
Israel elimina dois gestores financeiros do Hamas e atinge rede de meio bilhão de shekels
A ação decorreu no sul de Gaza e visou os responsáveis por uma rede que, segundo os militares, transferiu mais de 500 milhões de shekels para o braço armado do grupo, violando a trégua.
As Forças de Defesa de Israel (FDI) anunciaram, no domingo (21), a eliminação de Hussein Qadra e Mohammed Farra, membros das alas militares do Hamas e da Jihad Islâmica, num ataque aéreo de precisão ocorrido na semana anterior no sul de Gaza. Segundo Telavive, os dois dirigiam uma rede financeira clandestina que transferiu mais de 500 milhões de shekels (cerca de 135 milhões de dólares) para o braço armado do Hamas, utilizando dezenas de mensageiros e pontos de câmbio na Turquia e na Faixa de Gaza. O exército israelita sustenta que as verbas foram aplicadas no pagamento de salários a militantes e no financiamento de atentados contra forças israelitas e civis, em violação do acordo de cessar-fogo em vigor.
De acordo com as informações divulgadas pelas FDI, Qadra chefiava a estrutura financeira, que operava sob orientação direta da liderança do Hamas. A rede recorria a circuitos alternativos e dinheiro vivo para contornar os sistemas bancários e os controlos internacionais. O ataque inseriu-se, ainda segundo os militares, num esforço mais amplo para degradar as capacidades financeiras do grupo, tendo sido precedido, nos meses recentes, pela apreensão de cerca de 12 milhões de shekels na passagem de Allenby, na Cisjordânia, que se destinavam ao financiamento de atividades terroristas.
Observadores em Telavive sublinham que a ação coincide com a divulgação, pelas mesmas fontes castrenses, de que, ao longo do último ano, operacionais do Hamas baseados na Turquia dirigiram dezenas de ataques a partir do território turco, em particular na Judeia e Samaria. Este dado acrescenta uma dimensão regional à operação, uma vez que Ancara não se pronunciou até ao momento sobre o alegado uso do seu território para a coordenação de ações armadas contra Israel. A ofensiva financeira ocorre num quadro de violações recíprocas da trégua, com as forças israelitas a permanecerem destacadas no sul de Gaza e a realizarem incursões contra alvos que consideram ameaças imediatas.
Do lado palestiniano, o Hamas não comentou oficialmente a morte dos dois operacionais, e a situação humanitária na Faixa de Gaza continua a deteriorar-se, com as organizações internacionais a alertarem para o colapso dos serviços básicos. A comunidade internacional, incluindo parceiros europeus e os Estados Unidos, tem apelado ao respeito integral do cessar-fogo e à retoma das negociações para uma solução de longo prazo. Até ao fecho desta edição, as FDI mantinham a presença nas zonas de segurança determinadas pelo acordo e não afastavam a possibilidade de novas ações contra estruturas financeiras do Hamas, enquanto persistirem as transferências de fundos para fins militares.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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The Russian news agency reports the Israeli operation in a sober and factual manner, citing the IDF statement. The story focuses on the elimination of two Hamas operatives involved in fund transfers, without additional commentary or judgment.
Israeli media celebrate the operation as a crucial success in the fight against terrorism, highlighting the ingenuity and complexity of the dismantled Hamas financial network. The enormous amount of blocked funds is emphasized, presenting the action as a severe blow to the enemy's operational capability.
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