
Tufão Bavi deixa 15 mortos nas Filipinas e ameaça Taiwan, Japão e China
Tempestade com ventos de até 162 km/h provocou deslizamentos fatais em Mindanao; milhares são evacuados em Taiwan e no Japão, enquanto a China se prepara para novo impacto após semana de temporais.
Pelo menos 15 pessoas morreram em deslizamentos de terra na ilha de Mindanao, no sul das Filipinas, provocados pelas chuvas intensas associadas ao tufão Bavi, informaram as autoridades locais nesta sexta-feira. Outras seis pessoas permanecem desaparecidas, e as equipas de resgate continuam as buscas nas áreas afetadas. As vítimas incluem um homem de 50 anos e um agricultor de 70 anos arrastados por enxurradas na província de Bukidnon, além de dez pessoas soterradas num deslizamento na província de Sarangani, segundo a defesa civil regional.
O Bavi, que chegou a ser classificado como supertufão ao passar pelas Ilhas Marianas do Norte e Guam no início da semana, perdeu intensidade, mas ainda apresenta ventos sustentados de até 162 km/h, de acordo com a Agência Central de Meteorologia de Taiwan. A tempestade desloca-se para noroeste e deverá passar ao norte de Taiwan, sem tocar terra, mas com potencial para despejar até um metro de chuva em algumas regiões. Em Taiwan, mais de 2.000 pessoas foram evacuadas, sobretudo no condado montanhoso de Hualien, e as aulas e o trabalho foram suspensos em oito cidades e condados do norte e do leste, incluindo a capital, Taipé. Os mercados financeiros da ilha fecharam, e centenas de voos foram cancelados. No Japão, as ilhas remotas de Sakishima, na província de Okinawa, também estão em alerta máximo, com residentes a reforçar janelas e a estocar mantimentos, enquanto as companhias aéreas cancelaram mais de 260 voos até domingo.
Na China, a aproximação do Bavi ocorre depois de uma semana de temporais que deixaram pelo menos 50 mortos em diferentes regiões do país. A tempestade tropical Maysak causou inundações recordes na região de Guangxi, com 39 vítimas fatais e o colapso parcial de uma barragem em Hengzhou. Tempestades severas e tornados mataram outras 11 pessoas na província de Hubei. Agora, as províncias de Zhejiang e Fujian preparam-se para a chegada do Bavi: mais de 17.000 pessoas foram retiradas de áreas de risco e 170.000 agentes de resgate estão de prontidão, segundo a agência oficial Xinhua. As autoridades suspenderam rotas de ferry e ordenaram o regresso dos barcos de pesca aos portos.
As previsões sobre o ponto exato de entrada do tufão em território chinês divergem. Alguns modelos indicam que o Bavi atingirá a costa na noite de sábado, perto da fronteira entre Fujian e Zhejiang, ao sul de Xangai; outros apontam para a cidade de Wenzhou. Meteorologistas taiwaneses afirmam que este é o maior tufão a ameaçar a ilha desde 1995, com um raio de ventos fortes de 380 quilómetros. O balanço de vítimas nas Filipinas é ainda provisório, e as autoridades mantêm o alerta para possíveis novos deslizamentos e inundações à medida que a tempestade avança.
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A China se prepara para outro tufão após uma semana de tempestades mortais que já mataram 50 pessoas.
Ao destacar o saldo de mortos anterior da China, a narrativa desloca a atenção das vítimas filipinas para a resiliência chinesa.
O primeiro artigo omite as 15 mortes nas Filipinas, concentrando-se apenas na China.
Quinze mortos nas Filipinas; Taiwan evacua e fecha escolas enquanto a região se prepara.
Ao apresentar o evento como uma cadeia de impactos regionais, a resposta é normalizada como um procedimento coordenado e previsível.
Um homem de 50 anos e um agricultor de 70 anos foram arrastados pelas águas furiosas nas Filipinas.
Ao detalhar vítimas individuais, a narrativa cria empatia e humaniza a tragédia, focando na perda pessoal em vez da escala regional.
O artigo omite qualquer menção às evacuações em Taiwan ou à ameaça ao Japão e à China, restringindo a história apenas às Filipinas.
O tufão Bavi, o maior em décadas, matou 15 pessoas nas Filipinas e forçou Taiwan a fechar escolas, escritórios e mercados de ações.
Ao cobrir múltiplos ângulos (mortes, evacuações, fechamentos de mercados, contexto histórico), a narrativa apresenta uma imagem abrangente e autoritária do evento.
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