
Brasileira condenada na Coreia do Sul por perseguição a Jungkook: pena suspensa e deportação prevista
Tribunal de Seul aplicou um ano de prisão com suspensão condicional; a ré visitou a residência do cantor 22 vezes e tocou a campainha 133 vezes numa noite.
O Tribunal Distrital Ocidental de Seul condenou uma cidadã brasileira de 30 anos a um ano de prisão, com pena suspensa por dois anos, por violar a lei sul-coreana contra a perseguição e por invasão de propriedade. A sentença, proferida pelo juiz Park Ji-won, estabelece ainda que a ré será deportada assim que a decisão transitar em julgado, salvo recurso. De acordo com a imprensa sul-coreana, a mulher visitou a residência de Jungkook, integrante do grupo BTS, 22 vezes em cerca de um mês, tendo, numa das ocasiões, tocado a campainha 133 vezes consecutivas durante a noite. As autoridades já a haviam advertido e imposto uma medida de emergência que a proibia de se aproximar a menos de 100 metros do local, ordem que foi descumprida.
Na fundamentação da sentença, o tribunal sul-coreano considerou como agravantes o descumprimento reiterado das advertências policiais e o pedido de punição severa por parte do artista. Como atenuantes, foram tidos em conta a ausência de intenção de causar danos físicos, o facto de a invasão não ter alcançado áreas internas da casa e o baixo risco de reincidência, uma vez que a detenção preventiva de cerca de três meses e a deportação iminente reduzem a possibilidade de novos episódios. Familiares da brasileira, em declarações à imprensa no Brasil, afirmaram que a jovem sofre de transtorno mental e viajou para Seul sem avisar a família, que tenta repatriá-la para que receba tratamento adequado. O Itamaraty, por meio da embaixada em Seul, foi contactado mas ainda não emitiu posicionamento oficial.
O caso insere-se num contexto de repetidas invasões à privacidade de Jungkook. Em 2025, uma cidadã chinesa foi detida ao tentar entrar na mesma residência poucas horas após o cantor ter sido dispensado do serviço militar. Na altura, o artista alertou publicamente que situações semelhantes seriam encaminhadas às autoridades. A Bighit Music, empresa responsável pela carreira do BTS, reforçou os protocolos de segurança. Na perspetiva de observadores europeus, a caracterização do comportamento como 'nível extremo de obsessão' pelo tribunal sul-coreano sublinha a firmeza com que o sistema judicial do país tem respondido a casos de stalking de ídolos do K-pop.
A ré permanece detida e poderá recorrer da sentença. Caso não haja recurso ou este seja negado, a deportação será executada após o trânsito em julgado. O acompanhamento consular brasileiro deverá intensificar-se nessa fase, enquanto a família aguarda o regresso para iniciar o tratamento psiquiátrico. O desfecho do processo poderá também influenciar a cooperação bilateral em matérias de assistência a cidadãos detidos no estrangeiro, segundo analistas em Brasília.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Uma brasileira foi condenada em Seul a um ano de prisão com pena suspensa por dois anos por perseguição e invasão repetida da residência de Jung Kook, integrante do BTS. Ela será deportada após a conclusão do processo. O caso evidencia a aplicação rigorosa das leis sul-coreanas contra stalking a cidadãos estrangeiros.
Uma brasileira acusada de perseguir o astro do BTS Jungkook recebeu uma sentença suspensa após tocar a campainha de sua casa 133 vezes. Ela pode ser deportada da Coreia do Sul. O caso ressalta os extremos a que alguns fãs chegam, levantando preocupações sobre a segurança dos ídolos.
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