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Esportesexta-feira, 19 de junho de 2026

Japão e Tunísia protagonizam o 1000.º jogo da história das Copas do Mundo

Em Monterrey, os Samurais Azuis querem confirmar o favoritismo após empate com a Holanda, enquanto a Tunísia, goleada pela Suécia, tenta um recomeço instantâneo sob o comando de Hervé Renard.

O Estádio Monterrey, no México, vai receber, este sábado (21 de junho), um marco histórico do futebol mundial: a partida entre Japão e Tunísia, pela segunda jornada do Grupo F do Mundial de 2026, é a de número 1000 em quase um século de torneios. A efeméride, celebrada pela FIFA com um uniforme especial para a equipa de arbitragem, coincide com um duelo de urgências opostas. O Japão procura a primeira vitória para se aproximar dos oitavos de final; a Tunísia luta para não se despedir precocemente da prova.

Na estreia, os nipónicos mostraram resiliência tática e emocional. Depois de estarem duas vezes em desvantagem frente aos Países Baixos, conseguiram arrancar um empate (2-2) que alimenta a confiança do grupo. A ausência forçada do criativo Takefusa Kubo, lesionado, obriga o selecionador Hajime Moriyasu a reconfigurar o ataque, onde as transições rápidas de Keito Nakamura e a combatividade de Daichi Kamada ganham ainda mais protagonismo. Do lado tunisino, a derrota pesada diante da Suécia (5-1) precipitou uma crise: o técnico Sabri Lamouchi foi demitido e substituído pelo francês Hervé Renard, que já orientou a Arábia Saudita e conhece bem o futebol asiático. Renard terá apenas alguns dias para corrigir uma defesa que sofreu 11 golos nos últimos três jogos e devolver a crença a uma seleção que não venceu na fase de grupos desde 1978.

Analistas no Brasil e em Portugal destacam o abismo entre os dois momentos. O Japão, com 23 dos seus 26 convocados a atuar na Europa, apresenta um futebol coletivo e disciplinado, ancorado numa cultura tática que impressiona observadores em Lisboa. Já a Tunísia, cujo plantel vale cerca de 70 milhões de euros contra os mais de 270 milhões do adversário, segundo o portal Transfermarkt, aposta na experiência de Renard — bicampeão africano e o homem que derrubou a Argentina de Messi em 2022 — para reanimar um grupo que, mesmo em transição, conseguiu 10 jogos sem sofrer golos durante as eliminatórias africanas.

Fora das quatro linhas, o jogo mil também realça o soft power japonês. Aficionados nipónicos solicitaram às autoridades de Monterrey 20 mil sacos de lixo para limparem as bancadas após o apito final, um hábito cultural que o próprio Moriyasu classificou como “uma forma de respeito pelo espaço comum”. O gesto contrasta com a pressão sobre os tunisianos, cujo capitão Ellyes Skhiri assumiu o simbolismo da ocasião: “participar no jogo 1000 permite apreciar toda a história do torneio”.

Com a Suécia já isolada na liderança, o desfecho deste duelo pode definir o restante percurso no Grupo F. Um triunfo japonês deixará a equipa bem posicionada antes do confronto com os próprios suecos na última ronda; uma derrota da Tunísia, combinada com outros resultados, praticamente selará a sétima eliminação consecutiva dos “Elangos de Cartago” na fase de grupos. Para Renard, o recado é direto: enquanto houver esperança matemática, a classificação para a fase a eliminar — inédita para os tunisianos — continuará a ser a meta.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Imprensa do Sudeste AsiáticoImprensa latino-americana
Imprensa do Sudeste Asiático
PragmatismoDistanciamento

O Japão encara com cautela a histórica partida número 1000 das Copas do Mundo, ciente de que a Tunísia, humilhada pela Suécia e com novo treinador, estará ferozmente motivada. Os japoneses esperam um duelo muito mais intenso do que o empate contra os Países Baixos.

Imprensa latino-americana
TriunfoPragmatismo

O confronto entre Japão e Tunísia em Monterrey será a partida número 1000 da história das Copas, um marco que reflete a globalização do futebol para além do domínio tradicional de Europa e América do Sul. O Japão busca um passo decisivo rumo à classificação diante de uma Tunísia em crise profunda após uma goleada e uma troca repentina de treinador.

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sexta-feira, 19 de junho de 2026

Japão e Tunísia protagonizam o 1000.º jogo da história das Copas do Mundo

Em Monterrey, os Samurais Azuis querem confirmar o favoritismo após empate com a Holanda, enquanto a Tunísia, goleada pela Suécia, tenta um recomeço instantâneo sob o comando de Hervé Renard.

O Estádio Monterrey, no México, vai receber, este sábado (21 de junho), um marco histórico do futebol mundial: a partida entre Japão e Tunísia, pela segunda jornada do Grupo F do Mundial de 2026, é a de número 1000 em quase um século de torneios. A efeméride, celebrada pela FIFA com um uniforme especial para a equipa de arbitragem, coincide com um duelo de urgências opostas. O Japão procura a primeira vitória para se aproximar dos oitavos de final; a Tunísia luta para não se despedir precocemente da prova.

Na estreia, os nipónicos mostraram resiliência tática e emocional. Depois de estarem duas vezes em desvantagem frente aos Países Baixos, conseguiram arrancar um empate (2-2) que alimenta a confiança do grupo. A ausência forçada do criativo Takefusa Kubo, lesionado, obriga o selecionador Hajime Moriyasu a reconfigurar o ataque, onde as transições rápidas de Keito Nakamura e a combatividade de Daichi Kamada ganham ainda mais protagonismo. Do lado tunisino, a derrota pesada diante da Suécia (5-1) precipitou uma crise: o técnico Sabri Lamouchi foi demitido e substituído pelo francês Hervé Renard, que já orientou a Arábia Saudita e conhece bem o futebol asiático. Renard terá apenas alguns dias para corrigir uma defesa que sofreu 11 golos nos últimos três jogos e devolver a crença a uma seleção que não venceu na fase de grupos desde 1978.

Analistas no Brasil e em Portugal destacam o abismo entre os dois momentos. O Japão, com 23 dos seus 26 convocados a atuar na Europa, apresenta um futebol coletivo e disciplinado, ancorado numa cultura tática que impressiona observadores em Lisboa. Já a Tunísia, cujo plantel vale cerca de 70 milhões de euros contra os mais de 270 milhões do adversário, segundo o portal Transfermarkt, aposta na experiência de Renard — bicampeão africano e o homem que derrubou a Argentina de Messi em 2022 — para reanimar um grupo que, mesmo em transição, conseguiu 10 jogos sem sofrer golos durante as eliminatórias africanas.

Fora das quatro linhas, o jogo mil também realça o soft power japonês. Aficionados nipónicos solicitaram às autoridades de Monterrey 20 mil sacos de lixo para limparem as bancadas após o apito final, um hábito cultural que o próprio Moriyasu classificou como “uma forma de respeito pelo espaço comum”. O gesto contrasta com a pressão sobre os tunisianos, cujo capitão Ellyes Skhiri assumiu o simbolismo da ocasião: “participar no jogo 1000 permite apreciar toda a história do torneio”.

Com a Suécia já isolada na liderança, o desfecho deste duelo pode definir o restante percurso no Grupo F. Um triunfo japonês deixará a equipa bem posicionada antes do confronto com os próprios suecos na última ronda; uma derrota da Tunísia, combinada com outros resultados, praticamente selará a sétima eliminação consecutiva dos “Elangos de Cartago” na fase de grupos. Para Renard, o recado é direto: enquanto houver esperança matemática, a classificação para a fase a eliminar — inédita para os tunisianos — continuará a ser a meta.

Divergência das fontes

Esporte · 3 veículos · 3 idiomas

41%Média

Quanto as fontes relatam os mesmos fatos de maneira diferente.

Como se dividem

Favorável71%
Neutro29%

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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PragmatismoDistanciamento

O Japão encara com cautela a histórica partida número 1000 das Copas do Mundo, ciente de que a Tunísia, humilhada pela Suécia e com novo treinador, estará ferozmente motivada. Os japoneses esperam um duelo muito mais intenso do que o empate contra os Países Baixos.

Imprensa latino-americana
TriunfoPragmatismo

O confronto entre Japão e Tunísia em Monterrey será a partida número 1000 da história das Copas, um marco que reflete a globalização do futebol para além do domínio tradicional de Europa e América do Sul. O Japão busca um passo decisivo rumo à classificação diante de uma Tunísia em crise profunda após uma goleada e uma troca repentina de treinador.

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