
UEFA multa Aston Villa e Juventus, Dybala renova com corte de 60% no salário
Sanções financeiras e restrições de plantel marcam o início da janela de transferências, enquanto o argentino aceita redução drástica para ficar na Roma.
A UEFA aplicou uma multa de 22,5 milhões de euros ao Aston Villa por violação das regras de custo do plantel, das quais 15 milhões ficam suspensas, e impôs restrições à inscrição de jogadores na próxima Liga dos Campeões. O castigo, noticiado pela imprensa indonésia, insere-se num endurecimento regulamentar que também atingiu Chelsea, Newcastle e Strasbourg, todos sancionados por excederem o rácio de 70% entre gastos com o plantel e receitas. Na perspetiva de Londres, a dupla penalização — financeira e desportiva — reflete a dificuldade dos clubes ingleses em conciliar as normas da UEFA com as novas regras da Premier League, que permitem às equipas sem competições europeias gastar até 85% do seu rendimento.
Em Itália, a Juventus fechou um acordo com o organismo de Nyon: pagará uma multa imediata de 6 milhões de euros, podendo chegar aos 14 milhões se houver novos desvios, e terá de manter o custo total do plantel ligeiramente abaixo do da época passada. Apesar do aperto, os bianconeri concluíram a contratação do jovem atacante Jeff Ekhator, do Genoa, por 23 milhões de euros, parte em dinheiro e parte com a cedência do lateral Puczka. Ao mesmo tempo, negoceiam com o Paris Saint-Germain o regresso de Kolo Muani por empréstimo com obrigação de compra, mas a distância entre os 40 milhões pedidos e os 33-35 milhões oferecidos ainda trava o acordo. Para equilibrar as contas, a direção procura colocar Vlahovic, Milik e Openda, enquanto na baliza o sonho Svilar esbarra na resistência da Roma e reabre a pista Dibu Martínez.
O caso de Paulo Dybala ilustra a nova realidade financeira do futebol europeu. O avançado argentino renovou com a Roma até 2028, aceitando uma redução salarial de cerca de 60%: dos 8 milhões de euros líquidos anuais passará a receber 3 milhões. A negociação, conduzida pelo novo diretor desportivo Tony D’Amico, põe fim às especulações sobre um eventual regresso ao Boca Juniors, que, segundo a imprensa de Buenos Aires, nunca chegou a formalizar uma proposta. Dybala, que na última época somou 3 golos e 8 assistências em 27 jogos, continua a ser peça central para o técnico Gasperini, confiante na recuperação física do jogador.
Noutras frentes do mercado italiano, o Milan oficializou Gonçalo Ramos por 73 milhões de euros e mira o central Gonçalo Inacio, enquanto o Inter se prepara para dispensar Sommer, Darmian, Acerbi e De Vrij. O Nápoles deve anunciar Massimiliano Allegri como treinador até 2029. Fora de campo, o Aston Villa recorreu ao Tribunal Arbitral do Desporto depois de a FIFA ter bloqueado a inscrição do adolescente Brian Madjo, contratado ao Metz por 12 milhões de euros, com base nas restrições a transferências de menores de 18 anos que passaram a aplicar-se aos clubes britânicos após o Brexit. O clube de Birmingham aguarda uma decisão antes do fecho das inscrições na Champions e na Premier League, em setembro.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O aperto financeiro da UEFA atinge a Juventus com uma multa imediata de 6 milhões de euros e possíveis sanções adicionais, forçando o clube a buscar soluções criativas no mercado de transferências. Apesar das restrições, os bianconeri avançam para reforçar o ataque, apostando em jovens talentos e empréstimos com obrigação de compra. O clube precisa equilibrar o cumprimento das regras com a necessidade de se manter competitivo.
O Boca Juniors vê mais um alvo de transferência escapar, já que Paulo Dybala concorda com a extensão de contrato com a Roma, frustrando as esperanças de um retorno à Argentina. A decisão do atacante ocorre enquanto os clubes europeus enfrentam sanções financeiras da UEFA, mas o impacto imediato para o Boca é a perda de um reforço importante. O sonho de trazer Dybala de volta para casa se desvanece mais uma vez.
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