Entrar
Edição das 10:00 CETquarta-feira, 24 de junho de 2026
307 veículos · 17 idiomas756 briefing hoje
Ciência e Saúdeterça-feira, 23 de junho de 2026

Casa Branca nega que Trump seja paciente de acesso compassivo a fármaco antiobesidade; estudo de fase 3 mostra perda de peso de 28,3%

Enquanto a administração Trump desmente ter recebido o retatrutide em regime excecional, dados do ensaio TRIUMPH-1 revelam eficácia próxima da cirurgia bariátrica em 2.339 adultos.

A Casa Branca negou esta terça-feira que o presidente Donald Trump tenha sido o paciente de 79 anos que, em abril, obteve acesso ao fármaco experimental retatrutide através do programa de “uso compassivo” da FDA. A revelação partiu da publicação especializada STAT, que noticiou que a Eli Lilly e a agência reguladora autorizaram o tratamento para um homem com obesidade refratária, apneia obstrutiva do sono e hipertensão pulmonar — uma condição potencialmente fatal. O porta-voz Kush Desai classificou a reportagem como “especulação infundada” e afirmou que o pedido não se destinava ao presidente, mas a Casa Branca remetera inicialmente as perguntas para o Departamento de Saúde, sem desmentir diretamente a hipótese. Fontes anónimas citadas pela STAT indicaram que a candidatura despertou a atenção de altos responsáveis de saúde, sugerindo que o requerente seria uma pessoa com ligações influentes.

Paralelamente, o retatrutide — um triplo agonista dos recetores GLP-1, GIP e glucagon — acaba de demonstrar resultados expressivos no estudo de fase 3 TRIUMPH-1, com 2.339 participantes sem diabetes. A dose mais elevada induziu uma perda média de 31,9 kg, equivalente a 28,3% do peso corporal, e 45,3% dos doentes perderam mais de 30% do peso inicial, um patamar historicamente associado à cirurgia bariátrica. Observadores da comunidade médica internacional, incluindo especialistas brasileiros que acompanham análogos de GLP-1, notam que o fármaco poderá redefinir o tratamento da obesidade grave, embora ainda dependa de aprovação regulatória. Os efeitos adversos mais comuns foram gastrointestinais, com cerca de 11% de desistências por eventos adversos.

A polémica em torno de Trump reaviva o escrutínio sobre a sua saúde: o presidente completou 80 anos este mês, pesa 108 kg e já manifestara interesse por fármacos antiobesidade. Em 2020, recebeu acesso precoce ao tratamento experimental da Regeneron contra a covid-19. Apesar do desmentido, a Casa Branca não esclareceu se Trump sofre das patologias mencionadas no pedido compassivo; o último boletim médico presidencial não faz referência a apneia do sono ou hipertensão pulmonar. Na perspetiva de analistas europeus, o caso cruza-se com a estratégia comercial da Eli Lilly, que planeia lançar o retatrutide no mercado europeu e britânico entre o segundo semestre de 2026 e o início de 2027, privilegiando o pagamento direto pelo paciente e parcerias de telessaúde, ao mesmo tempo que negoceia reembolsos públicos sob a nova política de preços de “nação mais favorecida” da administração Trump.

O próximo marco factual será a conclusão do processo regulatório do retatrutide junto das agências norte-americana e europeia, com eventual submissão também à Anvisa no Brasil. A vigilância sobre a saúde de Trump deverá manter-se, enquanto a Eli Lilly procura equilibrar a pressão de preços nos EUA com a expansão internacional de um fármaco que poderá tornar-se o primeiro a igualar farmacologicamente os resultados da cirurgia bariátrica.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 3 idiomas

51%
TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa atlântica / anglosferaImprensa latino-americana
Imprensa atlântica / anglosfera/ Econômica
IndignaçãoPragmatismo

Um juiz federal bloqueou as restrições do SNAP a refrigerantes e doces promovidas pelo governo Trump, mas a Casa Branca afirma que esta não será a palavra final. O governo reivindica o mandato de tornar os EUA mais saudáveis e nega com veemência as especulações sobre acesso exclusivo do presidente a um medicamento experimental para perda de peso.

Imprensa latino-americana/ Mercado
PragmatismoDistanciamento

A Eli Lilly planeja lançar seu comprimido para perda de peso na Europa até o final de 2026 ou início de 2027, mirando o mercado de pagamento direto. A empresa ainda pretende solicitar reembolso público aos governos europeus, embora as novas políticas de preços de medicamentos de Trump possam complicar as negociações.

Artigos relacionados

Ler mais
Últimas notícias
Rutte cita 500 voos dos EUA a partir de Itália para conter frustração de Trump antes da cimeira de Ancara·França regista primeiro caso de Ébola fora de África no atual surto, enquanto RDC atinge recorde de infeções·Vaga de calor extremo na Europa provoca 40 mortes por afogamento em França e alerta máximo em Itália·Exploração digital de vulneráveis mobiliza polícias da Europa à América Latina·Soldado norte-coreano deserta pela fronteira fortificada, o quarto caso num ano·El Niño se instala e projeções de intensidade 'muito forte' disparam alertas globais·O manual que deu prazer a uma deputada e o exame adiado por um funeral·Irão e Hamas coordenam posições após memorando de cessar-fogo com Washington·Rutte cita 500 voos dos EUA a partir de Itália para conter frustração de Trump antes da cimeira de Ancara·França regista primeiro caso de Ébola fora de África no atual surto, enquanto RDC atinge recorde de infeções·Vaga de calor extremo na Europa provoca 40 mortes por afogamento em França e alerta máximo em Itália·Exploração digital de vulneráveis mobiliza polícias da Europa à América Latina·Soldado norte-coreano deserta pela fronteira fortificada, o quarto caso num ano·El Niño se instala e projeções de intensidade 'muito forte' disparam alertas globais·O manual que deu prazer a uma deputada e o exame adiado por um funeral·Irão e Hamas coordenam posições após memorando de cessar-fogo com Washington·
Atualizado 03:563 idiomas · 6 veículos
AnteriorCiência e SaúdePróximo
6 veículos|3 idiomas|3 min de leitura
terça-feira, 23 de junho de 2026

Casa Branca nega que Trump seja paciente de acesso compassivo a fármaco antiobesidade; estudo de fase 3 mostra perda de peso de 28,3%

Enquanto a administração Trump desmente ter recebido o retatrutide em regime excecional, dados do ensaio TRIUMPH-1 revelam eficácia próxima da cirurgia bariátrica em 2.339 adultos.

A Casa Branca negou esta terça-feira que o presidente Donald Trump tenha sido o paciente de 79 anos que, em abril, obteve acesso ao fármaco experimental retatrutide através do programa de “uso compassivo” da FDA. A revelação partiu da publicação especializada STAT, que noticiou que a Eli Lilly e a agência reguladora autorizaram o tratamento para um homem com obesidade refratária, apneia obstrutiva do sono e hipertensão pulmonar — uma condição potencialmente fatal. O porta-voz Kush Desai classificou a reportagem como “especulação infundada” e afirmou que o pedido não se destinava ao presidente, mas a Casa Branca remetera inicialmente as perguntas para o Departamento de Saúde, sem desmentir diretamente a hipótese. Fontes anónimas citadas pela STAT indicaram que a candidatura despertou a atenção de altos responsáveis de saúde, sugerindo que o requerente seria uma pessoa com ligações influentes.

Paralelamente, o retatrutide — um triplo agonista dos recetores GLP-1, GIP e glucagon — acaba de demonstrar resultados expressivos no estudo de fase 3 TRIUMPH-1, com 2.339 participantes sem diabetes. A dose mais elevada induziu uma perda média de 31,9 kg, equivalente a 28,3% do peso corporal, e 45,3% dos doentes perderam mais de 30% do peso inicial, um patamar historicamente associado à cirurgia bariátrica. Observadores da comunidade médica internacional, incluindo especialistas brasileiros que acompanham análogos de GLP-1, notam que o fármaco poderá redefinir o tratamento da obesidade grave, embora ainda dependa de aprovação regulatória. Os efeitos adversos mais comuns foram gastrointestinais, com cerca de 11% de desistências por eventos adversos.

A polémica em torno de Trump reaviva o escrutínio sobre a sua saúde: o presidente completou 80 anos este mês, pesa 108 kg e já manifestara interesse por fármacos antiobesidade. Em 2020, recebeu acesso precoce ao tratamento experimental da Regeneron contra a covid-19. Apesar do desmentido, a Casa Branca não esclareceu se Trump sofre das patologias mencionadas no pedido compassivo; o último boletim médico presidencial não faz referência a apneia do sono ou hipertensão pulmonar. Na perspetiva de analistas europeus, o caso cruza-se com a estratégia comercial da Eli Lilly, que planeia lançar o retatrutide no mercado europeu e britânico entre o segundo semestre de 2026 e o início de 2027, privilegiando o pagamento direto pelo paciente e parcerias de telessaúde, ao mesmo tempo que negoceia reembolsos públicos sob a nova política de preços de “nação mais favorecida” da administração Trump.

O próximo marco factual será a conclusão do processo regulatório do retatrutide junto das agências norte-americana e europeia, com eventual submissão também à Anvisa no Brasil. A vigilância sobre a saúde de Trump deverá manter-se, enquanto a Eli Lilly procura equilibrar a pressão de preços nos EUA com a expansão internacional de um fármaco que poderá tornar-se o primeiro a igualar farmacologicamente os resultados da cirurgia bariátrica.

Divergência das fontes

Ciência e Saúde · 6 veículos · 3 idiomas

51%Média

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

Favorável66%
Neutro17%
Crítico17%

Como a mesma história é contada em outros lugares.

2 grupos editoriais · 3 idiomas

TomTemperaturaFocoPosicionamentoHorizonte
Imprensa atlântica / anglosferaImprensa latino-americana
Imprensa atlântica / anglosfera/ Econômica
IndignaçãoPragmatismo

Um juiz federal bloqueou as restrições do SNAP a refrigerantes e doces promovidas pelo governo Trump, mas a Casa Branca afirma que esta não será a palavra final. O governo reivindica o mandato de tornar os EUA mais saudáveis e nega com veemência as especulações sobre acesso exclusivo do presidente a um medicamento experimental para perda de peso.

Imprensa latino-americana/ Mercado
PragmatismoDistanciamento

A Eli Lilly planeja lançar seu comprimido para perda de peso na Europa até o final de 2026 ou início de 2027, mirando o mercado de pagamento direto. A empresa ainda pretende solicitar reembolso público aos governos europeus, embora as novas políticas de preços de medicamentos de Trump possam complicar as negociações.

Esta notícia apareceu em

6 veículos · 3 idiomas

Artigos relacionados

Crime e Desastres

Vaga de calor extremo na Europa provoca 40 mortes por afogamento em França e alerta máximo em Itália

12 idiomas · 46 veículos

Esporte

Colômbia vence RD Congo por 1-0 e carimba vaga nas 16 avos de final

9 idiomas · 37 veículos

Esporte

Croácia vence Panamá por 1-0 e segue viva no Grupo L; canaleros eliminados

7 idiomas · 28 veículos

Ler mais