
Macaco de lábios alaranjados é confirmado como nova espécie na RD Congo
O Colobus congoensis, primata esquivo com mancha facial viva, é apenas o quinto novo macaco africano descrito pela ciência em 75 anos.
Uma nova espécie de macaco colobo, com uma distintiva mancha alaranjada ao redor da boca e pelagem negra, foi formalmente descrita nas florestas do centro-leste da República Democrática do Congo. A confirmação, publicada na revista PLOS One, baseia-se em análises genéticas, anatômicas e acústicas de indivíduos observados e de três espécimes confiscados de caçadores. O Colobus congoensis, conhecido localmente como Likweli, torna-se apenas o quinto novo primata africano identificado desde 1951, um marco que sublinha o quanto a biodiversidade da bacia do Congo permanece por documentar.
A história começou em 2008, quando uma fotografia desfocada intrigou conservacionistas no atual Parque Nacional de Lomami. Só uma década depois, imagens nítidas permitiram lançar uma busca sistemática. Entre 2018 e 2022, uma equipa internacional — com investigadores dos Estados Unidos, Alemanha e RD Congo — realizou 114 avistamentos, gravou vocalizações ao amanhecer e entrevistou moradores de 52 aldeias. Apenas oito comunidades reconheciam o animal, que descreviam como esquivo e arborícola. A análise do ADN mitocondrial revelou que a espécie divergiu do seu parente mais próximo, o colobo-negro (Colobus satanas), há quatro a cinco milhões de anos, apresentando também um peso inferior — cerca de sete quilos — e um chamamento profundo com assinatura acústica própria.
A distribuição do Likweli está confinada a uma área de aproximadamente 1.700 quilómetros quadrados entre os rios Lomami e Lualaba, o que o torna particularmente vulnerável. Embora a maior parte do seu habitat esteja dentro dos limites do parque nacional, a pressão cinegética e a expansão de novas aldeias na zona-tampão representam ameaças crescentes. Na perspetiva de conservacionistas africanos, incluindo os de Angola — país lusófono que alberga outras espécies de colobos —, a descoberta reforça a urgência de proteger os refúgios florestais da África Central, frequentemente partilhados por primatas com distribuições transfronteiriças.
Os autores do estudo propuseram que o Colobus congoensis seja classificado como espécie ameaçada na Lista Vermelha da UICN. O próximo passo será a realização de censos populacionais detalhados e estudos comportamentais para fundamentar um plano de conservação. A descoberta, recebida com entusiasmo pela comunidade primatológica global, é também um lembrete de que algumas das criaturas mais raras do planeta podem desaparecer antes mesmo de serem conhecidas pela ciência.
| Imprensa atlântica / anglosfera | +0.10 | neutral |
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| Imprensa europeia continental | 0.00 | neutral |
| Imprensa latino-americana | 0.00 | neutral |
We are witnessing a sobering reminder that rare species may vanish before we know them. Conservation must act now.
The bloc uses a narrative of impending loss and wonder to create urgency, framing the discovery as a race against extinction.
The atlantic bloc omits the statistical context of being the fifth African monkey species in 75 years, which would temper the alarm by showing that such discoveries are rare but not unprecedented.
We report the confirmation of a strange monkey species after nearly two decades of observation.
The bloc uses a neutral chronological narrative that emphasizes the long wait and the local name, presenting the discovery as a scientific achievement without alarm.
The continental European bloc omits the distinctive snort and the endangered conservation status, present in other blocs.
We present the discovery of a new monkey species, Colobus congoensis, with orange lips and characteristic snorts, as published in PLOS One.
The bloc uses a scientific journalistic style, citing the study and providing taxonomic details, lending credibility and neutrality.
The Latin American bloc omits the local name Likweli and the history of sightings since 2008, present in the continental European bloc.
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