
Taiwan inicia treinos de combate de cinco dias após exibição chinesa de míssil hipersónico
As manobras taiwanesas visam transição rápida para cenário de guerra, enquanto Pequim divulga imagens do DF-17 e ativa alerta de desastres geológicos no sul do país.
Taiwan anunciou no domingo exercícios de prontidão de combate de cinco dias, com início na segunda-feira, descritos pelo Ministério da Defesa como parte do treino anual de operações conjuntas, agora adaptado a um cenário de ataque surpresa a partir de manobras rotineiras chinesas. No mesmo dia, o ministério reportou a entrada de 21 aeronaves militares da China no espaço aéreo adjacente, incluindo caças J-16 e aviões de alerta aéreo KJ-500, com 19 delas a realizarem treino de longo curso sobre o Pacífico Ocidental. A ilha, que Pequim reivindica como território seu apesar da oposição de Taipé, intensificou a modernização das suas forças armadas, incorporando exercícios com tropas, terreno e equipamento reais para simular a transição rápida da paz para a guerra.
No sábado, a emissora estatal chinesa CCTV exibiu pela primeira vez imagens de lançamentos do míssil hipersónico Dongfeng-17, num campo de treino no deserto de Gobi. O DF-17, capaz de transportar ogivas convencionais ou nucleares e manobrar a alta velocidade para dificultar a interceção, tinha sido apresentado publicamente em outubro de 2019. A divulgação ocorreu na véspera do 60.º aniversário da Segunda Força de Artilharia, antecessora da Força de Mísseis do Exército de Libertação Popular, e é interpretada por analistas regionais como uma demonstração de capacidade estratégica face às tensões no Estreito.
Em Taipé, o governo insiste que as incursões chinesas visam pressionar a ilha a aceitar a soberania de Pequim. Os novos exercícios, designados “de prontidão de combate imediata”, enfatizam a melhoria da cadeia de comando conjunto, a sustentação logística e a preparação do campo de batalha. Taiwan testou recentemente o sistema de foguetes HIMARS de fabrico norte-americano e prepara os seus maiores jogos de guerra anuais, os exercícios Han Kuang, para agosto. Estes movimentos inserem-se numa estratégia de dissuasão que, segundo Taipé, responde ao aumento da atividade militar chinesa na região.
No plano diplomático, os Estados Unidos mantêm a venda de armas a Taiwan, enquanto Pequim reafirma a reivindicação territorial. O Brasil, que mantém laços económicos com a China e uma representação comercial não oficial em Taipé, evita tomar posição pública sobre a soberania da ilha, alinhando-se com o princípio de “Uma China” defendido também por Portugal e pelos países africanos de língua portuguesa. Paralelamente, as autoridades chinesas ativaram o nível 4 de resposta de emergência em várias províncias do sul, como Anhui e Hubei, devido a chuvas intensas e risco de deslizamentos de terra, num contexto de condições meteorológicas adversas que mobilizam meios internos do país. Os exercícios taiwaneses decorrem até sexta-feira, mantendo-se a expectativa sobre a evolução da situação no Estreito.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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China's state media proudly showcases the DF-17 hypersonic missile as a symbol of military advancement and deterrence, framing it as a justified response to regional challenges. The report emphasizes technological prowess and the nation's commitment to safeguarding sovereignty, with no mention of Taiwan's concurrent drills.
Southeast Asian reports highlight Taiwan's five-day combat readiness drills as a necessary precaution against potential Chinese aggression, noting that China's routine exercises could escalate into actual attacks. The tone is defensive and alert, underscoring the tension in the region.
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