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Esportesegunda-feira, 29 de junho de 2026

Deschamps reassume França após luto e foca na Suécia

Técnico voltou aos EUA depois do funeral da mãe, com a seleção invicta e favorita nas oitavas de final do Mundial de 2026.

Didier Deschamps está de volta ao comando da França. O treinador reassumiu a equipa em Boston no fim de semana, depois de uma viagem-relâmpago a França para o funeral da mãe, Ginette, e já preparou a sessão de treino que antecede o duelo com a Suécia, esta terça-feira, nos dezasseis-avos de final do Campeonato do Mundo. “Foi um momento difícil, mas estou bem”, afirmou em conferência de imprensa, acrescentando que “é bom manter a cabeça ocupada”. O médio Adrien Rabiot revelou que o grupo ficou “em choque” com a notícia, mas que o regresso do selecionador trouxe “uma vontade genuína de ir o mais longe possível”.

A ausência de Deschamps não abalou o rendimento dos bleus na fase de grupos. Sob o comando do adjunto Guy Stéphan, a França goleou a Noruega por 4-1 e fechou o Grupo I com pleno de vitórias, dez golos marcados e apenas dois sofridos — o melhor ataque da competição a par de Países Baixos e Alemanha. Kylian Mbappé, com quatro tentos, igualou Miroslav Klose nos dezasseis golos em Mundiais e está a três do recorde de Lionel Messi. Ousmane Dembélé também já marcou quatro vezes, um registo que, na perspetiva de analistas em Paris, confirma a profundidade ofensiva da equipa.

Agora, o discurso é de “contador a zero”. Deschamps advertiu que a Suécia “não tem nada a perder” e elencou os perigos do ataque nórdico: Viktor Gyökeres, Alexander Isak e Anthony Elanga. A defesa francesa, contudo, inspira cuidados: William Saliba arrasta um problema de costas que o deixa “a 99 por cento”, enquanto Marcus Thuram tem uma pequena lesão muscular e é dúvida. Ainda assim, o favoritismo é claro. A imprensa sueca, por seu lado, sublinha que a seleção de Jon Dahl Tomasson chega depois de uma goleada pesada frente aos Países Baixos (1-5), mas com a convicção de que pode explorar as transições rápidas.

O regresso de Deschamps foi ensombrado por uma polémica extrafutebol. O semanário satírico Charlie Hebdo publicou uma caricatura em que o treinador ergue uma urna funerária com a inscrição “Maman” como se fosse um troféu, sob a legenda “Deschamps leva a taça para casa”. A imagem gerou indignação em França. O presidente da Federação Francesa de Futebol, Philippe Diallo, classificou a vinheta como “chocante, desrespeitosa e indecente”, embora tenha reiterado o apoio à liberdade de expressão. Vários deputados e antigos atletas também condenaram a publicação, recordando o atentado de 2015 contra a redação do jornal.

Dentro de campo, o foco está no confronto desta terça-feira no MetLife Stadium, em Nova Jérsia. A França procura confirmar o estatuto de candidata ao título e dar ao treinador um motivo de alegria coletiva. “Queremos encontrar algo para celebrarmos juntos”, resumiu Rabiot. Quem passar deste duelo enfrentará nos oitavos de final o vencedor do embate entre o Brasil e o Japão, um cenário que, na ótica de observadores em Lisboa, pode reavivar clássicos mundiais já na próxima fase.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa europeia continentalImprensa europeia continental
Imprensa europeia continental/ Nórdica
PragmatismoDistanciamento

Depois de viajar para o funeral da mãe, Didier Deschamps voltou a se juntar à seleção francesa nos Estados Unidos. Os jogadores estão determinados a animá-lo com uma atuação forte contra a Suécia nas oitavas de final. O treinador diz que está bem e focado no jogo eliminatório.

Imprensa europeia continental/ Mediterrânea
IndignaçãoAlarme

Uma charge do Charlie Hebdo mostrando Deschamps erguendo a urna funerária da mãe como um troféu provocou uma onda de indignação na França. Muitos acusam o semanário satírico de ter ultrapassado os limites ao mirar o luto pessoal do treinador. A polêmica ofuscou a preparação para o jogo contra a Suécia.

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Atualizado 20:082 idiomas · 4 veículos
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segunda-feira, 29 de junho de 2026

Deschamps reassume França após luto e foca na Suécia

Técnico voltou aos EUA depois do funeral da mãe, com a seleção invicta e favorita nas oitavas de final do Mundial de 2026.

Didier Deschamps está de volta ao comando da França. O treinador reassumiu a equipa em Boston no fim de semana, depois de uma viagem-relâmpago a França para o funeral da mãe, Ginette, e já preparou a sessão de treino que antecede o duelo com a Suécia, esta terça-feira, nos dezasseis-avos de final do Campeonato do Mundo. “Foi um momento difícil, mas estou bem”, afirmou em conferência de imprensa, acrescentando que “é bom manter a cabeça ocupada”. O médio Adrien Rabiot revelou que o grupo ficou “em choque” com a notícia, mas que o regresso do selecionador trouxe “uma vontade genuína de ir o mais longe possível”.

A ausência de Deschamps não abalou o rendimento dos bleus na fase de grupos. Sob o comando do adjunto Guy Stéphan, a França goleou a Noruega por 4-1 e fechou o Grupo I com pleno de vitórias, dez golos marcados e apenas dois sofridos — o melhor ataque da competição a par de Países Baixos e Alemanha. Kylian Mbappé, com quatro tentos, igualou Miroslav Klose nos dezasseis golos em Mundiais e está a três do recorde de Lionel Messi. Ousmane Dembélé também já marcou quatro vezes, um registo que, na perspetiva de analistas em Paris, confirma a profundidade ofensiva da equipa.

Agora, o discurso é de “contador a zero”. Deschamps advertiu que a Suécia “não tem nada a perder” e elencou os perigos do ataque nórdico: Viktor Gyökeres, Alexander Isak e Anthony Elanga. A defesa francesa, contudo, inspira cuidados: William Saliba arrasta um problema de costas que o deixa “a 99 por cento”, enquanto Marcus Thuram tem uma pequena lesão muscular e é dúvida. Ainda assim, o favoritismo é claro. A imprensa sueca, por seu lado, sublinha que a seleção de Jon Dahl Tomasson chega depois de uma goleada pesada frente aos Países Baixos (1-5), mas com a convicção de que pode explorar as transições rápidas.

O regresso de Deschamps foi ensombrado por uma polémica extrafutebol. O semanário satírico Charlie Hebdo publicou uma caricatura em que o treinador ergue uma urna funerária com a inscrição “Maman” como se fosse um troféu, sob a legenda “Deschamps leva a taça para casa”. A imagem gerou indignação em França. O presidente da Federação Francesa de Futebol, Philippe Diallo, classificou a vinheta como “chocante, desrespeitosa e indecente”, embora tenha reiterado o apoio à liberdade de expressão. Vários deputados e antigos atletas também condenaram a publicação, recordando o atentado de 2015 contra a redação do jornal.

Dentro de campo, o foco está no confronto desta terça-feira no MetLife Stadium, em Nova Jérsia. A França procura confirmar o estatuto de candidata ao título e dar ao treinador um motivo de alegria coletiva. “Queremos encontrar algo para celebrarmos juntos”, resumiu Rabiot. Quem passar deste duelo enfrentará nos oitavos de final o vencedor do embate entre o Brasil e o Japão, um cenário que, na ótica de observadores em Lisboa, pode reavivar clássicos mundiais já na próxima fase.

Divergência das fontes

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Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa europeia continental/ Nórdica
PragmatismoDistanciamento

Depois de viajar para o funeral da mãe, Didier Deschamps voltou a se juntar à seleção francesa nos Estados Unidos. Os jogadores estão determinados a animá-lo com uma atuação forte contra a Suécia nas oitavas de final. O treinador diz que está bem e focado no jogo eliminatório.

Imprensa europeia continental/ Mediterrânea
IndignaçãoAlarme

Uma charge do Charlie Hebdo mostrando Deschamps erguendo a urna funerária da mãe como um troféu provocou uma onda de indignação na França. Muitos acusam o semanário satírico de ter ultrapassado os limites ao mirar o luto pessoal do treinador. A polêmica ofuscou a preparação para o jogo contra a Suécia.

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