
Defesa do Inter, Bastoni é investigado por prostituição de menor em Milão
Jogador recebeu notificação judicial e será interrogado; jovem nega relação, mas promotoria aponta indícios em mensagens.
O defesa-central do Inter de Milão e da seleção italiana, Alessandro Bastoni, de 27 anos, foi inscrito no registo de investigados da Procuradoria de Milão por suspeita de prostituição de menor, no âmbito de um inquérito mais vasto sobre uma rede de festas privadas com acompanhantes de luxo. Segundo fontes judiciais italianas, o jogador recebeu esta terça-feira um aviso de garantia e foi convocado para prestar declarações na próxima sexta-feira, 3 de julho. Bastoni é o primeiro futebolista a ser formalmente investigado neste processo, que já levou à prisão domiciliária os responsáveis pela agência de eventos “Ma.De. Milano”, suspeita de organizar serões com droga e prostituição para clientes abastados, sobretudo atletas da Serie A.
A hipótese criminal centra-se num alegado encontro íntimo ocorrido em junho de 2020, quando Bastoni tinha 21 anos e a jovem envolvida 17. De acordo com a acusação, o contacto terá sido facilitado por um colaborador da agência, que em mensagens de telemóvel se referia à rapariga como “a menor” e terá escrito ao jogador: “a menor quer-te”. A Procuradoria sustenta que houve pagamento pela relação sexual. Contudo, a própria jovem, ouvida como testemunha, negou qualquer envolvimento com o futebolista, o que introduz um elemento de contradição nos autos. A defesa de Bastoni afirma desconhecer o conteúdo integral da investigação e garante que o atleta “nega ter mantido relações sexuais a troco de dinheiro, muito menos com menores”.
O caso insere-se numa operação mais ampla conduzida pela Guardia di Finanza, que em abril passado deteve Emanuele Buttini e Deborah Ronchi, apontados como os organizadores de festas “tudo incluído” em locais exclusivos de Milão e hotéis de luxo, onde, segundo os investigadores, se consumia gás hilariante e se promovia o encontro com escoltas. As autoridades analisam agora dezenas de telemóveis apreendidos, utilizando uma lista de mais de sessenta apelidos de futebolistas como palavras-chave. Outros três jogadores — Daniel Maldini, Riccardo Calafiori e Kevin Bonifazi — foram convocados como testemunhas, não sendo arguidos.
A investigação prossegue sob a direção das procuradoras Bruna Albertini e Rosaria Stagnaro, que tentam reconstituir o fluxo financeiro e a logística dos encontros. O interrogatório de Bastoni, agendado para sexta-feira, poderá esclarecer se o jogador responderá às perguntas ou permanecerá em silêncio. O desfecho do caso permanece em aberto, enquanto a imprensa italiana recorda outros escândalos sexuais que abalaram o futebol nos últimos anos, como as condenações de Dani Alves e Robinho.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O Ministério Público de Milão inscreveu Alessandro Bastoni no registro de investigados por prostituição de menores, no âmbito de uma investigação a uma agência de eventos. O defensor recebeu uma notificação para comparecer e o caso é relatado em linguagem técnico-jurídica, sem juízos antecipados. A jovem envolvida, na altura com dezassete anos, terá sido ouvida como testemunha e negado qualquer coação.
O escândalo das festas com prostitutas e futebolistas de elite envolve agora Alessandro Bastoni, investigado por prostituição de menores. A investigação traz à tona um mundo de noites tudo incluído com drogas e sexo pago, lançando uma sombra sobre o futebol italiano. O tom é de alarme moral e indignação com a degradação do sistema.
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