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Esportesexta-feira, 26 de junho de 2026

Técnico da Costa do Marfim acusa Schweinsteiger de racismo após feito histórico no Mundial

Emerse Fae classificou como passíveis de serem consideradas racistas as declarações do ex‑jogador alemão sobre o futebol africano, horas depois de conduzir os Elefantes à primeira fase a eliminar da sua história.

A Costa do Marfim garantiu na noite de quinta‑feira, em Filadélfia, um lugar inédito nos 32 avos de final do Campeonato do Mundo. Um bis de Nicolas Pépé selou o triunfo por 2-0 sobre Curaçao e o segundo posto do Grupo E, atrás da Alemanha, mas a festa da qualificação foi imediatamente atravessada por uma polémica que transcendeu o relvado. Na sala de imprensa, o selecionador Emerse Fae foi confrontado com as palavras proferidas dias antes pelo antigo internacional alemão Bastian Schweinsteiger, agora comentador televisivo, e não escondeu a mágoa: “É triste. Se quisermos chamar as coisas pelos nomes, podemos considerar aquilo racista.”

Schweinsteiger descrevera o estilo da seleção marfinense como “um futebol um pouco africano, pouco ortodoxo, um pouco selvagem e não tão condicionado pela tática”, aconselhando a Alemanha a preparar‑se para o “imprevisível”. A intervenção, difundida pela ARD antes do duelo entre as duas equipas, reacendeu um debate antigo sobre os estereótipos que perseguem as seleções do continente. Fae, que sempre admirou o médio campeão do mundo em 2014 — a ponto de um amigo lhe ter chamado “Bastian” —, disse sentir‑se desiludido “com o homem” e sugeriu que o ex‑jogador talvez procurasse apenas notoriedade: “Ele foi uma estrela mundial, mas está um pouco esquecido, por isso tenta fazer barulho.”

A controvérsia ecoou de imediato nos meios desportivos de vários continentes. Na Alemanha, a própria imprensa criticou o comentário, com analistas a apontarem “preconceitos racistas que continuamos a reproduzir inconscientemente” e a revista Der Spiegel a recordar que a caracterização remete para estereótipos coloniais. Jürgen Klopp, presente no Mundial, recusou pronunciar‑se, afirmando tratar‑se de “um assunto sério” sobre o qual não saberia o que seria adequado dizer. Em África, a reação foi de cansaço perante uma narrativa que reduz o futebol do continente a atributos físicos, ignorando a evolução tática e técnica que os resultados no torneio têm evidenciado.

Fae aproveitou o momento para sublinhar que a qualificação histórica não assenta apenas na força atlética. “Tudo o que posso fazer é mostrar em campo que as equipas africanas não são só físicas; somos técnicos e táticos”, afirmou, acrescentando que espera que a declaração de Schweinsteiger tenha sido apenas “infeliz” e não o reflexo de uma convicção profunda. O treinador, que já integrara o plantel marfinense na estreia em Mundiais, em 2006, sem chegar a jogar, vê agora o seu trabalho reconhecido precisamente pela capacidade de aliar organização a talento individual.

Com o segundo lugar do grupo assegurado, a Costa do Marfim conhecerá o adversário da próxima eliminatória entre França e Noruega, com quem se defrontará a 30 de junho em Arlington, no Texas. A partida será, para os Elefantes, mais do que um jogo de mata‑mata: uma oportunidade de continuar a reescrever, dentro das quatro linhas, a imagem do futebol africano no cenário global.

Divergência — quem conta como
Eixo: Intensity of condemnation
25%Média
3 blocos · posições de −0.70 a −0.10
Strong condemnationMild disapproval
AFRLATGLF
Divergência entre blocos de imprensa
Imprensa africana subsaariana−0.70critical
Imprensa latino-americana−0.30critical
Imprensa do Golfo árabe−0.10neutral
The European press, which would represent Schweinsteiger's perspective, is not included in this cluster.
Imprensa africana subsaariana−0.70
Voz

Ivory Coast refuses to accept racist insults after a historic victory. African football deserves respect.

Mecanismovittimizzazione

The narrative focuses on the moral harm suffered by the team, turning a sports episode into a symbol of the fight against racism.

Omissão

Possible linguistic misunderstandings or the context of Schweinsteiger's statement are not mentioned.

IndignaçãoVitimismo
Imprensa latino-americana−0.30
Voz

The facts are analyzed with balance, acknowledging the seriousness of the accusation but urging caution.

Mecanismouniversalizzazione

A neutral register is adopted, avoiding partisanship by balancing sources.

PragmatismoDistanciamento
Imprensa do Golfo árabe−0.10
Voz

The news is treated as a controversy between two parties, without taking sides.

Mecanismodistacco

The use of dry language and minimal quotations creates an effect of distance.

CeticismoDistanciamento

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sexta-feira, 26 de junho de 2026

Técnico da Costa do Marfim acusa Schweinsteiger de racismo após feito histórico no Mundial

Emerse Fae classificou como passíveis de serem consideradas racistas as declarações do ex‑jogador alemão sobre o futebol africano, horas depois de conduzir os Elefantes à primeira fase a eliminar da sua história.

A Costa do Marfim garantiu na noite de quinta‑feira, em Filadélfia, um lugar inédito nos 32 avos de final do Campeonato do Mundo. Um bis de Nicolas Pépé selou o triunfo por 2-0 sobre Curaçao e o segundo posto do Grupo E, atrás da Alemanha, mas a festa da qualificação foi imediatamente atravessada por uma polémica que transcendeu o relvado. Na sala de imprensa, o selecionador Emerse Fae foi confrontado com as palavras proferidas dias antes pelo antigo internacional alemão Bastian Schweinsteiger, agora comentador televisivo, e não escondeu a mágoa: “É triste. Se quisermos chamar as coisas pelos nomes, podemos considerar aquilo racista.”

Schweinsteiger descrevera o estilo da seleção marfinense como “um futebol um pouco africano, pouco ortodoxo, um pouco selvagem e não tão condicionado pela tática”, aconselhando a Alemanha a preparar‑se para o “imprevisível”. A intervenção, difundida pela ARD antes do duelo entre as duas equipas, reacendeu um debate antigo sobre os estereótipos que perseguem as seleções do continente. Fae, que sempre admirou o médio campeão do mundo em 2014 — a ponto de um amigo lhe ter chamado “Bastian” —, disse sentir‑se desiludido “com o homem” e sugeriu que o ex‑jogador talvez procurasse apenas notoriedade: “Ele foi uma estrela mundial, mas está um pouco esquecido, por isso tenta fazer barulho.”

A controvérsia ecoou de imediato nos meios desportivos de vários continentes. Na Alemanha, a própria imprensa criticou o comentário, com analistas a apontarem “preconceitos racistas que continuamos a reproduzir inconscientemente” e a revista Der Spiegel a recordar que a caracterização remete para estereótipos coloniais. Jürgen Klopp, presente no Mundial, recusou pronunciar‑se, afirmando tratar‑se de “um assunto sério” sobre o qual não saberia o que seria adequado dizer. Em África, a reação foi de cansaço perante uma narrativa que reduz o futebol do continente a atributos físicos, ignorando a evolução tática e técnica que os resultados no torneio têm evidenciado.

Fae aproveitou o momento para sublinhar que a qualificação histórica não assenta apenas na força atlética. “Tudo o que posso fazer é mostrar em campo que as equipas africanas não são só físicas; somos técnicos e táticos”, afirmou, acrescentando que espera que a declaração de Schweinsteiger tenha sido apenas “infeliz” e não o reflexo de uma convicção profunda. O treinador, que já integrara o plantel marfinense na estreia em Mundiais, em 2006, sem chegar a jogar, vê agora o seu trabalho reconhecido precisamente pela capacidade de aliar organização a talento individual.

Com o segundo lugar do grupo assegurado, a Costa do Marfim conhecerá o adversário da próxima eliminatória entre França e Noruega, com quem se defrontará a 30 de junho em Arlington, no Texas. A partida será, para os Elefantes, mais do que um jogo de mata‑mata: uma oportunidade de continuar a reescrever, dentro das quatro linhas, a imagem do futebol africano no cenário global.

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The narrative focuses on the moral harm suffered by the team, turning a sports episode into a symbol of the fight against racism.

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Possible linguistic misunderstandings or the context of Schweinsteiger's statement are not mentioned.

IndignaçãoVitimismo
Imprensa latino-americana−0.30
Voz

The facts are analyzed with balance, acknowledging the seriousness of the accusation but urging caution.

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A neutral register is adopted, avoiding partisanship by balancing sources.

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