
Jacarta atrai 100 mil candidatos para programa de emprego temporário; outros governos anunciam contratações públicas
Iniciativas em Bangladesh e Irã também reforçam setor público, enquanto modelo de Jacarta ecoa em debates lusófonos sobre almofadas sociais.
O governo provincial de Jacarta registou, em poucos dias, 100 mil candidaturas para apenas 2.843 vagas do programa Padat Karya, criado como almofada social para moradores da capital indonésia em situação de vulnerabilidade económica. A primeira fase, com 37 tipologias de emprego em manutenção urbana, obras públicas e limpeza, encerra a 25‑26 de junho; os selecionados serão conhecidos a 27, data em que abre a segunda fase. A procura maciça — equivalente a 35 candidatos por lugar — evidencia a pressão sobre o mercado de trabalho local, num momento de endurecimento da economia global, segundo justificou o governador Pramono Anung.
Os contratos, geridos por empresas terceirizadas, duram entre três e seis meses e remuneram ao nível do salário mínimo provincial. Apenas desempregados com bilhete de identidade de Jacarta, entre 18 e 59 anos e posicionados nos cinco decis de rendimento mais baixos podem concorrer. As autoridades asseguram transparência total para evitar favorecimentos, determinando que não se trata de uma porta de entrada para o funcionalismo público.
Noutras geografias, governos também recorrem à contratação pública para responder a défices de pessoal e mitigar o desemprego. Em Daca, o ministro da Administração Pública anunciou ao parlamento o preenchimento faseado de 2.879 vagas ministeriais nos próximos seis meses e de mais de 10 mil a médio prazo, num universo de quase 470 mil postos vagos em todo o Estado. O Bangladesh planeia ainda criar tribunais e reforçar o sistema judicial, enquanto Teerão prepara a integração de 30 mil diplomados das universidades de formação de professores, complementada com a recontratação de aposentados e docentes a tempo parcial, para suprir a carência de educadores.
Do ponto de vista dos países lusófonos, a experiência de Jacarta ecoa programas temporários de emprego já ensaiados em municípios brasileiros — as chamadas frentes de trabalho — e alimenta reflexões em Portugal e em economias africanas de língua portuguesa sobre a eficácia de almofadas sociais assentes em obras públicas localizadas. A continuidade do Padat Karya, cuja segunda fase arranca no final de junho, e a execução das contratações anunciadas no Bangladesh e no Irão constituem os próximos marcos a observar.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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O governo do Bangladesh apresentou ao parlamento um plano de contratação faseada para preencher milhares de vacâncias na administração pública nos próximos anos. Prazos claros sinalizam uma abordagem pragmática e metódica na gestão de pessoal.
O programa intensivo de trabalho de Jacarta atraiu mais de 100 mil candidatos para apenas 2.800 vagas, ressaltando a forte demanda por renda entre os moradores. Projetado como uma rede de proteção social, o esquema será realizado em várias ondas de recrutamento.
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