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Defesa e Segurançadomingo, 21 de junho de 2026

Taiwan inicia treinos de combate de cinco dias após exibição chinesa de míssil hipersónico

As manobras taiwanesas visam transição rápida para cenário de guerra, enquanto Pequim divulga imagens do DF-17 e ativa alerta de desastres geológicos no sul do país.

Taiwan anunciou no domingo exercícios de prontidão de combate de cinco dias, com início na segunda-feira, descritos pelo Ministério da Defesa como parte do treino anual de operações conjuntas, agora adaptado a um cenário de ataque surpresa a partir de manobras rotineiras chinesas. No mesmo dia, o ministério reportou a entrada de 21 aeronaves militares da China no espaço aéreo adjacente, incluindo caças J-16 e aviões de alerta aéreo KJ-500, com 19 delas a realizarem treino de longo curso sobre o Pacífico Ocidental. A ilha, que Pequim reivindica como território seu apesar da oposição de Taipé, intensificou a modernização das suas forças armadas, incorporando exercícios com tropas, terreno e equipamento reais para simular a transição rápida da paz para a guerra.

No sábado, a emissora estatal chinesa CCTV exibiu pela primeira vez imagens de lançamentos do míssil hipersónico Dongfeng-17, num campo de treino no deserto de Gobi. O DF-17, capaz de transportar ogivas convencionais ou nucleares e manobrar a alta velocidade para dificultar a interceção, tinha sido apresentado publicamente em outubro de 2019. A divulgação ocorreu na véspera do 60.º aniversário da Segunda Força de Artilharia, antecessora da Força de Mísseis do Exército de Libertação Popular, e é interpretada por analistas regionais como uma demonstração de capacidade estratégica face às tensões no Estreito.

Em Taipé, o governo insiste que as incursões chinesas visam pressionar a ilha a aceitar a soberania de Pequim. Os novos exercícios, designados “de prontidão de combate imediata”, enfatizam a melhoria da cadeia de comando conjunto, a sustentação logística e a preparação do campo de batalha. Taiwan testou recentemente o sistema de foguetes HIMARS de fabrico norte-americano e prepara os seus maiores jogos de guerra anuais, os exercícios Han Kuang, para agosto. Estes movimentos inserem-se numa estratégia de dissuasão que, segundo Taipé, responde ao aumento da atividade militar chinesa na região.

No plano diplomático, os Estados Unidos mantêm a venda de armas a Taiwan, enquanto Pequim reafirma a reivindicação territorial. O Brasil, que mantém laços económicos com a China e uma representação comercial não oficial em Taipé, evita tomar posição pública sobre a soberania da ilha, alinhando-se com o princípio de “Uma China” defendido também por Portugal e pelos países africanos de língua portuguesa. Paralelamente, as autoridades chinesas ativaram o nível 4 de resposta de emergência em várias províncias do sul, como Anhui e Hubei, devido a chuvas intensas e risco de deslizamentos de terra, num contexto de condições meteorológicas adversas que mobilizam meios internos do país. Os exercícios taiwaneses decorrem até sexta-feira, mantendo-se a expectativa sobre a evolução da situação no Estreito.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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China's state media proudly showcases the DF-17 hypersonic missile as a symbol of military advancement and deterrence, framing it as a justified response to regional challenges. The report emphasizes technological prowess and the nation's commitment to safeguarding sovereignty, with no mention of Taiwan's concurrent drills.

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Southeast Asian reports highlight Taiwan's five-day combat readiness drills as a necessary precaution against potential Chinese aggression, noting that China's routine exercises could escalate into actual attacks. The tone is defensive and alert, underscoring the tension in the region.

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domingo, 21 de junho de 2026

Taiwan inicia treinos de combate de cinco dias após exibição chinesa de míssil hipersónico

As manobras taiwanesas visam transição rápida para cenário de guerra, enquanto Pequim divulga imagens do DF-17 e ativa alerta de desastres geológicos no sul do país.

Taiwan anunciou no domingo exercícios de prontidão de combate de cinco dias, com início na segunda-feira, descritos pelo Ministério da Defesa como parte do treino anual de operações conjuntas, agora adaptado a um cenário de ataque surpresa a partir de manobras rotineiras chinesas. No mesmo dia, o ministério reportou a entrada de 21 aeronaves militares da China no espaço aéreo adjacente, incluindo caças J-16 e aviões de alerta aéreo KJ-500, com 19 delas a realizarem treino de longo curso sobre o Pacífico Ocidental. A ilha, que Pequim reivindica como território seu apesar da oposição de Taipé, intensificou a modernização das suas forças armadas, incorporando exercícios com tropas, terreno e equipamento reais para simular a transição rápida da paz para a guerra.

No sábado, a emissora estatal chinesa CCTV exibiu pela primeira vez imagens de lançamentos do míssil hipersónico Dongfeng-17, num campo de treino no deserto de Gobi. O DF-17, capaz de transportar ogivas convencionais ou nucleares e manobrar a alta velocidade para dificultar a interceção, tinha sido apresentado publicamente em outubro de 2019. A divulgação ocorreu na véspera do 60.º aniversário da Segunda Força de Artilharia, antecessora da Força de Mísseis do Exército de Libertação Popular, e é interpretada por analistas regionais como uma demonstração de capacidade estratégica face às tensões no Estreito.

Em Taipé, o governo insiste que as incursões chinesas visam pressionar a ilha a aceitar a soberania de Pequim. Os novos exercícios, designados “de prontidão de combate imediata”, enfatizam a melhoria da cadeia de comando conjunto, a sustentação logística e a preparação do campo de batalha. Taiwan testou recentemente o sistema de foguetes HIMARS de fabrico norte-americano e prepara os seus maiores jogos de guerra anuais, os exercícios Han Kuang, para agosto. Estes movimentos inserem-se numa estratégia de dissuasão que, segundo Taipé, responde ao aumento da atividade militar chinesa na região.

No plano diplomático, os Estados Unidos mantêm a venda de armas a Taiwan, enquanto Pequim reafirma a reivindicação territorial. O Brasil, que mantém laços económicos com a China e uma representação comercial não oficial em Taipé, evita tomar posição pública sobre a soberania da ilha, alinhando-se com o princípio de “Uma China” defendido também por Portugal e pelos países africanos de língua portuguesa. Paralelamente, as autoridades chinesas ativaram o nível 4 de resposta de emergência em várias províncias do sul, como Anhui e Hubei, devido a chuvas intensas e risco de deslizamentos de terra, num contexto de condições meteorológicas adversas que mobilizam meios internos do país. Os exercícios taiwaneses decorrem até sexta-feira, mantendo-se a expectativa sobre a evolução da situação no Estreito.

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China's state media proudly showcases the DF-17 hypersonic missile as a symbol of military advancement and deterrence, framing it as a justified response to regional challenges. The report emphasizes technological prowess and the nation's commitment to safeguarding sovereignty, with no mention of Taiwan's concurrent drills.

Imprensa do Sudeste Asiático
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Southeast Asian reports highlight Taiwan's five-day combat readiness drills as a necessary precaution against potential Chinese aggression, noting that China's routine exercises could escalate into actual attacks. The tone is defensive and alert, underscoring the tension in the region.

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