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Economia e Mercadossegunda-feira, 22 de junho de 2026

Acordo com OpenAI faz ações da Getty Images dispararem até 200% e sinaliza viragem estratégica

A parceria de licenciamento reverteu a queda acumulada no ano e ilustra a aproximação entre bancos de imagem e a inteligência artificial, num momento em que investidores brasileiros também procuram exposição ao setor.

As ações da Getty Images Holdings registaram uma valorização superior a 120% na sessão de segunda-feira, 22 de junho, após a empresa anunciar um acordo de licenciamento com a OpenAI. No pré-mercado nova-iorquino, os títulos chegaram a subir cerca de 200%, recuperando parte das perdas de aproximadamente 55% acumuladas desde o início do ano. O movimento reflete a reavaliação do risco que a inteligência artificial generativa representava para o negócio do banco de imagens.

O entendimento prevê que as fotografias e vídeos da biblioteca licenciada da Getty — cerca de 477 milhões de itens — sejam integrados nas funções de pesquisa e descoberta visual do ChatGPT. As condições financeiras não foram divulgadas e permanece a incerteza sobre se o conteúdo será utilizado para treinar futuros modelos da OpenAI. O pacto representa uma inflexão na postura da Getty, que em 2023 processou a Stability AI por violação de direitos de autor e tentou desenvolver um gerador próprio de imagens. Um tribunal londrino rejeitou, em novembro do ano passado, o recurso contra a Stability AI.

O acordo insere-se numa estratégia mais ampla da OpenAI para obter acesso a conteúdo licenciado, num contexto de litígios movidos por organizações como o The New York Times. A empresa já firmou parcerias semelhantes com a Reddit, a Time, a News Corp e a Condé Nast. Paralelamente, a Getty aguarda a aprovação regulatória para adquirir a rival Shutterstock por 3,7 mil milhões de dólares, operação anunciada após uma receita trimestral abaixo das projeções dos analistas.

No mercado brasileiro, o apetite por exposição económica à OpenAI também se manifesta através de produtos estruturados. A plataforma Hurst Capital reportou ter vendido 89% das cotas de um lote complementar de Certificados de Recebíveis atrelados ao desempenho de fundos internacionais que detêm participação na desenvolvedora do ChatGPT. O primeiro lote esgotou em 48 horas, com aplicação mínima de 10 mil reais, sinalizando que investidores qualificados tratam a inteligência artificial como uma classe de ativo, na expectativa de uma eventual oferta pública inicial que possa avaliar a companhia em mais de um bilião de dólares.

Os próximos marcos incluem a decisão das autoridades de concorrência sobre a fusão Getty-Shutterstock e a evolução das negociações da OpenAI para uma nova ronda de investimento ou para um IPO. Permanece em aberto a questão central sobre os limites do uso de imagens licenciadas no treino de modelos generativos, tema que continuará a ser testado nos tribunais e nas mesas de negociação.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa russa e CEIImprensa latino-americana
Imprensa russa e CEI/ Negócios
PragmatismoDistanciamento

As ações da Getty Images dispararam após um acordo de licenciamento com a OpenAI, permitindo que o ChatGPT exiba o conteúdo do banco de imagens. Os termos financeiros não foram divulgados, mas analistas veem o acordo como um movimento estratégico.

Imprensa latino-americana/ Mercado
TriunfoPragmatismo

O apetite dos investidores por exposição à inteligência artificial está em alta, com uma plataforma brasileira esgotando rapidamente cotas ligadas à OpenAI. Enquanto isso, as ações da Getty Images dispararam após seu próprio acordo com a desenvolvedora de IA, reforçando a visão da IA como uma nova classe de ativos.

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segunda-feira, 22 de junho de 2026

Acordo com OpenAI faz ações da Getty Images dispararem até 200% e sinaliza viragem estratégica

A parceria de licenciamento reverteu a queda acumulada no ano e ilustra a aproximação entre bancos de imagem e a inteligência artificial, num momento em que investidores brasileiros também procuram exposição ao setor.

As ações da Getty Images Holdings registaram uma valorização superior a 120% na sessão de segunda-feira, 22 de junho, após a empresa anunciar um acordo de licenciamento com a OpenAI. No pré-mercado nova-iorquino, os títulos chegaram a subir cerca de 200%, recuperando parte das perdas de aproximadamente 55% acumuladas desde o início do ano. O movimento reflete a reavaliação do risco que a inteligência artificial generativa representava para o negócio do banco de imagens.

O entendimento prevê que as fotografias e vídeos da biblioteca licenciada da Getty — cerca de 477 milhões de itens — sejam integrados nas funções de pesquisa e descoberta visual do ChatGPT. As condições financeiras não foram divulgadas e permanece a incerteza sobre se o conteúdo será utilizado para treinar futuros modelos da OpenAI. O pacto representa uma inflexão na postura da Getty, que em 2023 processou a Stability AI por violação de direitos de autor e tentou desenvolver um gerador próprio de imagens. Um tribunal londrino rejeitou, em novembro do ano passado, o recurso contra a Stability AI.

O acordo insere-se numa estratégia mais ampla da OpenAI para obter acesso a conteúdo licenciado, num contexto de litígios movidos por organizações como o The New York Times. A empresa já firmou parcerias semelhantes com a Reddit, a Time, a News Corp e a Condé Nast. Paralelamente, a Getty aguarda a aprovação regulatória para adquirir a rival Shutterstock por 3,7 mil milhões de dólares, operação anunciada após uma receita trimestral abaixo das projeções dos analistas.

No mercado brasileiro, o apetite por exposição económica à OpenAI também se manifesta através de produtos estruturados. A plataforma Hurst Capital reportou ter vendido 89% das cotas de um lote complementar de Certificados de Recebíveis atrelados ao desempenho de fundos internacionais que detêm participação na desenvolvedora do ChatGPT. O primeiro lote esgotou em 48 horas, com aplicação mínima de 10 mil reais, sinalizando que investidores qualificados tratam a inteligência artificial como uma classe de ativo, na expectativa de uma eventual oferta pública inicial que possa avaliar a companhia em mais de um bilião de dólares.

Os próximos marcos incluem a decisão das autoridades de concorrência sobre a fusão Getty-Shutterstock e a evolução das negociações da OpenAI para uma nova ronda de investimento ou para um IPO. Permanece em aberto a questão central sobre os limites do uso de imagens licenciadas no treino de modelos generativos, tema que continuará a ser testado nos tribunais e nas mesas de negociação.

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As ações da Getty Images dispararam após um acordo de licenciamento com a OpenAI, permitindo que o ChatGPT exiba o conteúdo do banco de imagens. Os termos financeiros não foram divulgados, mas analistas veem o acordo como um movimento estratégico.

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O apetite dos investidores por exposição à inteligência artificial está em alta, com uma plataforma brasileira esgotando rapidamente cotas ligadas à OpenAI. Enquanto isso, as ações da Getty Images dispararam após seu próprio acordo com a desenvolvedora de IA, reforçando a visão da IA como uma nova classe de ativos.

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