
Putin acusa NATO de preparar abertamente guerra contra a Rússia
Líder russo afirma que aliados ocidentais aumentam orçamentos militares e usam falsas ameaças para justificar militarização, enquanto Moscovo alerta para risco de confronto direto.
O presidente russo, Vladimir Putin, acusou esta terça-feira os países da NATO de estarem a preparar-se abertamente para uma guerra contra a Rússia, aumentando os seus orçamentos militares ofensivos. Numa cerimónia com graduados das academias militares no Kremlin, Putin afirmou que o Ocidente passou de um apoio limitado a Kiev para uma preparação explícita de um conflito com Moscovo, utilizando “alegações falsas” sobre uma suposta ameaça russa para justificar a militarização. O líder russo garantiu que o país está pronto para responder de forma “operacional e adequada” a quaisquer ameaças externas.
Putin descreveu o que considera ser o padrão de atuação ocidental: primeiro, criam-se ameaças à Rússia, forçando Moscovo a adotar medidas de autodefesa; depois, acusa-se o país de agressão para legitimar políticas hostis. Como exemplo histórico, invocou a invasão nazi da União Soviética em 1941, quando a Alemanha hitleriana tentou atribuir a Moscovo e a Estaline a responsabilidade pela ofensiva. O vice-ministro dos Negócios Estrangeiros russo, Alexander Grushko, reforçou a mensagem, alertando que o risco de um confronto militar direto entre a Rússia e a NATO está a aumentar, e citou avisos dos serviços de informações europeus de que o continente deve estar preparado para repelir um ataque russo até 2030.
Do lado ocidental, a NATO e a União Europeia têm reiterado que o reforço das capacidades de defesa é uma resposta à invasão russa da Ucrânia em 2022 e à anexação de territórios ucranianos. Responsáveis europeus sublinham que a Rússia representa uma ameaça de longo prazo à segurança do flanco leste, e vários Estados-membros aumentaram as despesas militares para níveis próximos ou superiores a 2% do PIB. Na perspetiva de Brasília, o governo brasileiro tem mantido uma posição de apelo ao diálogo e à solução negociada, evitando alinhar-se com qualquer dos blocos. Observadores em Lisboa notam que Portugal, como membro fundador da NATO, tem participado no reforço da presença aliada no Báltico e fornecido apoio militar a Kiev, enquadrando-se na estratégia de dissuasão da Aliança. Nos países africanos de língua oficial portuguesa, as reações têm sido contidas, com governos como o de Angola a preservarem laços históricos com Moscovo, ao mesmo tempo que procuram manter relações equilibradas com o Ocidente.
A escalada retórica ocorre num momento em que as tropas russas continuam a avançar na região de Donetsk, com Putin a afirmar que as forças de Moscovo estão próximas de controlar a localidade de Kostiantynivka. O presidente russo rejeitou qualquer base para negociações com o homólogo ucraniano, Volodymyr Zelensky, acusando Kiev de atacar infraestruturas civis russas para desestabilizar o país. O dossiê permanece num impasse diplomático, sem perspetivas de conversações de paz, enquanto ambos os lados consolidam as suas posturas militares e a NATO prossegue o planeamento de defesa coletiva para a próxima década.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O Kremlin afirma que os países da OTAN passaram do apoio à Ucrânia para uma preparação aberta para a guerra, inflando seus orçamentos militares. Líderes ocidentais, segundo ele, espalham histórias fabricadas de ameaça russa para justificar uma militarização radical. Moscou, invocando o precedente de 1941, diz-se pronta para uma resposta rápida e proporcional a qualquer ameaça.
O presidente Putin acusou os membros da OTAN de se prepararem abertamente para uma guerra contra a Rússia, alegando que usam uma suposta ameaça russa como pretexto para aumentar os gastos militares. As declarações foram feitas em um encontro com formandos de academias militares.
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