
A prece em Marrocos: a conversão de Giancarlo Esposito ao Islão durante as filmagens na Arábia Saudita
O ator de Breaking Bad terá pronunciado a shahada e rezado com a equipa, num gesto que ecoou do Médio Oriente às redes sociais brasileiras e indonésias.
A imagem, granulada e captada por um telemóvel, mostra um homem de sessenta e oito anos ajoelhado sobre um tapete de mesquita, as mãos pousadas nos joelhos, a cabeça inclinada em direção ao chão. À sua volta, membros de uma equipa de produção repetem o mesmo gesto. O homem é Giancarlo Esposito, o rosto que durante anos encarnou a frieza calculista de Gus Fring em Breaking Bad e Better Call Saul. O vídeo, filmado numa mesquita em Marrocos, começou a circular nas redes sociais no final de junho e transformou um rumor numa narrativa que atravessou continentes.
A notícia foi inicialmente veiculada pela Saudi Gazette, que citou declarações de Turki Al-Sheikh, presidente da Autoridade Geral de Entretenimento saudita. Segundo Al-Sheikh, Esposito terá pronunciado a shahada — a profissão de fé islâmica — durante a sua estadia na Arábia Saudita, onde participava nas filmagens do filme de ação Seven Dogs. O responsável saudita descreveu a decisão como fruto de uma experiência positiva de contacto com a comunidade muçulmana local e da hospitalidade recebida no set. O próprio ator, até ao momento, não emitiu qualquer confirmação oficial, mantendo um silêncio que amplifica a curiosidade em torno do episódio.
A presença de Esposito no reino saudita inscreve-se numa estratégia mais ampla de Riade para transformar o país num polo de produção cinematográfica internacional, com incentivos fiscais e locações como Al-Ula e Neom. A conversão espiritual de uma estrela de Hollywood durante um projeto comercial acrescenta uma camada simbólica a essa ofensiva de soft power. Não se trata de um caso isolado: outras figuras do entretenimento ocidental já abraçaram o Islão, mas o facto de o gesto ter ocorrido no interior de um set de filmagens, longe dos holofotes, confere-lhe uma textura íntima que escapa ao roteiro promocional.
A repercussão foi particularmente intensa nos países de maioria muçulmana e nas diásporas lusófonas. Na Indonésia, a notícia foi recebida com uma vaga de mensagens de apoio e orações, segundo a imprensa local. No Brasil, onde Breaking Bad conquistou um estatuto de culto, a imagem do ator em oração gerou uma mistura de surpresa e simpatia nas comunidades online, com muitos fãs a partilharem o vídeo acompanhado de saudações em árabe. Em Portugal, observadores notaram a ironia delicada de ver o intérprete de um dos vilões mais meticulosos da televisão contemporânea — frequentemente citado pela crítica como uma referência de contenção dramática — entregue a um gesto de humildade ritual.
O vídeo continua a ser partilhado, mas a ausência de uma palavra do próprio Esposito mantém a história em suspenso, como um plano fixo que se recusa a cortar. Resta a imagem de um homem que, durante décadas, deu corpo a personagens que controlavam cada pormenor do seu mundo, agora filmado por um anónimo enquanto se curva numa mesquita, integrado numa fila de corpos que se levantam e se prostram em uníssono.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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A imprensa iraniana relata a conversão ao Islã do ator americano Giancarlo Esposito na Arábia Saudita, destacando o anúncio da autoridade de entretenimento saudita. O evento é apresentado como um exemplo de soft power saudita, com um toque de ceticismo quanto à espontaneidade da conversão.
A mídia do Sudeste Asiático celebra a conversão de Giancarlo Esposito ao Islã durante as filmagens na Arábia Saudita, retratando-a como uma transformação espiritual positiva inspirada por sua interação com muçulmanos. A notícia é recebida com entusiasmo, destacando a recitação da shahada e sua participação na oração.
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