
Ecatepec eleva cobertura de água para 85%, mas protestos persistem; América Latina enfrenta riscos energéticos
Avanço no abastecimento no México contrasta com ações na Suprema Corte, enquanto Colômbia regista défice de energia firme e Irão lida com apagões não comunicados.
O abastecimento de água potável na Quinta Zona de Ecatepec, no Estado do México, passou de 30% para 85% nos primeiros 500 dias da atual administração municipal, segundo a prefeita Azucena Cisneros Coss. O salto foi sustentado por um investimento de 1.784 milhões de pesos (cerca de 490 milhões de reais) dos governos federal, estadual e municipal, que permitiu reativar 24 poços inoperantes, reperfurar outros nove e elevar a capacidade de distribuição de 3.597 para 4.340 litros por segundo, beneficiando 641 mil famílias. A gestão atribui os ganhos ao combate ao furto de água — o chamado ‘huachicoleo’ — e à modernização da infraestrutura, com telemetria e a plataforma Neptuno.
Apesar dos números, moradores de colonias como Nueva Aragón, Media Luna e Fuentes de Aragón realizaram duas manifestações em menos de cinco dias em frente à Suprema Corte de Justiça da Nação, na Cidade do México. Alegam que desde 2020 não recebem água limpa e que, quando o serviço chega, o líquido apresenta contaminação. Exigem a votação dos amparos 13/2026 e 14/2026, parados desde maio. A prefeita Cisneros Coss afirmou que o governo municipal não precisa de ordens judiciais para agir, mas aplaudiu a mobilização popular. Uma dirigente vecinal retirou o seu amparo após constatar a melhoria no fornecimento.
Na Colômbia, o setor elétrico enfrenta um desequilíbrio crescente entre oferta e procura. Dados do operador XM indicam que a procura de energia subiu 6,49% em junho face ao mesmo mês de 2025, enquanto a entrada de nova capacidade firme se mantém muito aquém do planeado: dos 4.475 megawatts previstos para este ano, apenas 331 MW estavam operacionais até 2 de julho. O défice de energia firme, que foi de 1,6% em 2025, projeta-se em 2,3% para o corrente ano. A infraestrutura de transmissão também preocupa: 37 restrições estão em estado de emergência e 48 em alerta, e 60% dos 42 projetos da rede nacional apresentam atrasos. A estes fatores soma-se a probabilidade superior a 95% de consolidação do fenómeno El Niño, com 63% de possibilidade de intensidade ‘muito forte’, o que pressionaria a geração hidroelétrica.
No Irão, a cidade de Urmia, na província do Azerbaijão Ocidental, regista apagões programados mas não comunicados, gerando frustração entre os residentes. A aplicação oficial ‘Bargh-e Man’, desenvolvida com custos elevados para informar sobre os cortes, tem apresentado informações erradas ou simplesmente não exibe qualquer programação, sem que as autoridades tenham dado explicações até ao momento.
O cenário latino-americano ecoa desafios familiares ao Brasil, onde a gestão hídrica e a dependência hidroelétrica exigem monitorização constante, sobretudo em períodos de estiagem. O próximo marco a observar será a eventual deliberação da Suprema Corte mexicana sobre os amparos de Ecatepec, enquanto na Colômbia os olhos se voltam para a evolução do El Niño e para a capacidade de acelerar a entrada de nova geração firme.
| Imprensa iraniana e afins | −0.60 | critical |
|---|---|---|
| Imprensa latino-americana | −0.20 | neutral |
Os moradores de Urmia sofrem cortes de energia não anunciados e o aplicativo oficial é inútil. As autoridades não respondem.
O artigo usa testemunhos pessoais e repetidas tentativas fracassadas de usar o aplicativo para construir um caso de incompetência governamental.
O artigo omite qualquer menção às causas mais amplas dos cortes, como escassez de combustível ou problemas de infraestrutura, concentrando-se apenas na falha do aplicativo.
Denunciamos os apagões em Mérida e a falta de água em Ecatepec, mas também reconhecemos o aumento da cobertura de água. Alertamos que a desinformação na Colômbia pode levar a uma crise.
O bloco alterna notícias de protestos e sucessos governamentais, criando um contraste que sugere progresso insuficiente e tensão não resolvida.
As notícias positivas omitem que muitas áreas ainda carecem de água e os protestos continuam; as notícias críticas omitem os investimentos governamentais e as melhorias.
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