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Esportesábado, 27 de junho de 2026

Uruguai cai sem vitórias e encerra ciclo Bielsa em meio a crise interna

Eliminada na fase de grupos após derrota para a Espanha, a Celeste cancela voo fretado, vê jogadores voltarem por conta própria e encerra a passagem do técnico argentino sob forte desgaste.

O Uruguai despediu-se da Copa do Mundo de 2026 de forma melancólica. A derrota por 1 a 0 para a Espanha, em Guadalajara, selou a eliminação na fase de grupos — a segunda consecutiva — e fez da Celeste a única representante da Conmebol a não avançar num Mundial expandido para 48 seleções. O gol de Álex Baena, nascido de uma falha do veterano guarda-redes Fernando Muslera, foi o golpe final numa campanha que terminou sem vitórias, com dois empates (frente a Arábia Saudita e Cabo Verde) e apenas dois pontos no Grupo H.

A equipa comandada por Marcelo Bielsa nunca encontrou o ritmo esperado. Apesar de contar com nomes como Federico Valverde, Rodrigo Bentancur e Darwin Núñez, o Uruguai mostrou-se desorganizado, incapaz de transformar a posse de bola em controlo real das partidas. Nos bastidores, o desgaste era evidente. Antes do jogo decisivo, os capitães reuniram-se com o treinador para questionar a intensidade dos treinos e as opções táticas, num encontro descrito pela imprensa local como tenso. A frase atribuída ao defensor Ronald Araújo — “isto já não se aguenta mais” — sintetizou o ambiente. Na perspetiva de Brasília, a não utilização de jogadores que atuam no futebol brasileiro, como Arrascaeta (Flamengo) e Piquerez (Palmeiras), ambos sem um minuto em campo, também chamou a atenção, sobretudo porque o meia rubro-negro se recuperara de lesão a tempo da última jornada.

A eliminação desencadeou uma crise institucional. A Associação Uruguaia de Futebol (AUF) cancelou o voo charter que traria a delegação de volta a Montevidéu, obrigando os 26 jogadores a regressar em voos comerciais, cada um por si. A medida, noticiada pelo diário El País, foi interpretada como um reflexo do profundo abalo emocional e da rutura interna. Bielsa, cujo contrato se encerrava com a participação no Mundial, reconheceu o fracasso: “Jogámos para obter sete pontos e conseguimos dois. Aí está descrito o resultado da minha gestão”. Muslera pediu desculpas públicas pelo erro que custou a eliminação.

Enquanto o Uruguai inicia um processo de reestruturação que inclui a escolha de um novo selecionador, o Grupo H viu a estreante Cabo Verde garantir a vaga nos dezasseis-avos de final com três empates, enfrentando agora a Argentina. A Celeste, que não vence desde outubro, regressa a casa mais cedo do que o planeado, com o futuro imediato mergulhado em incertezas.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa latino-americanaImprensa russa e CEI
Imprensa latino-americana/ Mercado
IndignaçãoUrgência

O sonho da Copa do Mundo do Uruguai desaba sem nenhuma vitória, provocando uma crise institucional. A federação cancela o voo fretado como medida punitiva, forçando os jogadores a voltarem em voos comerciais. O ciclo de Bielsa se encerra em meio a tensões internas e um fracasso histórico para o futebol uruguaio.

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PragmatismoDistanciamento

A federação uruguaia cancelou o voo fretado após a eliminação da Copa do Mundo. Jogadores e comissão técnica voltarão para casa por conta própria. A decisão veio após a derrota por 1 a 0 para a Espanha, que deixou a equipe em terceiro no grupo com dois pontos.

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sábado, 27 de junho de 2026

Uruguai cai sem vitórias e encerra ciclo Bielsa em meio a crise interna

Eliminada na fase de grupos após derrota para a Espanha, a Celeste cancela voo fretado, vê jogadores voltarem por conta própria e encerra a passagem do técnico argentino sob forte desgaste.

O Uruguai despediu-se da Copa do Mundo de 2026 de forma melancólica. A derrota por 1 a 0 para a Espanha, em Guadalajara, selou a eliminação na fase de grupos — a segunda consecutiva — e fez da Celeste a única representante da Conmebol a não avançar num Mundial expandido para 48 seleções. O gol de Álex Baena, nascido de uma falha do veterano guarda-redes Fernando Muslera, foi o golpe final numa campanha que terminou sem vitórias, com dois empates (frente a Arábia Saudita e Cabo Verde) e apenas dois pontos no Grupo H.

A equipa comandada por Marcelo Bielsa nunca encontrou o ritmo esperado. Apesar de contar com nomes como Federico Valverde, Rodrigo Bentancur e Darwin Núñez, o Uruguai mostrou-se desorganizado, incapaz de transformar a posse de bola em controlo real das partidas. Nos bastidores, o desgaste era evidente. Antes do jogo decisivo, os capitães reuniram-se com o treinador para questionar a intensidade dos treinos e as opções táticas, num encontro descrito pela imprensa local como tenso. A frase atribuída ao defensor Ronald Araújo — “isto já não se aguenta mais” — sintetizou o ambiente. Na perspetiva de Brasília, a não utilização de jogadores que atuam no futebol brasileiro, como Arrascaeta (Flamengo) e Piquerez (Palmeiras), ambos sem um minuto em campo, também chamou a atenção, sobretudo porque o meia rubro-negro se recuperara de lesão a tempo da última jornada.

A eliminação desencadeou uma crise institucional. A Associação Uruguaia de Futebol (AUF) cancelou o voo charter que traria a delegação de volta a Montevidéu, obrigando os 26 jogadores a regressar em voos comerciais, cada um por si. A medida, noticiada pelo diário El País, foi interpretada como um reflexo do profundo abalo emocional e da rutura interna. Bielsa, cujo contrato se encerrava com a participação no Mundial, reconheceu o fracasso: “Jogámos para obter sete pontos e conseguimos dois. Aí está descrito o resultado da minha gestão”. Muslera pediu desculpas públicas pelo erro que custou a eliminação.

Enquanto o Uruguai inicia um processo de reestruturação que inclui a escolha de um novo selecionador, o Grupo H viu a estreante Cabo Verde garantir a vaga nos dezasseis-avos de final com três empates, enfrentando agora a Argentina. A Celeste, que não vence desde outubro, regressa a casa mais cedo do que o planeado, com o futuro imediato mergulhado em incertezas.

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IndignaçãoUrgência

O sonho da Copa do Mundo do Uruguai desaba sem nenhuma vitória, provocando uma crise institucional. A federação cancela o voo fretado como medida punitiva, forçando os jogadores a voltarem em voos comerciais. O ciclo de Bielsa se encerra em meio a tensões internas e um fracasso histórico para o futebol uruguaio.

Imprensa russa e CEI/ Estatal
PragmatismoDistanciamento

A federação uruguaia cancelou o voo fretado após a eliminação da Copa do Mundo. Jogadores e comissão técnica voltarão para casa por conta própria. A decisão veio após a derrota por 1 a 0 para a Espanha, que deixou a equipe em terceiro no grupo com dois pontos.

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