
Colômbia e Quénia impõem calendários rígidos de declaração de rendimentos e rejeitam adiamentos
Autoridades fiscais dos dois países fixam prazos para 2025 e mantêm exigências apesar de congestionamentos em plataformas digitais, num cenário que ecoa desafios lusófonos.
A temporada de obrigações tributárias ganhou contornos de rigidez em diferentes continentes. Na Colômbia, a Dirección de Impuestos y Aduanas Nacionales (Dian) divulgou o calendário para a declaração de rendimentos do ano fiscal de 2025, que será apresentada em 2026, com vencimentos escalonados entre 12 de agosto e 26 de outubro, conforme os dois últimos dígitos do NIT. A entidade estima que 7 milhões de pessoas singulares estão obrigadas a declarar, projetando uma arrecadação de 6,1 biliões de pesos. No Quénia, a Kenya Revenue Authority (KRA) recusou qualquer extensão do prazo de 30 de junho de 2026 para a entrega das declarações anuais, mesmo perante queixas de contribuintes que não conseguiram aceder à plataforma iTax devido a picos de tráfego e ligações quebradas.
O mecanismo colombiano define a obrigatoriedade com base em limiares objetivos: património bruto superior a 224 milhões de pesos, rendimentos brutos iguais ou acima de 69,7 milhões de pesos, ou consumos com cartão de crédito, compras e depósitos bancários que ultrapassem esse mesmo montante. A Dian disponibilizou a ferramenta ‘Ayuda Renta’ e um ciclo de transmissões ao vivo para orientar os declarantes. No Quénia, a KRA recordou que todos os titulares de um PIN com obrigação de imposto sobre o rendimento — incluindo aqueles sem rendimento tributável — devem submeter a declaração, sob pena de multas e avaliações oficiosas. A entidade atribuiu as falhas ao excesso de acessos de última hora e indicou canais alternativos como WhatsApp e eCitizen, mas especialistas locais, como Robert Waruiru da Ichiban Tax & Business Advisory, consideram que a solução estrutural passa por uma grande atualização do iTax, em funcionamento há mais de uma década.
A pressão sobre os sistemas digitais das administrações tributárias não é um fenómeno isolado. Observadores em Brasília recordam que a Receita Federal também adota um calendário escalonado por dígitos do CPF para a entrega da declaração do Imposto de Renda, e que os servidores enfrentam congestionamentos sazonais. Em Lisboa, o prazo para a entrega do IRS relativo a 2025 terminou a 30 de junho, com relatos de lentidão no Portal das Finanças nos dias finais. Em África, países como Angola e Moçambique têm vindo a digitalizar os seus sistemas fiscais, mas a capacidade de resposta a picos de utilização continua a ser um desafio partilhado, segundo analistas da região.
O próximo marco factual será o arranque do período de entrega na Colômbia, a 12 de agosto, enquanto no Quénia o foco se desloca para a eventual modernização da infraestrutura tecnológica da KRA, depois de o prazo de 30 de junho ter expirado sem concessões. A Índia, por seu turno, aproxima-se de 31 de julho, data limite para a maioria dos contribuintes singulares entregarem a declaração do exercício 2025-26, num contexto em que o cumprimento digital se consolida como regra e a tolerância a falhas técnicas diminui.
| Imprensa latino-americana | 0.00 | neutral |
|---|---|---|
| Imprensa indiana e sul-asiática | 0.00 | neutral |
Colombia's Dian provides technically precise deadlines and figures, deliberately omitting the context of digital platform failures affecting other countries.
The story is presented as an isolated administrative fact, removing the technological crisis dimension suggested by the headline, thus reducing urgency and maintaining normalcy.
No mention of the digital platform failures that, according to the headline, affected three countries. The article covers only Colombia.
The Indian/South Asian press bloc ignores the tax deadline story entirely, prioritizing domestic news that resonates with local audiences.
By not reporting on the story, the bloc implicitly signals that the event is not relevant to its readership, thus avoiding any need to frame it.
No coverage of the tax deadlines or digital platform failures, possibly because the affected countries are not in the region or the story lacks local angle.
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