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Ciência e Saúdeterça-feira, 30 de junho de 2026

Surto de Ébola na RD Congo já é o terceiro mais grave da história

Com 1.307 casos e 377 mortes, epidemia da estirpe Bundibugyo sem vacina aprovada pode custar 3,6 mil milhões de dólares à economia africana, alerta o PNUD.

O surto de Ébola declarado a 15 de maio no leste da República Democrática do Congo (RD Congo) tornou-se o terceiro mais grave desde a identificação do vírus, totalizando 1.307 infetados e 377 mortos até 28 de junho, segundo o boletim oficial do Ministério da Saúde congolês. A taxa de letalidade da estirpe Bundibugyo, para a qual não existe vacina nem tratamento específico aprovado, situa-se nos 28,8%, e as autoridades mantêm 615 doentes em isolamento. O rastreio de contactos atinge 87,3%, mas a circulação do vírus em três províncias — Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul — e a confirmação de casos importados no Uganda (20, incluindo duas mortes) e em França (um médico regressado de missão humanitária) evidenciam o risco de propagação regional.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) estima que a epidemia pode provocar perdas de até 3,6 mil milhões de dólares (cerca de 64 biliões de rupias indonésias, segundo a conversão usada pela agência Antara) no produto interno bruto dos países africanos, empurrando mais 985 mil pessoas para a pobreza extrema. Mesmo num cenário de contenção do vírus na RD Congo e no Uganda, a contração do PIB real congolês ultrapassaria mil milhões de dólares, com a eliminação de 55 mil postos de trabalho. O PNUD alerta que as restrições à mobilidade e ao comércio transfronteiriço já estão a degradar os meios de subsistência informais e a inverter ganhos de desenvolvimento, sobretudo entre os 20% mais pobres.

A resposta internacional mobilizou novos instrumentos. O Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC África), a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Uganda lançaram em Kampala a Equipa Conjunta de Apoio à Gestão de Incidentes Continentais (IMST), uma plataforma operacional unificada que integra especialistas em vigilância, laboratório, logística e comunicação de risco. O executivo de Félix Tshisekedi anunciou um plano nacional de 319 milhões de dólares e proibiu ajuntamentos em quatro províncias, incluindo Kinshasa, medida que a oposição interpreta como tentativa de condicionar a manifestação convocada para 8 de julho contra um eventual terceiro mandato presidencial. Ao mesmo tempo, o Reino Unido disponibilizou 21 milhões de libras e enviou peritos da sua Equipa de Apoio Rápido de Saúde Pública para a RD Congo.

Fora do epicentro, um caso suspeito numa paciente admitida no Hospital Universitário Queen Elizabeth, em Glasgow, está a ser investigado, mas a Saúde Pública da Escócia sublinhou não haver casos confirmados no país e que o risco para a população permanece baixo. Na RD Congo, as autoridades rastreiam contactos de alto risco nas províncias de Tshopo e Haut-Uele, depois de o corpo de uma grávida falecida com Ébola ter sido transportado de moto ao longo de 300 quilómetros até Kisangani e de dois contactos em isolamento terem fugido para Haut-Uele, um deles com teste positivo. Paralelamente, a OMS reportou um surto de cólera no Sudão, com 117 mortos e 838 casos suspeitos no Kordofan Ocidental, agravando a pressão sobre sistemas de saúde já fragilizados por conflitos armados. O próximo marco factual será a discussão urgente sobre a situação humanitária em El Obeid, solicitada ao Conselho de Direitos Humanos da ONU por Reino Unido e Alemanha, prevista para sexta-feira.

Como a mesma história é contada em outros lugares.

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Um paciente na Escócia está a ser testado para o ébola depois de viajar de uma área afetada, levantando receios de que o vírus possa chegar a solo britânico. As autoridades de saúde sublinham que não há casos confirmados, mas que estão em vigor protocolos rigorosos. O incidente realça o alcance global do surto no Congo, agora o terceiro mais grave de sempre.

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As Nações Unidas alertam que o surto de ébola na República Democrática do Congo pode custar a África até 3,6 mil milhões de dólares e destruir centenas de milhares de empregos, ameaçando uma catástrofe de desenvolvimento. Com mais de 1.300 infeções e 377 mortes, a estirpe Bundibugyo representa um grave risco económico. Sem financiamento urgente, a crise pode empurrar mais 985.000 pessoas para a pobreza.

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Surto de Ébola na RD Congo já é o terceiro mais grave da história

Com 1.307 casos e 377 mortes, epidemia da estirpe Bundibugyo sem vacina aprovada pode custar 3,6 mil milhões de dólares à economia africana, alerta o PNUD.

O surto de Ébola declarado a 15 de maio no leste da República Democrática do Congo (RD Congo) tornou-se o terceiro mais grave desde a identificação do vírus, totalizando 1.307 infetados e 377 mortos até 28 de junho, segundo o boletim oficial do Ministério da Saúde congolês. A taxa de letalidade da estirpe Bundibugyo, para a qual não existe vacina nem tratamento específico aprovado, situa-se nos 28,8%, e as autoridades mantêm 615 doentes em isolamento. O rastreio de contactos atinge 87,3%, mas a circulação do vírus em três províncias — Ituri, Kivu do Norte e Kivu do Sul — e a confirmação de casos importados no Uganda (20, incluindo duas mortes) e em França (um médico regressado de missão humanitária) evidenciam o risco de propagação regional.

O Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) estima que a epidemia pode provocar perdas de até 3,6 mil milhões de dólares (cerca de 64 biliões de rupias indonésias, segundo a conversão usada pela agência Antara) no produto interno bruto dos países africanos, empurrando mais 985 mil pessoas para a pobreza extrema. Mesmo num cenário de contenção do vírus na RD Congo e no Uganda, a contração do PIB real congolês ultrapassaria mil milhões de dólares, com a eliminação de 55 mil postos de trabalho. O PNUD alerta que as restrições à mobilidade e ao comércio transfronteiriço já estão a degradar os meios de subsistência informais e a inverter ganhos de desenvolvimento, sobretudo entre os 20% mais pobres.

A resposta internacional mobilizou novos instrumentos. O Centro Africano de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC África), a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Uganda lançaram em Kampala a Equipa Conjunta de Apoio à Gestão de Incidentes Continentais (IMST), uma plataforma operacional unificada que integra especialistas em vigilância, laboratório, logística e comunicação de risco. O executivo de Félix Tshisekedi anunciou um plano nacional de 319 milhões de dólares e proibiu ajuntamentos em quatro províncias, incluindo Kinshasa, medida que a oposição interpreta como tentativa de condicionar a manifestação convocada para 8 de julho contra um eventual terceiro mandato presidencial. Ao mesmo tempo, o Reino Unido disponibilizou 21 milhões de libras e enviou peritos da sua Equipa de Apoio Rápido de Saúde Pública para a RD Congo.

Fora do epicentro, um caso suspeito numa paciente admitida no Hospital Universitário Queen Elizabeth, em Glasgow, está a ser investigado, mas a Saúde Pública da Escócia sublinhou não haver casos confirmados no país e que o risco para a população permanece baixo. Na RD Congo, as autoridades rastreiam contactos de alto risco nas províncias de Tshopo e Haut-Uele, depois de o corpo de uma grávida falecida com Ébola ter sido transportado de moto ao longo de 300 quilómetros até Kisangani e de dois contactos em isolamento terem fugido para Haut-Uele, um deles com teste positivo. Paralelamente, a OMS reportou um surto de cólera no Sudão, com 117 mortos e 838 casos suspeitos no Kordofan Ocidental, agravando a pressão sobre sistemas de saúde já fragilizados por conflitos armados. O próximo marco factual será a discussão urgente sobre a situação humanitária em El Obeid, solicitada ao Conselho de Direitos Humanos da ONU por Reino Unido e Alemanha, prevista para sexta-feira.

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As Nações Unidas alertam que o surto de ébola na República Democrática do Congo pode custar a África até 3,6 mil milhões de dólares e destruir centenas de milhares de empregos, ameaçando uma catástrofe de desenvolvimento. Com mais de 1.300 infeções e 377 mortes, a estirpe Bundibugyo representa um grave risco económico. Sem financiamento urgente, a crise pode empurrar mais 985.000 pessoas para a pobreza.

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