade em maio, com setores como construção operando até 30% abaixo de 2022. Na Colômbia, o ISE de abril desacelerou para 3,34% anual, puxado pela retração da agricultura e mineração.

A perda de competitividade brasileira reflete deficiências em educação, infraestrutura tecnológica e eficiência governamental. O país ficou fora do “grupo de elite” em prontidão para inteligência artificial, ocupando a 22ª posição no Government AI Readiness Index, com lacunas em capacidade computacional e formação de talentos. Empresários do setor alertam que uma regulação excessivamente protetiva de direitos autorais pode isolar o Brasil de modelos globais, encarecendo soluções. Na África do Sul, o varejo mostrou resiliência em abril, com alta de 1,3% nas vendas, impulsionada por móveis e eletrodomésticos, mas o quadro geral segue frágil. A combinação de juros altos, endividamento e incerteza eleitoral no Brasil cria um ambiente que exige adaptação das empresas, especialmente as de menor porte.

O debate sobre o fim da jornada 6x1 adiciona incerteza regulatória; entidades empresariais projetam aumento de custos de mão de obra de até 17,57% em cenários amplos, o que pode pressionar ainda mais micro e pequenas empresas. Os próximos indicadores de atividade industrial e as decisões do Copom serão observados como termômetros da trajetória econômica. A capacidade de reverter a espiral negativa — na qual juros altos compensam a falta de crescimento sustentável — dependerá de avanços em educação, inovação e previsibilidade fiscal, fatores que os rankings internacionais continuam a apontar como pontos frágeis do país.

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Imprensa latino-americana/ Mercado
PragmatismoCeticismo

A queda do Brasil para a 65ª posição no ranking de competitividade, juntamente com a redução da produção de aço e a contração industrial, expõe profundas fraquezas estruturais na maior economia da América Latina. Os altos custos de capital, as lacunas educacionais e um sistema tributário oneroso estão corroendo a capacidade do país de atrair investimentos e sustentar o crescimento, gerando preocupações para toda a região.

Imprensa atlântica / anglosfera/ Econômica
AlarmeSchadenfreude

A queda dramática do Brasil nos rankings de competitividade global é um alerta severo do fracasso das reformas, com a produção de aço encolhendo e as pequenas indústrias sucumbindo sob custos elevados. A imprensa econômica anglo-americana vê isso como o resultado previsível de erros políticos crônicos, juros altos e um regime tributário não competitivo, levantando dúvidas sobre toda a história de crescimento latino-americano.

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