
Turquia proíbe telões do Mundial para proteger exame universitário
Ministério do Interior cancela transmissões públicas do jogo contra o Paraguai para evitar ruído e trânsito durante prova de acesso ao ensino superior.
O Ministério do Interior da Turquia ordenou o cancelamento de todas as transmissões públicas em ecrãs gigantes do jogo entre a seleção nacional e o Paraguai, agendado para a manhã de sábado, no âmbito do Campeonato do Mundo de Futebol. A diretiva, emitida às vésperas do Exame de Instituições de Ensino Superior (YKS), levou municípios de várias cidades a suspenderem as exibições ao ar livre que já estavam planeadas. A partida, marcada para as 6h00 locais em São Francisco, coincide com o fim de semana em que centenas de milhares de estudantes turcos realizam a prova decisiva para o ingresso na universidade.
Segundo o comunicado oficial, a medida visa garantir que os candidatos não sejam prejudicados pela poluição sonora ou pelo aumento do congestionamento de trânsito que as concentrações populares provocariam. Autoridades locais acataram a ordem, revertendo os preparativos que incluíam a instalação de telões em parques e espaços históricos. Na perspetiva de analistas em Ancara, a decisão expõe uma tensão latente entre a paixão nacional pelo futebol — exacerbada pelo regresso da Turquia a um Mundial após 2002 — e a prioridade atribuída à meritocracia educacional. O jogo de estreia contra a Austrália, transmitido em ecrãs gigantes a 15 de junho, atraíra multidões que lotaram parques em Istambul e um anfiteatro antigo na província de Antália, ilustrando o potencial de perturbação.
Observadores europeus notam que o YKS representa um momento de elevada pressão social na Turquia, funcionando como principal via de acesso às universidades num país de 86 milhões de habitantes. A escolha do governo de restringir celebrações coletivas, em vez de ajustar o calendário do exame, é interpretada como um sinal de que a estabilidade do processo seletivo prevalece sobre o entretenimento de massas. Em países lusófonos, dilemas semelhantes já emergiram: no Brasil, a coincidência de provas como o ENEM com jogos do Mundial gerou debates sobre adiamentos ou suspensões de aulas, enquanto em Portugal e em nações africanas de língua oficial portuguesa os calendários académicos costumam ser desenhados para evitar choques com grandes eventos desportivos.
A seleção turca, que perdeu por 2-0 na primeira jornada frente à Austrália, enfrenta o Paraguai sob pressão para manter vivas as hipóteses de qualificação no Grupo D, que inclui ainda os coanfitriões Estados Unidos. O exame YKS decorrerá conforme o previsto, sem o acompanhamento coletivo do jogo em espaços públicos. Não estão anunciadas novas intervenções governamentais, e o desenrolar da competição prossegue com a equipa turca a disputar o seu segundo encontro num ambiente urbano deliberadamente contido.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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As autoridades turcas proibiram as transmissões públicas ao ar livre do jogo da Copa do Mundo para evitar que o barulho e o trânsito perturbem os estudantes que fazem o exame nacional de ingresso na universidade. A medida é relatada como uma decisão administrativa direta, sem comentários adicionais.
Para proteger a concentração dos examinandos, a Turquia suspendeu as exibições públicas da partida da Copa. A ênfase recai sobre o bem-estar dos estudantes e a importância do exame, enquadrando a proibição como um passo atencioso para com a juventude.
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