
Trump acusa aliados europeus de omissão em conflito com Irão e questiona futuro da NATO
Em declarações na Casa Branca, presidente dos EUA criticou Reino Unido, Itália e Alemanha por não apoiarem Washington, enquanto comenta demissão de Keir Starmer e ameaça rever compromissos de defesa.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou a partir do Salão Oval que os principais aliados europeus na NATO — Reino Unido, Itália e Alemanha — se recusaram a prestar auxílio a Washington durante o recente conflito com o Irão. Trump referiu-se também à demissão do primeiro-ministro britânico, Keir Starmer, classificando-o como “não um Winston Churchill” e atribuindo a sua saída a políticas de imigração e energia, em particular a exploração de petróleo no Mar do Norte. As declarações foram registadas por agências internacionais e divulgadas em vários idiomas.
Na perspetiva da Casa Branca, os Estados Unidos investiram “trilhões de dólares” ao longo de décadas para proteger a Europa, mas quando solicitaram apoio em “pequenas coisas”, como a campanha militar contra o Irão, os aliados não corresponderam. Trump mencionou que o então primeiro-ministro britânico terá dito que só ajudaria “quando venceres”, ao que respondeu que não precisava de ajuda depois da vitória. Fontes diplomáticas em Roma indicam que o governo italiano, liderado por Giorgia Meloni, optou pelo silêncio, evitando escalar o confronto retórico. Em Londres, analistas observam que a renúncia de Starmer ocorre num momento de fragilidade política interna, agravada pelas críticas externas.
As acusações ganham relevo às vésperas da visita do novo secretário-geral da NATO, Mark Rutte, a Washington, onde tentará reconciliar as posições divergentes. De acordo com responsáveis da Aliança Atlântica, a retórica de Trump reacende receios de que os EUA possam condicionar o auxílio militar previsto no Artigo 5.º ao cumprimento de exigências bilaterais. Para Lisboa, enquanto membro fundador da NATO, o episódio sublinha a pressão para aumentar os gastos com defesa, uma meta que Portugal tem dificuldade em atingir. Em Brasília, embora o Brasil não integre a aliança, diplomatas acompanham com preocupação o enfraquecimento dos mecanismos multilaterais de segurança, que poderia afetar a estabilidade em regiões de interesse estratégico, como o Atlântico Sul e a África lusófona.
O conflito com o Irão evidenciou tensões latentes. Segundo relatos da imprensa britânica, a recusa inicial de Londres em autorizar o uso de bases militares no Reino Unido para bombardeamentos contra o Irão esteve na origem do desentendimento. Trump já havia ameaçado rever a presença militar dos EUA em Itália e Espanha. O dossier permanece em aberto, com as capitais europeias a avaliarem como responder às exigências de Washington sem comprometer a coesão interna da NATO. A visita de Rutte, prevista para os próximos dias, será o primeiro teste concreto à capacidade de diálogo entre a administração Trump e os aliados transatlânticos.
Como a mesma história é contada em outros lugares.
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Trump acusa duramente os aliados europeus de não terem apoiado os EUA no conflito com o Irão, citando Itália, Alemanha e Reino Unido. Os líderes europeus são retratados como pouco fiáveis, enquanto Washington reivindica biliões gastos na NATO. O ataque alimenta receios de uma rutura transatlântica e questiona os compromissos de defesa coletiva.
Trump envia uma mensagem mordaz à Europa antes do encontro com o secretário-geral da NATO, Rutte, acusando os aliados de não apoiarem Washington no confronto com o Irão. A crítica, sem pormenores operacionais, surge num momento sensível para a segurança regional. As capitais do Golfo observam com pragmatismo, cientes de que a pressão americana pode redefinir os equilíbrios de defesa.
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