
Apreensões de drogas em série nas Américas expõem rotas do tráfico
Operações no México, Brasil, Canadá e EUA interceptaram centenas de quilos de cocaína, maconha, skunk e ketamina, com detenções e investigações em curso.
Autoridades de diferentes países das Américas reportaram, nos últimos dias, uma sequência de apreensões de drogas que somam centenas de quilos e abrangem desde anestésicos desviados até carregamentos de maconha e skunk. As ações ocorreram em aeroportos, rodovias, rios e áreas urbanas, resultando na detenção de ao menos sete pessoas e na abertura de inquéritos para mapear a origem e o destino dos entorpecentes.
No México, o Gabinete de Segurança informou que 2,66 quilos de cloridrato de cetamina foram localizados em uma mala com fundo falso no Aeroporto Internacional de Cancún. A bagagem, procedente de Bogotá, Colômbia, foi inspecionada por agentes aduaneiros e militares, mas nenhum passageiro foi detido. A substância, um anestésico de uso controlado também comercializado ilegalmente como droga recreativa, foi apreendida sem que as autoridades revelassem a identidade do responsável ou o valor estimado da carga.
No Brasil, três operações distintas chamaram a atenção. Em Manaus, a Polícia Civil apreendeu cerca de 400 quilos de skunk e prendeu três pessoas em flagrante em um condomínio no bairro Ponta Negra, após denúncia anônima; no local também foi encontrada uma caixa de munições de uso restrito. Na região metropolitana de Curitiba, a Polícia Rodoviária Federal interceptou mais de duas toneladas de maconha e 13,8 quilos de skunk escondidos em meio a uma carga de papel higiênico na BR-476, sem que houvesse prisões. Já em Óbidos, no Pará, uma fiscalização na Base Integrada Fluvial Candiru resultou na apreensão de 11,9 quilos de skunk presos ao corpo de dois suspeitos com fitas adesivas; um homem foi preso e um adolescente apreendido.
No Canadá, a polícia montada (RCMP) deteve três pessoas — dois residentes de Quebec e um de New Brunswick — e apreendeu 67 quilos de cocaína, dinheiro em espécie e munições em uma residência em St-Sauveur. Os suspeitos foram acusados de importação e tráfico e aguardavam audiência de fiança. Nos Estados Unidos, a Força Aérea transportou 50 toneladas de drogas apreendidas — incluindo cocaína, metanfetamina e fentanil — da Califórnia para Ohio, em uma missão logística que evitou o transporte rodoviário de alto risco. A operação, batizada de “Operation Burnout”, foi justificada pela DEA como resposta a um acúmulo de entorpecentes em depósitos, após o fechamento temporário de centrais de destruição.
As investigações permanecem em andamento em todos os casos. No Brasil, a Polícia Civil do Amazonas e a Segup do Pará apuram a origem e o destino das drogas, enquanto a PRF não divulgou informações sobre os responsáveis pela carga no Paraná. No México, o entorpecente foi colocado à disposição da Fiscalía General de la República, mas não há confirmação sobre a abertura de inquérito. As autoridades canadenses não descartam novas acusações contra outras duas pessoas liberadas após interrogatório.
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| Imprensa atlântica / anglosfera | +0.30 | aligned |
As autoridades latino-americanas relatam as apreensões locais com distanciamento, enfatizando a eficácia dos controles.
Ao relatar apenas eventos locais, o bloco evita contextualizar a operação dos EUA, criando a impressão de que as interdições são exclusivamente regionais.
O bloco omite inteiramente a operação da Força Aérea dos EUA que transportou 50 toneladas de drogas para destruição, apesar do título mencionar interdições em todas as Américas.
As autoridades dos EUA e do Canadá apresentam a operação como um sucesso logístico, enfatizando a quantidade e o valor das drogas destruídas.
Ao enfatizar a escala técnica e a segurança da operação, o bloco legitima a ação como necessária e triunfante, sem problematizar as causas do tráfico de drogas.
O bloco omite as operações de apreensão na América Latina, que fazem parte da mesma rede de interdições, e não menciona o contexto regional do tráfico de drogas.
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