
Trump diz ser 'alvo número um' do Irão e põe fim ao cessar-fogo
Presidente dos EUA afirma que Teerão planeia assassiná-lo, enquanto nova vaga de ataques mútuos colapsa trégua e eleva tensão no Golfo Pérsico.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou esta quarta-feira, em Ancara, ser o "alvo número um" de uma alegada conspiração iraniana para o assassinar, ao mesmo tempo que declarou o fim do memorando de entendimento que sustentava o cessar-fogo com Teerão. A declaração, proferida no final da cimeira da NATO, coincidiu com uma nova vaga de ataques aéreos norte-americanos contra o Irão e com uma retaliação iraniana contra instalações militares dos EUA no Barém e no Kuwait, elevando a tensão no Golfo Pérsico a um nível não visto desde o início do conflito, em fevereiro.
Segundo o Comando Central dos EUA (CENTCOM), os bombardeamentos visaram sistemas de defesa aérea, radares e mais de 60 embarcações da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC), em resposta a ataques iranianos a navios comerciais no Estreito de Ormuz. Do lado iraniano, a agência Fars noticiou que a IRGC lançou drones e mísseis contra alvos militares norte-americanos nos dois países do Golfo, enquanto as autoridades do Kuwait confirmaram a interceção de dois mísseis balísticos e 13 drones. Teerão, através de um porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros, sustentou que o acordo de tréguas se baseava num mecanismo de "compromisso por compromisso" e não em confiança mútua, e uma fonte citada pela Press TV advertiu que o Irão encerrará o Estreito de Ormuz se for alvo de novos ataques, prometendo uma retaliação numa proporção de pelo menos dois para um.
O colapso da trégua e a escalada militar têm implicações diretas nos mercados energéticos globais. Na perspetiva de Brasília, a instabilidade no Golfo Pérsico pode pressionar os preços dos combustíveis no Brasil, um dos maiores produtores mundiais de petróleo, mas ainda dependente da importação de derivados. Observadores em Lisboa sublinham o risco de alastramento do conflito a um Estado-membro da NATO, a Turquia, que acolheu a cimeira, e a bases aliadas na região. Para as economias lusófonas africanas, como Angola e Moçambique, a volatilidade das cotações do crude introduz incerteza nas receitas fiscais e nos planos de investimento externo.
As ameaças de morte contra Trump remontam à operação com drones que, em janeiro de 2020, matou o comandante da Força Quds, Qassem Soleimani, por ordem do então presidente. Desde então, antigos responsáveis da administração Trump, como John Bolton e Mike Pompeo, viveram sob proteção dos Serviços Secretos, proteção que o atual presidente retirou ao regressar à Casa Branca. Em março, um tribunal federal de Nova Iorque condenou Asif Merchant por participar num plano iraniano para assassinar Trump durante a campanha eleitoral de 2024, período em que o candidato viajou num jato não identificado por receio de mísseis portáteis. A insatisfação da opinião pública norte-americana com a guerra, refletida em sondagens, preocupa o Partido Republicano a poucos meses das eleições intercalares.
Com o cessar-fogo dado por terminado, não há negociações à vista. Trump ameaçou novos ataques contra infraestruturas civis iranianas, enquanto Teerão insiste que responderá com força redobrada. O dossiê nuclear permanece no centro das divergências: Washington afirma que nunca permitirá que o Irão obtenha armas atómicas, e Teerão condiciona qualquer entendimento ao levantamento de sanções. A região entra assim numa fase de confrontação aberta, sem canais diplomáticos ativos.
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Trump se apresenta como o alvo principal do Irã e atribui a si mesmo o mérito por Israel.
A repetição das afirmações de Trump sem verificação as torna críveis.
Omite a incerteza de Trump sobre querer um acordo com o Irã, destacada em outros blocos.
Trump se declara alvo número um do Irã e admite a possibilidade de sua própria morte.
A tradução literal das palavras de Trump sem interpretação cria um efeito de objetividade.
Omite o contexto do fim do cessar-fogo e as reações internacionais.
Trump se contradiz: diz ser o alvo número um, mas não tem certeza se quer um acordo.
A justaposição das declarações contraditórias de Trump mina sua credibilidade.
Omite o fim do cessar-fogo e as ameaças de Trump contra o Irã.
Trump dá o alarme: o Irã quer matá-lo e o cessar-fogo desabou.
O uso da linguagem direta de Trump e a descrição das consequências econômicas amplificam a percepção de ameaça.
Omite a incerteza de Trump sobre querer um acordo e qualquer crítica à sua gestão do conflito.
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