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Mídia e Entretenimentodomingo, 21 de junho de 2026

Toy Story 5: o tablet que desafiou Woody e Buzz levou a Pixar a um novo recorde

A quinta aventura da franquia faturou 160 milhões de dólares na estreia norte-americana e propõe uma reflexão sobre o uso da tecnologia na infância

Nas estradas poeirentas de Radiator Springs, uma chuva de meteoros ameaçava destruir os carrinhos em miniatura. Felizmente, Buzz Lightyear vinha a caminho, conduzindo o carro da Patrulha Canina. Enquanto um pai brasileiro encenava este cenário improvisado com o filho pequeno, foi assaltado por uma culpa inesperada: ecrãs a mais, brinquedos a menos? O sentimento acompanhou‑o até à sala de cinema, onde Toy Story 5, a nova produção da Pixar, lhe devolveu uma réstia de alívio.

A estreia mundial do filme, no fim de semana do Dia do Pai nos Estados Unidos, revelou‑se o maior lançamento de 2026. Estimativas da indústria apontam para 160 milhões de dólares arrecadados no mercado doméstico e outros 152 milhões nos mercados internacionais, totalizando 312 milhões de dólares. É um recorde para a franquia, superando largamente os 120 milhões de Toy Story 4, em 2019. Entre os filmes de animação, só Os Incríveis 2, também da Pixar, fez melhor, com 182 milhões em 2018. Realizado por Andrew Stanton e codirigido por Kenna Harris, o filme custou 250 milhões de dólares de produção e traz de volta as vozes de Tom Hanks, Tim Allen e Joan Cusack.

No centro da trama está Lilypad, um tablet que ameaça consumir cada minuto de vigília de Bonnie, a dona dos brinquedos. A história ecoa uma angústia contemporânea: segundo um inquérito da Common Sense Media, quatro em cada dez crianças nos EUA já possuem um tablet aos dois anos; aos quatro, são mais de metade. A mesma pesquisa revela que entre 75% e 80% dos pais se preocupam com os efeitos do tempo de ecrã na saúde mental dos filhos. No entanto, o argumento de Toy Story 5 não condena a tecnologia, sublinhou a equipa criativa em entrevistas. Em vez disso, mostra que o problema está no excesso e na ausência dos adultos, que muitas vezes, absortos nos seus próprios dispositivos, também negligenciam a brincadeira partilhada.

A receção do público confirmou a sintonia com o espírito do tempo. Nos Estados Unidos, o filme recebeu a nota máxima “A” no CinemaScore, e a crítica foi maioritariamente positiva. A partir do Brasil, o relato de um pai publicado na imprensa confessou o alívio ao sair da sessão: sentiu que o filme não o culpava por permitir ecrãs, mas o incentivava a participar ativamente na vida digital da criança. Para educadores e pediatras, a mensagem é clara: conversas simples sobre o uso dos dispositivos e o exemplo dos pais são ferramentas essenciais. O próprio enredo de Toy Story 5 oferece um espelho: uma cena em que uma família inteira está demasiado absorta nos ecrãs para reparar num desfile de brinquedos pela sala funciona como um alerta silencioso.

Enquanto o verão cinematográfico se aquece – com Toy Story 5 e o terror de baixo orçamento Obsession a puxar pelas bilheteiras –, fica a imagem de um cowboy de brinquedo, um astronauta espacial e uma vaqueira de pano a baterem‑se contra a luz azul de um tablet. No final, o filme sugere que a era dos brinquedos só acaba quando os adultos deixam de brincar. À saída do cinema, o pai brasileiro e o filho talvez tenham voltado a pegar nos carrinhos, agora com uma nova história para contar.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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PragmatismoPaternalismo

Toy Story 5 encara a ansiedade com o tempo de tela infantil sem demonizar a tecnologia. O filme sugere que o excesso, e não os aparelhos em si, é o verdadeiro problema, num discurso que fala diretamente aos pais.

Imprensa atlântica / anglosfera/ Econômica
TriunfoUrgência

Toy Story 5 dominou as bilheterias, alcançando a maior estreia do ano com US$ 160 milhões no mercado doméstico. O novo capítulo estabeleceu um recorde para a franquia, reafirmando o apelo duradouro da série.

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domingo, 21 de junho de 2026

Toy Story 5: o tablet que desafiou Woody e Buzz levou a Pixar a um novo recorde

A quinta aventura da franquia faturou 160 milhões de dólares na estreia norte-americana e propõe uma reflexão sobre o uso da tecnologia na infância

Nas estradas poeirentas de Radiator Springs, uma chuva de meteoros ameaçava destruir os carrinhos em miniatura. Felizmente, Buzz Lightyear vinha a caminho, conduzindo o carro da Patrulha Canina. Enquanto um pai brasileiro encenava este cenário improvisado com o filho pequeno, foi assaltado por uma culpa inesperada: ecrãs a mais, brinquedos a menos? O sentimento acompanhou‑o até à sala de cinema, onde Toy Story 5, a nova produção da Pixar, lhe devolveu uma réstia de alívio.

A estreia mundial do filme, no fim de semana do Dia do Pai nos Estados Unidos, revelou‑se o maior lançamento de 2026. Estimativas da indústria apontam para 160 milhões de dólares arrecadados no mercado doméstico e outros 152 milhões nos mercados internacionais, totalizando 312 milhões de dólares. É um recorde para a franquia, superando largamente os 120 milhões de Toy Story 4, em 2019. Entre os filmes de animação, só Os Incríveis 2, também da Pixar, fez melhor, com 182 milhões em 2018. Realizado por Andrew Stanton e codirigido por Kenna Harris, o filme custou 250 milhões de dólares de produção e traz de volta as vozes de Tom Hanks, Tim Allen e Joan Cusack.

No centro da trama está Lilypad, um tablet que ameaça consumir cada minuto de vigília de Bonnie, a dona dos brinquedos. A história ecoa uma angústia contemporânea: segundo um inquérito da Common Sense Media, quatro em cada dez crianças nos EUA já possuem um tablet aos dois anos; aos quatro, são mais de metade. A mesma pesquisa revela que entre 75% e 80% dos pais se preocupam com os efeitos do tempo de ecrã na saúde mental dos filhos. No entanto, o argumento de Toy Story 5 não condena a tecnologia, sublinhou a equipa criativa em entrevistas. Em vez disso, mostra que o problema está no excesso e na ausência dos adultos, que muitas vezes, absortos nos seus próprios dispositivos, também negligenciam a brincadeira partilhada.

A receção do público confirmou a sintonia com o espírito do tempo. Nos Estados Unidos, o filme recebeu a nota máxima “A” no CinemaScore, e a crítica foi maioritariamente positiva. A partir do Brasil, o relato de um pai publicado na imprensa confessou o alívio ao sair da sessão: sentiu que o filme não o culpava por permitir ecrãs, mas o incentivava a participar ativamente na vida digital da criança. Para educadores e pediatras, a mensagem é clara: conversas simples sobre o uso dos dispositivos e o exemplo dos pais são ferramentas essenciais. O próprio enredo de Toy Story 5 oferece um espelho: uma cena em que uma família inteira está demasiado absorta nos ecrãs para reparar num desfile de brinquedos pela sala funciona como um alerta silencioso.

Enquanto o verão cinematográfico se aquece – com Toy Story 5 e o terror de baixo orçamento Obsession a puxar pelas bilheteiras –, fica a imagem de um cowboy de brinquedo, um astronauta espacial e uma vaqueira de pano a baterem‑se contra a luz azul de um tablet. No final, o filme sugere que a era dos brinquedos só acaba quando os adultos deixam de brincar. À saída do cinema, o pai brasileiro e o filho talvez tenham voltado a pegar nos carrinhos, agora com uma nova história para contar.

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Toy Story 5 encara a ansiedade com o tempo de tela infantil sem demonizar a tecnologia. O filme sugere que o excesso, e não os aparelhos em si, é o verdadeiro problema, num discurso que fala diretamente aos pais.

Imprensa atlântica / anglosfera/ Econômica
TriunfoUrgência

Toy Story 5 dominou as bilheterias, alcançando a maior estreia do ano com US$ 160 milhões no mercado doméstico. O novo capítulo estabeleceu um recorde para a franquia, reafirmando o apelo duradouro da série.

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